Bem vindo!

"...É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a Fracassos e Derrotas, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, pois vivem em uma penumbra cinzenta tão grande que não conhece vitória nem derrota...."

(..Theodore Roosevelt..)

Que Deus nos abençoe!

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”

(Abraham Lincoln)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

As 7 máximas do péssimo funcionário


Algumas atitudes no ambiente de trabalho podem acabar com a imagem de qualquer pessoa e acender o sinal vermelho na empresa. 
Quem busca sucesso na carreira deve evitar todos eles. Mas quem está interessado em uma curva descendente na vida profissional pode começar a exercitá-los desde já. Confira o que diz o código de conduta às avessas:

1 Comprometimento zero

É a regra de ouro para quem se esforça para ser um péssimo funcionário, na opinião dos especialistas. Envolve uma série de práticas como: deixar de cumprir o que prometeu, não respeitar acordos com clientes, pactos e datas de entrega de projetos. Todos são pontos negativos que vão prejudicando a imagem da pessoa no ambiente de trabalho.
“A empresa vive dos resultados”, diz Jeffrey Abrahams, sócio-fundador da Abrahams Executive Search, consultoria internacional de recrutamento.
“O bom funcionário tem que se virar para fazer a coisa acontecer”, diz, Heitor Mello Peixoto, diretor executivo da Produtive.
“Ficar reclamando de cada nova tarefa recebida também pode indicar que falta compromisso com a atividade profissional”, diz Abrahams.
Colocar empecilhos para cumprir as obrigações certamente não é um comportamento que vai agregar valor a sua conduta na empresa.

2 Apropriar-se das ideias dos outros

Muito comum no mundo dos negócios é uma prática que pode acontecer entre colegas e também na relação entre chefes e subordinados.
“É como o aluno que não faz o trabalho de faculdade e pede para os colegas colocarem o nome dele na apresentação”, compara Peixoto.
Não reconhecer o trabalho alheio e ainda ficar com os louros é um comportamento profissional lamentável e quebra a confiança, um aspecto essencial para o trabalho em equipe. “Eu chamo isso de pirataria corporativa”, diz Abrahams.


3  Não aceitar feedbacks

Esse é um calcanhar de Aquiles hoje em dia nas empresas, na opinião de Abrahms. “A resistência aos feedbacks é uma das doenças do mundo corporativo e um dos grandes problemas dos executivos”, diz o especialista.
Avaliações em relação ao trabalho fazem parte do trabalho em equipe e devem ser encaradas como uma forma de crescimento. Segundo ele, há pessoas que não sabem fazer a crítica e há quem não saiba receber.
“Depende muito de como a crítica é feita, mas se ela é adequada, levar para o lado pessoal é um péssimo comportamento”, diz Peixoto. 

4 Falar mal de lugares e colegas com quem já trabalhou

É uma conduta “fatal” e que muitas vezes impede até a pessoa de conseguir uma nova oportunidade profissional. “O candidato que chegar à entrevista com o headhunter e tiver este tipo de discurso será desconsiderado”, diz Peixoto.
Mesmo quem já conquistou a cadeira deve evitar críticas a ex-colegas e ou à antiga empresa. “É uma atitude que acaba denegrindo a própria pessoa”, diz Abrahams.
Não importa o quanto a experiência profissional anterior tenha sido negativa, no máximo explique o que aconteceu, mas sem julgamentos. “Falar menos é mais”, diz Abrahams.

5 Puxar o tapete

Há diversas maneiras de prejudicar os colegas de trabalho. Cavar demissões, espalhar boatos maldosos, sabotar projetos alheios são algumas formas.
“Já assisti muitas puxadas de tapete, é uma doença da sociedade”, diz Abrahams. Para ele, há mercados em que esta prática é mais comum. “A questão da ambição é mais exacerbada na área de transações financeiras”, diz. 
Este tipo de atitude não cria sustentabilidade nas relações a médio e longo prazo, na opinião do especialista. “Quem sofre uma puxada de tapete não esquece”, explica. O problema nesse caso é a lei do retorno. “Acaba, de uma maneira ou de outra voltando para que fez”, diz o especialista.

6 Chegar sempre atrasado

É um clássico do manual de qualquer péssimo funcionário. Começar o expediente fora de hora e ainda escapar do escritório mais cedo, com frequência, é uma atitude que irrita qualquer gestor.
Mesmo que o trabalho seja bem feito, respeito aos horários de entrada e saída é uma exigência do mundo profissional. “É preferível chegar uma hora antes a chegar cinco minutos atrasado”, diz Abrahams. 

7 Descontrole emocional

Gritar, humilhar colegas ou subordinados é um comportamento antiprofissional por excelência. “Quem sai do eixo emocional perde a razão”, diz Abrahams.
Além de deixar o clima pesado na empresa, cria uma cultura do desrespeito no ambiente profissional. “Acaba caindo na questão do assédio moral”, explica o especialista.
Entrar em pânico ao receber um novo desafio na empresa também é um comportamento indicativo de falta de controle emocional. “Certa cautela em relação ao novo é positiva, mas entrar em pânico certamente vai prejudicar o desempenho”, diz Peixoto.

Fonte: Exame.com

BTG Pactual levará vendedora de carros usados à Bovespa


A empresa de compra e venda de carros usados AutoBrasil pediu aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A operação, que consiste na venda primária (papéis novos) e secundária (ações detidas pelos atuais sócios), terá o BTG Pactual como coordenador líder, em parceria com o Credit Suisse e Itaú BBA.
Um dos acionistas vendedores na oferta, o FIP Gulf II, é administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros, braço do banco do bilionário André Esteves. A Investparts e pessoas físicas serão os demais vendedores.
Criada em abril e com sede na cidade do Rio de Janeiro, a AutoBrasil apresenta-se como a maior companhia de compra e venda de automóveis usados do Brasil e uma das três maiores das Américas, com 215 pontos comerciais em 15 Estados, incluindo redes como Itavema, Atri e Germânica. O objetivo é unificar as redes sob a marca AutoBrasil.
Segundo o prospecto preliminar, a AutoBrasil foi idealizada pela Gulf, empresa que atuou na consolidação dos setores de corretagem de imóveis e de seguros no Brasil, dando origem à Brasil Brokers e à Brasil Insurance.
A empresa acredita ter cerca de 1,2 por cento de participação em um mercado que movimentou em 2011 cerca de 85 bilhões de reais no Brasil, número semelhante ao detido pela Carmax, companhia que a AutoBrasil usa como referência e que é sediada nos Estados Unidos.
No prospecto preliminar da oferta, a empresa afirma que, apesar do forte crescimento das vendas de veículos no Brasil nos últimos anos, o setor de seminovos tem potencial de crescimento significativo, apoiado na expansão de renda da população e na relativa baixa penetração de veículos no país em relação a mercados mais maduros.
Segundo a companhia, o mercado de veículos usados no Brasil, composto por automóveis e veículos comerciais leves, movimentou mais de 155 bilhões de reais em 2011, com os seminovos (veículos com menos de seis anos de uso) representando 85 bilhões.
A empresa prevê que as vendas de carros usados no Brasil cresçam de 5,5 milhões de unidades em 2011 para 6,1 milhões em 2015. Já a comercialização de seminovos deve passar de 3,4 milhões para 4,6 milhões no mesmo período.
No documento, a AutoBrasil afirma que pretende usar os recursos obtidos com a operação para capital de giro e investimentos na abertura de novas lojas. O plano é abrir aproximadamente 60 lojas nos próximos 3 anos.
A meta inicial do prospecto é de que as ações façam a estreia no pregão da BM&Fovespa no dia 18 de outubro.

Fonte: Reuters

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sete em cada dez famílias brasileiras têm dívidas no cartão de crédito


Entre os tipos de dívidas mais comuns dos brasileiros, o cartão de crédito foi novamente o mais apontado em julho deste ano. Neste mês, 71,8% dos endividados têm débitos no cartão de crédito, seguido por carnês, com 19,4%.

O número de famílias que declaram estar endividadas apresentou queda entre julho deste ano e o mesmo mês de 2011, segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) da CNC (Confederação Nacional do Comércio).
No caso do cartão de crédito, os percentuais de endividados nesta categoria que ganham até dez e acima de dez salários mínimos são de 72,1% e 68,5%, respectivamente. Já em relação aos endividados por causa de contas em carnês, 19,7% têm renda até dez mínimos e 17,6% possuem rendimentos acima deste patamar.
De maneira geral, a Peic revelou que, em julho deste ano, 57,6% dos consumidores do País estão endividados – número inferior ao registrado em julho de 2011, quando 63,5% estavam nessa situação.

Crédito pessoal e financiamento de veículos

O crédito pessoal e o financiamento de veículos estão, respectivamente, na terceira e quarta posições na lista de dívidas dos brasileiros, com 10,7% e 9,4% das menções, respectivamente.
Na primeira modalidade, dos devedores que ganham até 10 salários mínimos, 10,5% têm crédito a pagar, ante 12,3% dos que recebem acima desse patamar.
Considerando o financiamento de veículos, na análise por faixa de renda, dos que recebem até 10 mínimos, 8,0% têm dívidas desse tipo, enquanto 19,7% dos devedores de maior renda estão nessa situação.

Cheque especial, crédito consignado e financiamento de casa

A Peic ainda revelou que, em julho deste ano, 5,7% dos endividados brasileiros têm débitos no cheque especial. Dos pesquisados de menor renda, 5,4% têm dívidas nessa modalidade de crédito. Já entre os que ganham acima de 10 salários mínimos, o percentual é de 7,5%.
No crédito consignado, 3,1% dos endividados com até 10 salários mínimos têm pendências nessa modalidade, enquanto entre os que recebem mais o número sobe para 4,1%. No geral, 3,2% dos entrevistados têm dívidas com crédito consignado este mês.
Já no que diz respeito ao financiamento imobiliário, 3,6% dos devedores têm empréstimos a pagar em julho deste ano. Considerando os que ganham até 10 salários, 3,2% têm dívidas com essa modalidade de crédito. Já entre os de maior renda, 6,3% têm débitos com financiamento imobiliário para pagar.

Sobre a pesquisa

A Peic, da CNC, é uma pesquisa mensal, iniciada em janeiro de 2010. Para compilar os dados, a CNC ouviu 18 mil consumidores de todas as capitais do País.

Fonte: Infomoney

Você sabe o que é uma startup?


Nem toda nova empresa é uma startup. Saiba quais são as características que definem este tipo peculiar de empreendimento.

Afinal, o que é uma startup?

Tudo começou durante a época que chamamos de bolha da Internet, entre 1996 e 2001. Apesar de usado nos EUA há várias décadas, só na bolha ponto-com o termo "startup" começou a ser usado por aqui. Significava um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente que, aparentemente, poderia fazer dinheiro. Além disso, "startup" sempre foi sinônimo de iniciar uma empresa e colocá-la em funcionamento.

O que os investidores chamam de startup?

Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que uma startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

Apesar de curta, essa definição envolve vários conceitos:

- Um cenário de incerteza significa que não há como afirmar se aquela ideia e projeto de empresa irão realmente dar certo - ou ao menos se provarem sustentáveis.

- O modelo de negócios é como a startup gera valor - ou seja, como transforma seu trabalho em dinheiro. Por exemplo, um dos modelos de negócios do Google é cobrar por cada click nos anúncios mostrados nos resultados de busca - e esse modelo também é usado pelo Buscapé.com. Um outro exemplo seria o modelo de negócio de franquias: você paga royalties por uma marca, mas tem acesso a uma receita de sucesso com suporte do franqueador - e por isso aumenta suas chances de gerar lucro.

- Ser repetível significa ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente. Isso pode ser feito tanto ao vender a mesma unidade do produto várias vezes, ou tendo-os sempre disponíveis independente da demanda. Uma analogia simples para isso seria o modelo de venda de filmes: não é possível vender a mesmo unidade de DVD várias vezes, pois é preciso fabricar um diferente a cada cópia vendida. Por outro lado, é possível ser repetível com o modelo pay-per-view - o mesmo filme é distribuído a qualquer um que queira pagar por ele sem que isso impacte na disponibilidade do produto ou no aumento significativo do custo por cópia vendida.

- Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que isso influencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos crescendo bem mais lentamente. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza.

Os passos seguintes

É justamente por esse ambiente de incerteza (até que o modelo seja encontrado) que tanto se fala em investimento para startups - sem capital de risco, é muito difícil persistir na busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita. Após a comprovação de que ele existe e a receita começar a crescer, provavelmente será necessária uma nova leva de investimento para essa startup se tornar uma empresa sustentável. Quando se torna escalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa. Caso contrário, ela precisa se reinventar - ou enfrenta a ameaça de morrer prematuramente.

Startups são somente empresas de internet? Não necessariamente. Elas só são mais frequentes na Internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo, e a web torna a expansão do negócio bem mais fácil, rápida e barata - além da venda ser repetível. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patente inovadora pode também ser uma startup - desde que ela comprove um negócio repetível e escalável.


Fonte: Exame.com 

Crédito imobiliário cresce com avanço de emissões do setor


O crescimento do mercado de investimento imobiliário, por meio de fundos de investimento (FIIs) ou títulos de renda fixa, tem impulsionado o financiamento com recursos alternativos à poupança. Segundo dados do Banco Central, o estoque de crédito habitacional com recursos livres somou R$ 16,660 bilhões em maio de 2012, alta de 73,9% na comparação com maio de 2011 quando a soma era de R$ 9,579 bilhões. No ano, a alta foi de 19,5%.

Para efeito de comparação, o financiamento com recursos direcionados, no qual os bancos são obrigados a destinar 65% dos depósitos de poupança, o crescimento atingiu 39,8% em 12 meses, para R$ 212,314 bilhões.

Para o economista da consultoria Lopes & Filho Associados, João Augusto Salles, a justificativa vem junto à expansão dos fundos de investimento imobiliários (FIIs) e de títulos de renda fixa de longo prazo, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), emitidos por uma securitizadora, com lastro em um empreendimento imobiliário e que pagam juros ao investidor. "O CRI permite que bancos de médio porte entrem nesse ramo. É um funding com vários cotistas". Salles menciona, inclusive, que no grupo Lopes Filho a área de rating tem demanda de forma intensiva para a análise dos CRIs.

Celso Grisi, diretor do Instituto de Pesquisa Fractal e professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) concorda . "Há muita captação em fundos imobiliários, que existe para o funding da incorporadora ou construtora, além do destino para a construção de shoppings centers".

O risco do fundo imobiliário ou CRIs, segundo os especialistas, está no baixo desenvolvimento econômico do País. "O retorno é quando o empreendimento dá certo. No atual momento é bom, porque a taxa de desemprego está baixa e o PIB [Produto Interno Bruto] a 2%, o que ainda é bom", diz o economista da Lopes Filho.

De acordo com dados da Cetip, o estoque de CRIs está em R$ 29,639 bilhões até o dia 20 de julho deste ano, 23,07% superior ao mesmo período de 2011.

Inadimplência

O baixo risco de inadimplência do crédito imobiliário - de 4,69% acima de 90 dias, segundo o Banco Central - com a alienação fiduciária atrai as instituições financeiras, que dão destaque às concessões. "A Caixa [Econômica Federal] ampliou o funding e há vários estímulos para o setor residencial e é uma tendência que deve permanecer com a queda da taxa de juros [Selic em 8% ao ano]", explica Celso Grisi.

Já João Augusto Salles ressalta o excessivo endividamento do brasileiro, o que reduz a demanda por empréstimos. "Os bancos privados focam no imobiliário, mas o grau de endividamento está elevado, em 43,2% até abril de 2012, de acordo com o BC, quando em 2005 era de 18,3%".

No total, o crédito habitacional atinge R$ 294,137 bilhões, alta de 40,5% ante maio de 2011.

Fonte: DCI

Bolsa de Nova York tem plano de entrar no mercado do Brasil


Uma disputa virtual entre Zico e Pelé, que juntos só jogaram em partidas de exibição, agitou o mercado financeiro brasileiro na última sexta-feira. Isso porque uma matéria da última edição da revista Exame revelou que a Bolsa de Nova York (NYS tem um plano que visa a entrada no Brasil para abocanhar uma fatia do mercado de ações.

Segundo a reportagem, o projeto foi batizado com o nome do ex-craque do Flamengo. A escolha do nome do galinho de quintino pode ser entendido com um claro enfrentamento à BM&FBovespa (BVMF3), que tem Pelé como garoto-propaganda. Nova York, na verdade, já disputa com a Bovespa por meio das American Depositary Receits (ADRs) negociadas na Nyse, ou seja, papéis de 29 empresas brasileiras listadas por lá que representam ações na Bovespa e cujas taxas pagas pelos investidores são abocanhadas pela Nyse. O embate agora é pelas taxas pagas por aqui nas negociações com as 372 empresas listadas na brasileira.

A revista apurou que o nome foi escolhido porque Zico é considerado pelos americanos um exemplo de talento e seriedade. O projeto já está sendo discutido com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e com o Banco Central (BC) e deve ser apresentado publicamente em agosto. As ações da Bolsa brasileira reagiram ao anúncio e, na mínima do dia, chegaram a cair 5%, negociadas a R$ 10,84. Em 2012, contudo, os papéis ainda acumulam uma valorização de aproximadamente 14%, acima do Ibovespa. "Com sua plataforma de negociação, a Nyse espera atrair grandes investidores que não operam no Brasil - o que, em tese, poderia aumentar o tamanho do mercado local", ressalta a reportagem. O escritório de advocacia, o JL Rodrigues, foi contratado para ajudar nas negociações da americana.

Para Aloísio Lemos, da Ágora Corretora, a reação do mercado nesta na última sexta-feira se dá por conta da confirmação de mais um interessado em abrir uma plataforma alternativa de negociação de ações no Brasil, o que já é entendido como quase certo. "A queda pode ser um movimento exagerado porque o efeito concorrencial vem sendo considerado pelo mercado há algum tempo e isso aconteceria mais no longo prazo", ressalta. Um relatório encomendado pela CVM sobre os efeitos da concorrência entre bolsas no Brasil, publicado em junho pela consultoria Oxera, concluiu que há espaço para mais uma empresa no Brasil. Os resultados, contudo, foram muito contestados pela BM&FBovespa.

Na opinião de Edemir Pinto, presidente da Bolsa, o relatório foi frustrante "e ainda apresentou números errados", disse em uma entrevista recente para Exame.com. Edemir falou que o estudo apresentou números diferentes sobre taxas praticadas pela Bolsa.

Fonte: DCI

Leasing de carros perde vantagem em relação ao financiamento


Entre os incentivos do governo ao setor automotivo inclui-se a redução de algumas taxas nas linhas de crédito para carros. Nesta nova dinâmica, o financiamento de veículos pelo Crédito Direto ao Consumidor (CDC) ficou mais barato, e a principal vantagem do leasing, que eram as taxas menores, já não se mostra mais tão significativa. O leasing passa a ser vantajoso apenas em alguns casos ou então para empresas. E os consumidores já percebem esta nova dinâmica: as operações de leasing registraram queda de 22,1% neste ano, até o mês de abril, segundo o Banco Central.

Contudo, a modalidade de pagamento que tende a ser menos custosa é o consórcio, isento de juros e, em geral, com taxas de administração baixas. Mas para optar pelo consórcio o comprador não pode ter pressa de ter o carro em mãos.

Leasing x CDC

O financiamento pelo CDC, que é a forma de pagamento mais comum, consiste no pagamento do veículo em parcelas, acrescidas de juros e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Os prazos do financiamento variam e podem chegar a até sete anos. 

No leasing, ou arrendamento mercantil, o consumidor (arrendatário) tem a posse e usufruto do bem, que é registrado como propriedade do banco (arrendador). O cliente paga as parcelas por um prazo mínimo de dois anos e, ao final do contrato, opta por quitar o carro, devolvê-lo ou renovar o contrato. As parcelas incluem o valor do aluguel (contraprestação) pelo uso do bem e também o Valor Residual Garantido (VRG), que é o valor pago pela aquisição do carro. No contrato é definido se uma parcela do VRG será paga como entrada, se parte do valor será quitado no final do contrato ou se será diluído nas parcelas mensais.

O leasing muitas vezes levava vantagem em simulações de financiamento de veículos por ser isento da cobrança de IOF. No entanto, entre as medidas de incentivo do governo, foi determinada a redução do IOF de 2,5% para 1,5% e as parcelas do CDC que poderiam ser mais caras por incluírem a cobrança de IOF, agora passam a se equiparar às parcelas do leasing ou até ficam mais baratas. Essa diferença reduziu-se ainda mais nos bancos que baixaram as taxas de juros para o financiamento de veículo.

Como no leasing o bem está registrado em nome do banco, o cliente não pode vender carro durante o pagamento das parcelas, até que a dívida seja quitada. É uma das desvantagens em relação ao CDC, uma vez que, nesta modalidade, o comprador fica com o bem em seu nome desde o início do contrato, podendo vendê-lo quando desejar.

Pelo CDC, também há a possibilidade de antecipar o pagamento das parcelas e quitar o veículo, sem pagar os juros que seriam cobrados se fosse mantido o financiamento. No leasing, se o cliente opta por ficar com o carro, ele não pode quitá-lo antes do prazo mínimo de dois anos.

Uma das únicas vantagens que resta ao leasing é a maior facilidade em obter aprovação de crédito em relação ao CDC, já que pelo arrendamento o veículo é registrado como propriedade do banco e funciona como forma de garantia do pagamento.

Mas, mesmo esta que seria uma vantagem tem um ponto negativo, que é o fato de o arrendatário não ter o direito de vender o carro até o fim do contrato, uma vez que o bem fica registrado como propriedade do banco.

Moacir Guirão Junior, sócio do escritório Guirão Advogados, tem atuado em diversos casos de leasing e cita ainda uma outra desvantagem da modalidade: “Quando o cliente quer devolver o carro, ou quando o banco retoma o veículo em caso de inadimplência, as financeiras não concordam em devolver o VRG”. Segundo ele, poucos consumidores sabem que têm direito à restituição do VRG e nenhuma financeira devolve o valor amigavelmente. As decisões favoráveis aos clientes têm sido obtidas por meio de processos judiciais. 

Essas desvantagens, somadas às menores taxas do CDC, tornam o leasing interessante apenas para quem tiver dificuldade de obter aprovação de crédito para o CDC.

Já para empresas, o leasing continua sendo recomendável. Como o bem fica em nome do agente arrendador, as parcelas não fazem parte do ativo da empresa que está utilizando o carro, reduzindo o risco de penhora judicial do bem em caso de processo. Além disso, como as contraprestações são consideradas despesas operacionais, elas podem ser deduzidas do lucro tributável na declaração anual de Imposto de Renda.

Leasing x consórcio

Em um consórcio, um grupo de pessoas paga a uma financeira um valor mensal para adquirir o veículo, em prazos que variam geralmente entre 36 a 60 meses. O carro pode ser recebido antes do prazo, caso o participante faça um lance ou seja sorteado.

O consórcio tem duas desvantagens: o participante pode esperar muito tempo para ter o carro em mãos; e existem riscos de inadimplência por parte dos pagadores, o que pode gerar um aumento das parcelas.

A principal vantagem do consórcio é que ele não tem juros, apenas taxas administrativas cobradas pelo banco para gerir o grupo. Assim sendo, para quem não tem pressa em comprar o carro, o consórcio pode ter parcelas mais vantajosas que o CDC e o leasing.

Fonte: Exame.com