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"...É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a Fracassos e Derrotas, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, pois vivem em uma penumbra cinzenta tão grande que não conhece vitória nem derrota...."

(..Theodore Roosevelt..)

Que Deus nos abençoe!

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”

(Abraham Lincoln)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Avon rejeita oferta de compra de US$ 10 bi da Coty


A Avon rejeitou nesta segunda-feira proposta de aquisição apresentada mais cedo pelo grupo de cosméticos Coty, avaliada em cerca de 10 bilhões de dólares.

A Coty, cujos produtos incluem fragrâncias de celebridades como Lady Gaga e Beyoncé, informou não ter intenção de fazer uma oferta hostil pela empresa de venda direta de cosméticos, mas acrescentou não ter tido "sucesso" em negociar a oferta com a Avon.

De origem francesa e atualmente controlada majoritariamente por Joh A Benckiser, a Coty propôs 23,25 dólares por ação da Avon, um prêmio de 20 por cento sobre a cotação de fechamento na sexta-feira.

A Avon, por sua vez, disse que a oferta "subavalia substancialmente" a companhia. As ações da empresa norte-americana chegaram a subir quase 20 por cento antes da abertura do mercado em Nova York.

A Coty afirmou ter anunciado a oferta após enviar à presidente-executiva da Avon, Andrea Jung, três cartas detalhando a proposta.

"Não entendemos como a falta de disposição do conselho em discutir nossa proposta pode melhor atender aos interesses dos acionistas da Avon", disse o presidente do conselho da Coty, Bart Becht, em carta a Jung nesta segunda-feira.

A Coty afirmou ainda que está disposta a elevar a oferta, caso a Avon mostre que há maior valor na companhia, ao abrir os números da empresa.

As ações da Avon, que vem eliminando empregos, recuaram quase 50 por cento nos últimos 18 meses. A companhia é avaliada em apenas 8 bilhões de dólares atualmente, bem abaixo do pico de 21,8 bilhões de junho de 2004.

Segundo a Coty, a nova empresa se chamaria "Avon-Coty", sendo que o modelo de venda direta favoreceria suas marcas de cosméticos.

A Avon está buscando um substituto para Jung, no comando desde 1999. A companhia vem enfrentando queda no número de consultoras de vendas nos Estados Unidos. No período de festas de fim de ano, as vendas caíram em mercados emergentes como Brasil e Rússia.

Fonte: Reuters Brasil

IPO da Locamerica pode movimentar até R$ 573 milhões


A Companhia de Locação das Américas (Locamerica) divulgou nesta segunda-feira termos de sua oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês), uma operação que poderá movimentar cerca de 573 milhões de reais e que surge num momento em que o mercado doméstico de ofertas tenta se recuperar.

A empresa de locação de veículos realizará oferta primária e secundária de ações no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa. A primeira distribuição envolve 18.181.818 ações ordinárias e a segunda, 12.149.244 papéis atualmente detidos pela BV Empreendimentos e Participações.

A oferta poderá ser elevada em 4.549.659 ações em lote suplementar e outros 6.066.212 papéis em lote adicional.

Segundo os coordenadores da oferta -Itaú BBA (líder), BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch, Banco Votorantim e BB Investimentos-, a faixa de preço esperada para a oferta é de entre 11 e 14 reais.

Com isso, incluindo a eventual venda da totalidade dos lotes suplementar e adicional, e considerando o topo da faixa de preço estimada, a operação poderá movimentar até 573,26 milhões de reais.

A companhia iniciará nesta segunda-feira a série de encontros com potenciais investidores (bookbuilding). O período de reserva das ações ocorre de 10 a 17 de abril, enquanto o preço será fixado no dia 18 deste mês. O início da negociação dos papéis na Bovespa está previsto para 20 de abril.

O anúncio chega num momento em que o mercado doméstico de ofertas tenta retomar fôlego. A última, da Abril Educação, aconteceu há oito meses e foi precificada abaixo do esperado.

Neste ano, as duas companhias que pretendiam captar recursos com uma oferta inicial de ações, a CVC e a Brazil Travel, ambas do setor de turismo, desistiram dos planos devido às condições adversas do mercado.

Apesar disso, o banco BTG Pactual protocolou seu pedido de registro para oferta inicial no início de março, numa das operações mais aguardadas dos últimos anos. Também em março, a fabricante de móveis Unicasa fez pedido de IPO e a produtora de celulose Eldorado solicitou registro de companhia aberta, mas não para oferta de ações.

A Locamerica solicitou registro de empresa aberta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em outubro do ano passado. Na ocasião, a empresa, que foi criada em 1993, apresentou-se como a segunda maior do segmento de locação de veículos e gestão de frotas no país.

O setor de locação de veículos é representado na bolsa pela Localiza, que fez sua estreia no pregão em 2005.

Fonte: Reuters Brasil

Apostas contra Mantega impulsionam títulos globais do governo


As expectativas dos investidores de que o Brasil não conseguirá manter seus esforços para enfraquecer o real estão criando uma oportunidade para o governo no mercado de dívida.

Os títulos brasileiros denominados em dólares dispararam este ano, baixando o rendimento dos papéis com vencimento em 2022 em 100 pontos-base, ou 1 ponto percentual, para a mínima histórica de 7,67 por cento. Esse comportamento se deve em parte à aposta dos investidores de que as cinco semanas de alta do dólar sobre o real, para R$ 1,8268, serão revertidas. A alta da moeda americana ampliou a diferença das taxas para a dívida doméstica em real para o nível mais alto em sete meses, abrindo caminho para o governo fazer novas captações em reais no exterior pela primeira vez desde 2010.

As apostas de que o governo não terá sucesso em seus esforços para proteger os exportadores por meio do enfraquecimento do real estão aumentando a demanda pela dívida denominada na moeda local no exterior, disse Italo Lombardi, economista para América Latina no Standard Chartered Bank. O real deve ter um ganho de 5,5 por cento, para R$ 1,73, até o fim do ano, segundo a estimativa média de 23 analistas consultados pela Bloomberg. Investidores trazem recursos para o País, que oferece a segunda maior taxa real de juros entre as nações do Grupo dos 20.

“Se sua visão é a de que o governo não tem muito o que fazer e está apenas jogando o jogo de segurar a moeda, então é mais um problema de tempo antes de se ver o fortalecimento da moeda”, disse Lombardi por telefone de Nova York. “Neste caso, é um bom momento para tomar posição nesses títulos.”

O real perdeu 6 por cento no mês passado, a maior queda entre todas as moedas acompanhadas pela Bloomberg, em meio a alta de impostos financeiros pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao aumento das intervenções no câmbio pelo Banco Central.

Captação próxima

O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse em entrevista em 13 de março que o governo pode vender bônus denominados em dólares ou reais em sua próxima colocação no exterior nas próximas semanas. O governo busca aumentar a liquidez dos títulos internacionais denominados em reais com prazo de 10 anos, disse ele. Em comunicado enviado por e-mail a perguntas da reportagem em 30 de março, o Ministério da Fazenda se recusou a fazer comentários.

Os bônus globais denominados em reais com vencimento em 2022 deram retorno em dólares de 4,1 por cento no mês passado. Comparativamente, a dívida externa da Colômbia denominada em pesos com vencimento em 2021 teve perda de 0,9 por cento.

O governo brasileiro não vende títulos em reais no exterior desde outubro de 2010, quando ofertou US$ 1,1 bilhão em notas com vencimento de 2028 a um cupom de 8,85 por cento. Em 3 de janeiro, o governo também vendeu US$ 825 milhões em títulos denominados em dólar com prazo de 2021. A última venda dos bônus internacionais em reais com vencimento em 2022 foi em 2006.

Corte da Selic

Em novembro, a Standard & Poor’s melhorou a classificação de risco do País em um nível para BBB, o segundo menor grau de investimento, seguindo decisões semelhantes pela Moody’s Investors Service e pela Fitch Ratings. Para a S&P, “políticas fiscais e monetárias cautelosas” ajudaram a amortecer o impacto da deterioração da economia global sobre o Brasil.

O Banco Central baixou a taxa básica Selic em 75 pontos- base para 9,75 por cento em 7 de março, superando a expectativa de corte de 50 pontos, de 59 entre 62 analistas sondados pela Bloomberg. O ajuste maior que o esperado visou em parte limitar o investimento estrangeiro no mercado local de renda fixa e segurar a valorização do real, disse Lombardi. A moeda avançou 8,6 por cento nos primeiros dois meses do ano, após uma queda de 11 por cento em 2011. A apreciação cambial prejudica os exportadores ao tornar seus produtos mais caros em dólares.

‘Escassez’

Para Siobhan Morden, estrategista-chefe para América Latina da Jefferies & Co. em Nova York, o governo provavelmente vai desvalorizar o real ainda mais. Ainda assim, a demanda represada pelos ativos pode superar os receios de que um real mais fraco diminua os lucros com operações de carry-trade, nas quais os investidores tomam recursos em países de juro baixo para aplicar em outros locais.

“Eles provavelmente vão encontrar suporte suficiente, dada a escassez da curva denominada em reais”, disee Siobhan em entrevista por telefone.

Ela recomenda esperar até que a taxa de câmbio chegue a pelo menos R$ 1,85 por dólar antes de comprar títulos globais em reais, a fim de “mitigar o risco cambial e obter algum conforto.”

Jim Craige, que ajuda a supervisionar cerca de US$ 30 bilhões em dívida de mercados emergentes na Stone Harbor Investment Partners em Nova York, disse que os bônus globais em reais estão “caros” por causa da demanda criada por investidores estrangeiros que querem evitar o Imposto sobre Operações Financeiras que incide em suas aplicações no mercado doméstico de renda fixa.

“Nós definitivamente preferimos os bônus em reais com lei local do que os bônus Euroclear”, disse Craige. “Nós gostaríamos mesmo é que eles livrassem o IOF e parassem de tentar manipular a moeda. Não temos muita esperança de que isso vá mudar.”

Fonte: Exame.com

4 dicas para acertar no estoque da sua empresa


Quando um empreendedor começa a perder produtos, clientes ou dinheiro é hora de acender uma luz de alerta. O problema pode ser uma má gestão do estoque. Este costuma ser um dos pontos fracos das pequenas empresas. “Observa-se que muitas empresas têm dificuldade de fazer isso de forma profissional. Trabalha-se com estoque alto e desbalanceado”, explica Mauro Sampaio, professor da Business School São Paulo. Segundo ele,  a grande dificuldade está ligada à falta de conhecimento de como proceder o planejamento de produtos.

Um estoque bem organizado é uma das formas de manter clientes fiéis. “Gerenciar bem o estoque significa cumprir os prazos de entrega prometidos, o que  aumenta a confiança dos consumidores, mantém a receita e, consequentemente, o faturamento”, explica Lars Meyer Sanches, professor de Logística do Insper.

Saber a quantidade de produtos que se deve manter evita gastos extras como contratação de funcionários temporários para uma produção não programada ou uma taxa mais alta para uma entrega de última hora. Custos com armazenagem também podem ser reduzidos. “Quanto maior o estoque, maior o lugar para guardar e maior também o seguro”, destaca Sanches.

Além disso, em caso de produtos perecíveis ou que sofrem mudanças rápidas como objetos de moda e tecnologia, um estoque excessivo pode levar o empresário a ficar com peças encalhadas.

Sanches caracteriza estoque como dinheiro parado em mercadorias, que pode consumir parte do capital de giro quando não é bem gerenciado. “Esse dinheiro pode fazer falta em alguma outra coisa e gerar a necessidade de fazer empréstimos”. Ou seja, gerenciar bem os estoques ajuda a liberar recursos que poderiam ser mais bem investidos em áreas estratégicas para a expansão da empresa.

A grande chave para o sucesso é encontrar a quantidade ideal de estoque que não onere custos de armazenagem nem de entrega, de forma a não haver produtos em falta quando o cliente procurar.

1. Calcule a previsão de demanda

Estimar quanto será vendido de cada produto permite que o empresário compre ou produza melhor. “A margem entre a demanda prevista e a real dé uma dimensão do estoque de segurança. Erros maiores vão exigir um estoque de segurança maior", explica Sampaio.

Sanches destaca a importância do chamado estoque de segurança. “Serve para cobrir variações, seja nas vendas ou no suprimento”. Essa previsão é calculada com base em variações de demanda prevista e real, nos tempos de produção e entrega e no nível de serviço prestado. O especialista afirma que, o ideal, é calcular a quantidade de segurança de cada produto.

2. Defina a quantidade de estoque

Para prever a necessidade de cada produto, o professor Lars Meyer Sanchess sugere a aplicação de fórmulas matemáticas específicas para isso. “Há cursos, universidades ou mesmo livros que o pequeno empreendedor pode buscar para aprender isso. Em casos mais simples, o próprio Excel é capaz de ajudar”.

A ideia é escolher alguns itens mais importantes e observar o tempo que demoram para chegar do fornecedor e em que prazo costumam ser vendidos. Essas são as informações básicas para determinar qual é o estoque mínimo de cada item.

3. Escolha o modelo de reposição

Existem reposições contínuas e periódicas. Como explica Sampaio, para produtos com maior valor agregado, normalmente utiliza-se o modelo de reposição contínua, segundo o qual os pedidos são feitos no momento em que o estoque atinge o ponto de reposição. O outro tipo de repor produtos é agendado e, normalmente, utilizado para materiais mais baratos que representam uma parcela menor dos lucros do negócio. 

Cada modelo tem suas vantagens e desvantagens, que devem ser analisadas. “Com a reposição contínua, mantém-se o nível de estoque mais baixo e os pedidos são feitos mais constantemente, o que pode onerar custos, mas diminui gastos com armazenagem. Com a reposição periódica, no entanto, consolido pedidos, que são recebidos num tempo determinado, mas assumo um risco de ficar sem o material caso haja uma mudança de hábitos de consumo ou uma estratégia de marketing que alavanque as vendas”, diz Sampaio.

4. Avalie o fornecedor além do preço

A escolha de quem fornece os produtos não deve se basear apenas no preço e da qualidade. Também devem ser considerados a velocidade de entrega e a flexibilidade. “Precisa-se levar em conta o tempo entre o pedido e a entrega. Caso tenha fornecedores mais rápidos e flexíveis, posso manter menos estoque”, explica Sanches.

Fonte: Exame.com

As 21 melhores ações do mundo entre 3.400 (e três são brasileiras)

O Bank of America Merrill Lynch divulgou hoje sua seleção trimestral de ações de empresas que acredita que têm o maior potencial de retorno diante de um cenário mais conturbado para os mercados.

De 3.400 empresas que analisa mundialmente, o BofA escolheu 21 nomes. O relatório trimestral com as principais indicações mundiais é publicado desde abril de 2010 e desde sua criação até o final de fevereiro deste ano, já rendeu uma variação positiva de 22,5%, superando em 1.500 pontos base o MSCI All Country World Index (índice que mede o retorno médio de diversos ativos mundiais).

Na seleção divulgada hoje, o banco de investimentos escolheu três companhias brasileiras para integrar a lista, todas com recomendação de compra: Brasil Foods (BRFS3), Banco Santander (SANB11) e Tim Participações (TIMP3). Para a Tim, o BofA incluiu na lista os ADRs da empresa (TSU), e não as ações brasileiras.

Confira a seleção completa:
EmpresaPaísRecomendação EmpresaPaísRecomendação
Genting SingaporeCingapuraCompra Baidu.comChinaCompra
News CorporationEstados UnidosCompra MediatekTaiwanCompra
Priceline.comEstados UnidosCompra NHN Corp.CoreiaCompra
Brasil FoodsBrasilCompra SQMChileNeutro
ITC LimitedÍndiaCompra GoldcorpCanadáCompra
Japan TobaccoJapãoNeutro MonsantoEstados UnidosCompra
AkbankTurquiaNeutro RostelecomRússiaNeutro
Turkiye IS BankasiTurquiaCompra TimBrasilCompra
Banco Santander BrasilBrasilCompra VimpelComRússiaNeutro
TD BankCanadáCompra E.ONAlemanhaNeutro
AmgenEstados UnidosNeutro    


A escolha dos papéis do Santander faz parte de uma mudança de perfil no relatório. “O setor de finanças vem desempenhado um papel muito limitado na seleção pelos últimos nove trimestres, mas, notavelmente, esse setor compõe mais de 21% da capitalização de mercado das empresas selecionadas nessa edição”, afirmam os analistas liderados pelo estrategista-chefe Michael Hartnett.


Foram selecionadas empresas de 13 países e oito setores diferentes. Apenas duas companhias se mantiveram entre a lista passada e a recente: a companhia de resorts Genting Singapore, de Cingapura, e o site de buscas chinês Baidu.

A festa da liquidez está perto do fim

Os próximos três meses devem ser menos favoráveis para o mercado de ações. No relatório, o BofA Merrill Lynch aponta que um dos principais fatores que vem impulsionando o mercado financeiro nos últimos seis meses são as “injeções de liquidez sem precedentes” dos bancos centrais ao redor do global. O banco cita programas do Banco Central Europeu (BCE), do Federal Reserve (Fed) e mais de 30 cortes em taxas de juros pelo mundo.

“Acreditamos que essa política de estímulo tem sido muito favorável para ativos de risco - especialmente ações. Mas pelos próximos três meses, acreditamos que é muito improvável que o mercado será positivamente surpreendido com novos grandes pacotes de estímulo”, afirmam os analistas.

Fonte: Exame.com



5 investimentos que já não são só para ricos


A queda dos juros acabou com a moleza para os investidores brasileiros - dos mais endinheirados aos mais humildes. Ninguém mais consegue obter retornos de 15% ou 20% ao ano sem correr algum risco. A boa notícia é que a indústria financeira brasileira está bem mais democrática. Os melhores investimentos, que há algum tempo só estavam disponíveis para os mais afortunados, agora também estão ao alcance da classe média. Como só quem se mexe não acaba obrigado a aceitar juros historicamente baixos em troca de seus investimentos, a disseminação desses novos produtos têm sido bastante rápida nos últimos meses. Abaixo, EXAME.com explica cinco oportunidades que mesmo quem tem 50.000 reais ou menos já pode aproveitar:

Um “private banking” a partir de 25.000 reais

“Private banking” é o nome dado àquela área dos bancos destinada a atender os clientes com uma renda bem elevada. Dentro desse segmento, costumam ser atendidos os clientes com mais de 1 milhão de reais em aplicações financeiras – mas, dependendo da instituição, esse limite sobe para 3 milhões ou 5 milhões de reais. A principal diferença do “private banking” para o banco de varejo é que o cliente tem acesso a uma assessoria financeira mais personalizada na hora de investir o próprio dinheiro ou contratar outros produtos do banco, como crédito e seguros.

Ao menos do ponto de vista dos investimentos, não é mais necessário ter tanto dinheiro em conta para ganhar uma assessoria personalizada. Uma das empresas que já oferece uma espécie de “private banking” para a classe média-alta é a Apogeo Investimentos, do grupo Vinci Partners. A Apogeo foi criada pra atender quem tem entre 25.000 e 3 milhões de reais em aplicações financeiras.

A empresa ajuda o cliente principalmente na hora de dividir o dinheiro entre diversas aplicações. O investidor pode marcar um bate-papo com algum representante da Apogeo e detalhar seu patrimônio e seus objetivos financeiros. Também vai preencher um questionário que revelará seu perfil de risco. O funcionário da Apogeo será então responsável por orientar o cliente a montar uma carteira diversificada, detalhando quanto investir em cada produto.

O cliente poderá aplicar em fundos da própria Vinci Partners. Há opções para investir em ações, multimercados, renda fixa e DI, entre outras. As taxas de administração dos fundos variam de 0,5% (DI para clientes que tragam ao menos 200.000 reais) até 3% ao ano (ações). Não há taxa de performance nem outros custos. Clientes mais endinheirados também terão acesso a um assessoramento gratuito em questões tributárias ou para a transmissão de herança.

O grupo Vinci Partners tem como principal sócio Gilberto Sayão, um bilionário que fez fortuna ao vender sua participação no banco Pactual para o suíço UBS em 2006. Sayão era o principal sócio de André Esteves no banco. Desfeita a sociedade, ele abriu a Vinci Partners e passou a se dedicar principalmente à gestão de recursos de terceiros. Os fundos da Vinci tiveram bom desempenho no ano passado. O destaque foi o fundo de ações de empresas que pagam bons dividendos, com uma rentabilidade de 32% nos últimos 11 meses.

Os melhores fundos do Brasil por a partir de 5.000 reais

Alguns dos melhores fundos de investimento em ações ou multimercados não são abertos para qualquer investidor. Em muitos deles, inclusive, só é possível aplicar dinheiro se o cliente estiver disposto a trazer 100.000, 500.000 ou até 1 milhão de reais. Quem não tem esse dinheiro todo, entretanto, não precisa se contentar com qualquer gestor. A Órama é uma empresa que desenvolveu uma fórmula para permitir que o investidor de varejo tenha acesso a fundos de casas renomadas como Gávea, BNY Mellon, GAP, JGP, Kadima, Claritas e Quest.

Para escapar da restrição aos pequenos investidores, a Órama cria um fundo que investe em quotas dos fundos das demais gestoras. Se apenas uma pessoa quiser investir, por exemplo, 5.000 reais em um fundo da Gávea que exige a aplicação mínima de 300.000 reais, a própria Órama aportará os outros 295.000 reais necessários para que o negócio seja possível. Á medida que outros investidores comprem novas quotas, a Órama vai se desfazendo das posições e repassando as quotas.

A única diferença entre aplicar nesses fundos pela plataforma da Órama ou diretamente é o custo. A Órama cobra 0,6% de taxa anual de administração. As demais características de cada um dos 20 fundos são replicadas fielmente. Ou seja, o investidor também terá de pagar as taxas de administração e de performance do fundo original, assim como respeitar os prazos de carência para resgates. 

A compra direta de títulos públicos

Já fazem 10 anos que não são só as instituições financeiras e os fundos de investimento que podem comprar títulos públicos diretamente do governo federal. Por meio do Tesouro Direto, qualquer pessoa física pode comprar títulos públicos pela internet. Antes de o Tesouro Nacional criar a ferramenta, os pequenos investidores só podiam fazer esse tipo de aplicação de forma indireta, com a compra de quotas de fundos de investimento em renda fixa.

As pessoas físicas precisam ter o cadastro em alguma corretora para comprar títulos públicos. Algumas dessas instituições não cobram nenhuma taxa dos investidores nesse tipo de operação (veja a lista). Mas o investidor terá de pagar à CBLC uma taxa de ao menos 0,3% ao ano para a custódia dos títulos adquiridos. Mesmo assim, as despesas são menores que as dos fundos DI ou de renda fixa.

Também existem, entretanto, algumas desvantagens. Pelo Tesouro Direto, há diversas opções de títulos públicos à venda, mas os investidores institucionais têm a sua disposição ainda mais alternativas. Outro problema é que caberá à própria pessoa física fazer a gestão de sua carteira de investimentos e escolher o momento e o tipo de papel que será comprado ou vendido. Por último, os títulos ser adquiridos todos os dias, mas a revenda ao Tesouro Nacional ocorre apenas às quartas-feiras. Já o investidor que aplica em um fundo DI conta com liquidez diária.

Os “CDB isentos de IR” ficaram populares

LCI e LCA são dois tipos de títulos emitidos e garantidos por bancos que contam com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Durante muitos anos, esses papéis foram distribuídos pelos grandes bancos apenas aos clientes de “private banking”. Nos últimos meses, entretanto, o investidor ganhou uma série de opções para investir em LCI e turbinar o rendimento líquido de suas aplicações em renda fixa.

Diversas corretoras brasileiras já oferecem várias alternativas para comprar LCI por remunerações próximas a 100% do CDI quando o cliente estiver disposto a trazer ao menos 50.000 reais. Isso pode não parecer muito em um momento em que 100% do CDI equivale a 9,5% ao ano. Mas vale lembrar que como sobre os ganhos com LCI não será o cobrado o IR, esse investimento será bem mais rentável que a caderneta de poupança, os fundos DI, as LFT vendidas no Tesouro Direto e os CDB.

Quem quer aplicar valores baixos em LCI – 1.000 reais, por exemplo – ainda tem a opção de investir pelo Sofisa Direto. A ferramenta desenvolvido pelo banco Sofisa para a compra de títulos pela internet permite obter uma rentabilidade líquida de até 94% do CDI para qualquer valor de investimento.

O único cuidado que o investidor deve ter ao aplicar em LCI é o valor a ser emprestado a cada banco. As LCI mais rentáveis são emitidas por bancos pequenos e médios – que implicam em maior risco de perda do capital investido. O Fundo Garantidor de Crédito somente garante depósitos de até 70.000 reais em caso de quebra de uma instituição. Portanto, o investidor que aplicar até 60.000 reais poderá ver seu dinheiro se valorizar até o limite de 70.000 reais e ainda assim correr um risco baixíssimo. Outra característica da LCI que deve estar clara ao investidor é que não há liquidez diária. É necessário manter o dinheiro investido por no mínimo três ou seis meses – dependendo da instituição.

CDB com retorno mínimo de 100% do CDI

O CDI é a taxa média de juros paga pelos bancos para emprestar dinheiro uns aos outros. Ocorre que, durante muito tempo, as pessoas físicas só conseguiam receber 100% do CDI com a compra de CDB de grandes bancos se estivessem dispostos a investir uma grande quantidade de dinheiro ou se aceitassem manter os recursos aplicados por vários anos.

A primeira ferramenta online que permitiu a compra de CDB com rentabilidade mínima de 100% do CDI para qualquer valor de investimento e com liquidez diária foi o Sofisa Direto. O site oferece vários tipos de papéis (pós-fixados, prefixados e indexados à inflação mais uma taxa de juros) com diversos prazos de investimento – quanto maior, mais rentável

O cuidado que o investidor deve tomar é o mesmo da LCI. Investir até 60.000 reais por banco pequeno ou médio é a única forma de obter uma rentabilidade interessante sem correr um alto risco.

Fonte: Exame.com 

Para introspecção - O BRASIL TEM JEITO?


Com certeza. Porém, falta vontade política e participação mais efetiva da população no processo de conduzir os rumos da nação.

Historicamente, o brasileiro é alheio às decisões das elites políticas. Estas governam não para o povo, mas para si próprias, atendendo também pressões de grupos organizados e poderosos – como as grandes corporações econômicas e os grandes conglomerados de comunicação.

Nós temos tudo para sermos um país de sucesso, pois temos um alto nível de empreendedorismo. Temos uma classe média que, apesar de alheia à política, suporta um ônus tributário em torno de 40% de sua renda sem a correspondente contra-partida de qualidade nos serviços públicos, e mesmo assim investe no futuro, especialmente na educação de seus filhos.

Temos uma democracia que, apesar dos excessos ideológicos, pelo menos permite razoável estabilidade econômica para o crescimento.

Temos o povo mais criativo do mundo (infelizmente, também, um dos mais alheios às questões públicas).

Temos pessoas como você e eu, que não se conformam apenas em “levar a vida” e investem tempo lendo, escrevendo, participando de entidades, associações e trabalho voluntário, apoiando o futuro de milhões de crianças com suas doações e boa-vontade.

O Brasil tem jeito, sim. Desde que nós paremos de buscar soluções nas formas erradas (como assistencialismo) e deixemos nossa omissão de opinar e exigir mudanças junto à classe política.

Precisamos valorizar o empreendedorismo, educação e a livre-iniciativa. Pararmos de acreditar no que a mídia tradicional (Globo, Record, SBT, etc.) quer nos impor goela abaixo.

Votar não em quem faz mais promessas, mas em quem, de fato, age com ética, transparência e respeito.

Exigir mudanças na condução de nosso país, redução da carga tributária, diminuição da interferência do governo em nossas atividades, redução do tamanho do estado, combate implacável à corrupção, investimentos em educação de qualidade, saneamento das contas públicas e redução permanente dos juros da dívida pública. Ajustar os programas assistencialistas, que distorcem o verdadeiro conceito de cidadania (como o Bolsa-Família - veja artigo "Porque sou contra o Bolsa-Família").

Nosso legado para o Brasil é deixado todo dia, na forma que participarmos das mudanças. Precisamos de ações da população pensante – incentivar o debate e participação de ações efetivas para melhoria de nossa comunidade, como o trabalho voluntário.

A solução para o Brasil está em nós, o povo (empreendedores, trabalhadores e classe média), não nas elites políticas e econômicas.

Então, se depender de mim, o Brasil tem jeito sim! E de você?

Autor: Júlio César Zanluca
Fonte: Portal Tributário