Bem vindo!

"...É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a Fracassos e Derrotas, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, pois vivem em uma penumbra cinzenta tão grande que não conhece vitória nem derrota...."

(..Theodore Roosevelt..)

Que Deus nos abençoe!

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”

(Abraham Lincoln)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Investimentos de curto e longo prazos, entendendo seu funcionamento.

Não é de hoje que converso com algumas pessoas e amigos a repeito de investimentos, apesar de tanta informação disponível na internet, tem muita gente batendo cabeça quando o assunto é dinheiro. Percebe-se muito medo, desinteresse no assunto e até mesmo a total falta de conhecimento da matéria.

Usarei aqui conceitos básicos, sem interesse em termos técnicos de mercado. Apenas para de alguma forma ajudar a esclarece algo que parece tão difícil e na verdade é simples, só requer um pouco de dedicação ao assunto.

Aproveito para esclarecer o conceito usado RENDA FIXA/MULTIMERCADO_os fundos Multimercados são aqueles cujos gestores têm maior liberdade na alocação de sua carteira, podendo atuar em diversas modalidades de investimento disponíveis no mercado nacional.

Entendi que para aplicar algum recurso em qualquer modalidade de investimento (seja ela qual for, imóveis, ações em bolsa, renda fixa, títulos do governo etc..), além de ter um objetivo em mente de onde se quer chegar, é necessário entender como alguns investimentos funcionam e o seu temo de maturação.

Afim de elucidar, descreverei da seguinte forma:

MODALIDADE

RENDA FIXA/MULTIMERCADO_ Este tipo de investimento tem o objetivo de gerar retorno ao investidor no médio/longo prazo, por se tratar de um investimento no qual o gestor rapidamente pode assumir posições variadas no mercado e ao longo do tempo dar bons rendimentos. A gestão não se limita a uma única estratégia, ela tem maior flexibilidade em acompanhar tendências e segui-las, ou traçar estratégias quando o mercado vai mal, e obter proveito de situações ruins. Tem característica conservadora, exposição ao risco moderada, não está diretamente exposto ao mercado de ações. Traduz a ideia de uma renda fixa mais "arrojada". Busca a proteção do capital com rendimentos interessantes ao longo do tempo.

RENDA VARIÁVEL (DIVIDENDOS)_  Busca oferecer retornos ao investidor  sobre o capital aplicado no longo prazo. Esta modalidade tem caráter de LONGO PRAZO, pois tem como foco a aquisição de ativos de empresas sólidas e boas pagadoras de dividendos, e até mesmo de empresas pequenas, aquelas não muito expressivas na bolsa e que possuem um foco na gestão e política de remuneração de investidores. Os bons resultados desta modalidade geralmente é a partir do 3 ano. Caso o investidor saia antes deste período de tempo, corre o risco de perder parte do capital aplicado.

RENDA VARIÁVEL (ARROJADOS)_ Estes investimentos tendem a buscar e maximizar o capital aplicado, na valorização da cota de papeis de empresas sólidas e com tendência de valorização em curto prazo, geralmente entre 1 e 3 anos. A ideia desta modalidade de investimento é rentabilizar o capital aplicado com ganhos mais elevados, porém o risco é maior, por se tratar de operações com prazo menor de tempo (estratégias curtas).

O QUE FAZER?

Diversificar da melhor forma possível estes investimentos, abrindo algumas posições da seguinte forma:

OPÇÃO 1
Objetivo: Curto prazo, buscando ganhos mais elevados e com "maior" exposição ao risco.
Melhor opção: RENDA VARIÁVEL (ARROJADOS)
Período: 1 a 3 anos (podendo chegar a 4 anos)
Forma de aplicação: sugere-se mensal.

OPÇÃO 2
Objetivo: Longo prazo, com exposição moderada ao risco e buscando uma maior rentabilidade ao longo do tempo (ideia da aposentadoria).
Melhor opção: RENDA VARIÁVEL (DIVIDENDOS)
Período: Superior a 3 anos
Forma de aplicação: Interessante é adquirir mais cotas em períodos ruins de mercado, pois geralmente as empresas investidas possuem poder de melhora em longo prazo (sugere-se aplicações mensais).

OPÇÃO 3
Objetivo: Médio/longo prazo, com baixa exposição ao risco e buscando uma rentabilidade com liquidez (ideia da acumulação).
Melhor opção: RENDA FIXA/MULTIMERCADO
Período: Começa a ficar interessante após 2 anos, devido a alíquota regressiva do IR, e o capital pode ser retirado a qualquer tempo, investimentos com alta liquidez.
Forma de aplicação: A ideia é acumulação de capital, o interessante é a aplicação mensal. Porém, por apresentar baixo risco, sempre que possível é bom comprar mais cotas, o resto os juros compostos fazem.

NA PRÁTICA

Uma ótica muito boa é a de acumulação do capital de forma a uma menor exposição ao risco e sem perder rentabilidade, com isso temos a RENDA FIXA/MULTIMERCADO. E sempre que precisar o capital estará disponível sem risco de perdas no curto prazo.

Dando continuidade a acumulação de capital, com uma média rentabilidade, menor exposição ao risco e liquidez, é interessante buscar uma maior rentabilidade para o capital no médio/longo prazo, logo isso trará uma exposição maior ao risco. Temos RENDA VARIÁVEL (ARROJADOS), neste caso uma retirada em um período curto de tempo implicará em grandes chances de perda de capital.

Com uma coluna de ativos com foco na acumulação de capital no decorrer do tempo e uma rentabilidade média, com baixa exposição ao risco, e uma com foco na maior rentabilidade deste capital em um prazo menor de tempo e com uma maior exposição ao risco, torna-se interessante construir um objetivo de longo prazo, com rentabilidade superior no decorrer do tempo e uma exposição moderada ao risco. Temos RENDA VARIÁVEL (DIVIDENDOS), cujo objetivo é obter maiores ganhos no longo prazo, o que dá sentido as demais estratégias: ACUMULAÇÃO, MAIOR RENTABILIDADE NO CURTO PRAZO e por fim a POTENCIALIZAÇÃO destas sinergias que darão no futuro maior tranquilidade financeira.

ALOCAÇÃO

Em um índice de 100%, acredito que seja interessante:

RENDA FIXA/MULTIMERCADO_ 40% (PORTO SEGURO)

RENDA VARIÁVEL (ARROJADOS)_ 25% (CORRENDO RISCO)

RENDA VARIÁVEL (DIVIDENDOS)_ 35% (MANTENDO OS GANHOS)

Isso não significa dizer que não se deve investir em LCI, LCA, imóveis, consórcios, bolsa de valores etc...

Basta associarmos a natureza do negócio, por exemplo, uma LCI faz parte da renda fixa, e o multimercado também é renda fixa. Os imóveis são negócios mais parecidos com a ótica dos dividendos, pois a rentabilidade se dará no longo prazo, com a valorização da região onde o imóvel está localizado. As ações em bolsa, podem ser tanto arrojadas como aplicadas em empresas pagadoras de dividendos. E por aí vai.

Espero que com estas informações as coisas se tornem mais simples e praticas daqui para frente.

Telmo Oliveira

sexta-feira, 28 de março de 2014

Perigo! Cuidado com a utilização do cheque especial!

Recentemente uma reportagem publicada pela Infomoney chamou minha atenção. 
O fato que 40% dos brasileiros entram no cheque especial no período de um ano. Conforme pesquisa realizada, constatou-se que: "No período de um ano, uma pesquisa realizada pelo portal Meu Bolso Feliz, uma iniciativa do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), revelou que 40% dos brasileiros utilizaram o limite. A pesquisa mostrou ainda que entre os entrevistados, 43% das classes A e B afirmam que já entraram no limite do cheque especial e 34% das classes C, D e E utilizaram o cheque especial no mesmo período." - Infomoney publicado em 27/03/14

O curioso disso é que uma boa parcela de quem utiliza este limite especial é da classe A e B(conforme a pesquisa). 
"Esta categoria de crédito está entre as que possuem as maiores taxas de juros do mercado. No entanto, constatou-se com a pesquisa que um número significativo de pessoas, de todas as classes sociais, incorpora esse limite "extra" oferecido pelo banco no orçamento mensal de forma errada." - Infomoney publicado em 27/03/14

Percebe-se com isso a falta de um planejamento financeiro dentro das reais possibilidades de cada família. Ou seja, o orçamento familiar na maioria destes casos fica em último plano.
O cheque especial é uma modalidade antiga usada pelas instituições financeiras para disponibilizar uma certa quantia aos seus correntistas sem precisar de muita burocracia, basta o indivíduo sacar, transferir e pronto, está feito. Esta modalidade é um tanto perigosa para algumas pessoas. Pois acabam tornando isso parte do seu orçamento, o que não é verdade. Este valor pertence a instituição financeira, e sempre que a pessoa o toma para realizar alguma transação, o banco cobrará juros por isso, mais o IOF. 

A dica nestes casos é evitar fazer algum tipo de dívida cujo o salário (ou rendimentos mensais) sejam insuficientes para cobrir as despesas. Caso isso ocorra e a pessoa for utilizar o recurso extra  por um período maior de tempo, seria interessante viabilizar o CDC (Crédito Direto ao Consumidor), ou o consignado em folha. Estas modalidades tem uma taxa menor, pelo simples fato da instituição financeira ter uma garantia da quitação das parcelas o que fará com que ela diminua o "spred" cobrado neste tipo de transação.

Vale a pena rever o orçamento pessoal afim de evitar certos problemas que podem ser resolvidos sem a necessidade de empréstimos.

terça-feira, 25 de março de 2014

Desafio econômico-financeiro e oportunidades

Não é de hoje que a mídia veicula informações a respeito dos desafios econômicos que estão sendo enfrentados pelo Brasil em decorrência de vários fatores. Entre eles os de maiores repercussão foram as manifestações populares ocorridas em Junho de 2013 que reivindicaram a redução das passagens de transportes coletivos, a copa do mundo devido aos altíssimos gastos para manter o "padrão FIFA", o alto nível de corrupção nas esferas do governo federal, estadual e municipais. Tudo isso indicava que o ano de 2014 não seria um ano fácil para a economia brasileira, muito menos para o crescimento do PIB com solidez. E ainda houve o problema com a escassez de chuvas no período de Jan/14 o que aumentou a pressão sobre o governo para a tomada de medidas afim de equalizar os altos gastos das distribuidoras de energia com a utilização das termelétricas, onde o MWh está na casa dos R$ 822,83. E tem a dificuldade encontrada pelo governo para conter a inflação dentro da meta estipulada e não deixar que o crescimento interno fique estagnado devido ao aumento na taxa de juros, e tudo isso em um ano eleitoral. Bem, aqueles que vem acompanhando as informações divulgadas pela mídia sabem que a tarefa do governo para equilibrar toda essa situação não é fácil, e alguma coisa poderá sair fora do planejado. E 2015 será um ano que possivelmente sofrerá resquícios de todas estas dificuldades enfrentadas em 2014.

PONTOS DE ATENÇÃO
Os reajustes dos preços nos transportes coletivos que não foram repassados transformaram-se em uma "bomba tarifária" que segundo reportagem do Valor - representa uma fatura acima de 1 bilhão para as operadoras de metrôs e trens urbanos nas principais capitais. Existem cidades em que esta modalidade de transporte não sofre reajuste desde Dezembro de 2002 que é o caso de Natal.

A redução das tarifas de energia elétrica em Jan/13 por conta da Lei 12.783/13 que promoveu a renovação das concessões de transmissão e geração de energia elétrica que venciam até 2017. E agora estão pressionadas pela escassez de chuvas e o uso das termelétricas.

Aumento da taxa de juros (SELIC) para a contenção da inflação. Isso faz com que a captação de dinheiro no mercado fique mais cara, o que reduz as linhas de crédito oferecidos a pessoas físicas e jurídicas, e que acarreta no seguinte: Menos investimentos por parte das empresas no país e redução no consumo da pessoa física. 

O QUE FAZER?
Em momentos como este uma das opções é reduzir gastos com tudo aquilo que não seja necessário neste momento. Converter a economia com estes gastos desnecessários em poupança, ou seja, aquilo que se gastaria será agora poupando. Aproveitar oportunidades no mercado de renda fixa, com investimentos atrelados a SELIC. Por exemplo: os CRI, as LCA, as LCI, os CDB indexados à SELIC ou ao CDI, os fundos de renda fixa ou multimercado indexados à Selic ou CDI e os títulos públicos da série LFT.
O momento agora é para fazer caixa, pois as oportunidades aparecem quando menos se espera. E sabe-se que 2015 assim como 2014 não será nada fácil. Porém em momentos de crises e problemas econômicos é que costumam aparecer as melhores oportunidades para aplicações e aquisições com preços muito abaixo do que os que deveriam ser negociados.

Aproveite o momento para refletir no orçamento pessoal e focar em objetivos sejam eles de curto ou longo prazo, pois nenhum problema econômico-financeiro dura para sempre. As coisas tendem a se ajustar em um período de tempo e aqueles que mantiveram o foco e a disciplina colherão as melhores oportunidades.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física - 2014

Fique atento, o prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda 2014 começa em 6 de março e termina em 30 de abril. A partir do dia 6 de março, também estará disponível a modalidade do m-IRPF, por meio da qual as declarações poderão ser elaboradas em Tablets e Smartphones conectados à Internet.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:

Comprovantes de rendimentos (registros de salários recebidos, honorários, alugueis, bancos), gastos com escola (boletos de instituições de ensino e cursos de especializações), despesas com planos de saúde (considera-se também despesas com médicos de qualquer especialidade, exames médicos), aplicações financeiras, pagamentos a empregados domésticos e documentos de aquisições de bens, como carros e imóveis.

Pontos de atenção conforme a IN RFB 1.445  de 17/02/14

QUEM ESTÁ OBRIGADO A DECLARAR?

Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2014, a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2013:

I - recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 25.661,70 (vinte e cinco mil, seiscentos e sessenta e um reais e setenta centavos);

II - recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);

III - obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

IV - relativamente à atividade rural:

a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 128.308,50 (cento e vinte e oito mil, trezentos e oito reais e cinquenta centavos);

b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2013 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio anocalendário de 2013;

V - teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);

VI - passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição encontrava-se em 31 de dezembro; ou

VII - optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

QUEM ESTÁ DISPENSADO DA APRESENTAÇÃO?

Fica dispensada de apresentar a Declaração de Ajuste Anual, a pessoa física que se enquadrar:

I - apenas na hipótese prevista no inciso V do caput e que, na constância da sociedade conjugal ou da união estável, os bens comuns tenham sido declarados pelo outro cônjuge ou companheiro, desde que o valor total dos seus bens privativos não exceda R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); e

II - em pelo menos uma das hipóteses previstas nos incisos I a VII do caput, caso conste como dependente em Declaração de Ajuste Anual apresentada por outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos, caso os possua.


§ 2º A pessoa física, ainda que desobrigada, pode apresentar a Declaração de Ajuste Anual, desde que não tenha constado em outra declaração como dependente.

SE ESTIVER OBRIGADO A DECLARAR E NÃO O FIZER O QUE ACONTECE?

A entrega da Declaração de Ajuste Anual depois do prazo de que trata o caput do art. 7º, ou a sua não apresentação, se obrigatória, sujeita o contribuinte à multa de 1% (um por cento) ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido nela apurado, ainda que integralmente pago.

§ 1º A multa a que se refere este artigo é objeto de lançamento de ofício e tem:

I - como valor mínimo R$ 165,74 (cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos) e como valor máximo 20% (vinte por cento) do Imposto sobre a Renda devido;

II - por termo inicial, o 1º (primeiro) dia subsequente ao término do período fixado para a entrega da Declaração de Ajuste Anual e, por termo final, o mês da entrega ou, no caso de não apresentação, do lançamento de ofício.

§ 2º No caso de declarações com direito a restituição, a multa por atraso na entrega não paga dentro do vencimento estabelecido na notificação de lançamento emitida pelo PGD ou m-IRPF de que tratam, respectivamente, os incisos I e II do caput do art. 4º, com os respectivos acréscimos legais
decorrentes do não pagamento, será deduzida do valor do imposto a ser restituído.

§ 3º A multa mínima aplica-se inclusive no caso de Declaração de Ajuste Anual da qual não resulte imposto devido.

Fonte: http://www.receita.fazenda.gov.br/

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Um ano melhor, ainda somos capazes de viver!

Sabe-se que de uns tempos para cá, a falta de tempo acaba por roubar o tempo de nossa vida, o excesso de trabalho, as muitas responsabilidades, o desejo de conquistar coisas melhores, status, promoções, mais dinheiro, títulos etc... Apesar de vivermos a era da informação da rapidez proporcionada pelo conforto tecnológico, outrora um notebook era algo magnífico, agora temos “smartphone”, “tablet”, objetos esses que cabem na palma da mão e podem acessar qualquer tipo de informação como, conta corrente, materiais de estudo, aplicações financeiras, vídeos, notícias, informação do trânsito, de qualquer lugar, a fim de facilitar a vida das pessoas e fazer com que elas tenham mais tempo para se encherem de outras mil responsabilidades!

A realidade humana em certos momentos parece utopia. Desejamos fazer e realizar tantas coisas que esquecemos que possuímos limitações físicas, psicológicas, emocionais e precisamos uns dos outros para aprender, crescer e conquistar o sonho.

De fato 2013 não foi um ano fácil, contudo não foi ruim ao extremo, pois chegamos ao final dele e estamos de pé!
Agora deixo a seguinte mensagem de ano novo a você meu amigo (a) 2014 não será fácil, e nem difícil isso dependerá de como iremos encará-lo. Não deixemos que a era da informação e facilidade roubem o nosso contato, um almoço, um lanche, um café, ou simplesmente uma troca de ideias entre nós pode fazer toda a diferença para vivermos um ano ainda melhor do que foi 2013 e termos mais tempo para as coisas mais bacanas e simples da vida.

FELIZ 2014 A VOCÊ E TODA A SUA FAMÍLIA!!!
FAÇAMOS A DIFERENÇA!!!

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e o conhecimento do Santo é prudência”
(Provérbios 9:10).


"A busca pela sabedoria jamais pode ser separada da busca por Deus. Se a nossa filosofia não é controlado por uma teologia firme, enfrenta uma barreira impossível de superar."

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Artigo: O melhor Investimento

Ao longo do tempo venho observando as pessoas, no que tange objetivos profissionais, finanças e qualidade de vida. E é bem curioso, pois os discursos se repetem quando o assunto é investimento. O que vem a ser esta palavra muito usada e talvez mal interpretada? O dicionário define da seguinte forma: “1 Ação ou resultado de investir, de aplicar capital ou recursos; 2 Aplicação de dinheiro com a intenção de obter lucros futuros (investimento em ações). 3 Aplicação de esforço, recurso, tempo etc., a fim de atingir algum objetivo.” De fato quando falamos em investir, a primeira definição é unânime. Porem, investir é muito mais do que simplesmente aplicar algum recurso financeiro em uma boa empresa, fundo de investimento, ou ações. Investir é um intento, é abrir mão de alguma coisa para obter outra que satisfaça a vontade/desejo, é dedicar tempo, acompanhar é cuidar.

Uma criança quando nasce, é coberta de investimentos por parte dos pais, na forma de tempo, afeto, amor, recursos financeiros, materiais etc. E ao crescer, em alguns casos esta criança que foi alvo de grandiosos investimentos por parte de seus pais, sequer diz um “obrigado”, que dirá “eu te amo”. Percebe-se com isso a dimensão da palavra investir. Todavia o retorno nem sempre é o esperado. Já parou para pensar em que você tem investido o seu tempo? “FACEBOOK”, “SKYPE”, “WHATSAAP”, ou horas em sites que não vão agregar valor em sua caminha para o sucesso? Quantos livros você lê por ano? Ou qual foi o último livro que você leu? Eis o ponto onde algumas pessoas que convivo me questionam, “a coisa tá feia né?”, “preciso fazer alguma coisa para ganhar um dinheiro”, contudo estas pessoas se quer lêem alguma coisa para que possam aplicar em uma atividade complementar e assim ter um dinheiro extra, e acabam se frustrando, caindo nas mãos dos bancos com altos juros de empréstimos para começarem um negócio que infelizmente não passará de 2 anos. Não estou dizendo para não fazer empréstimo e nem tão pouco deixar de abrir um negócio, contudo alerto sobre a necessidade de um investimento no capital intelectual. Obtenha sempre o máximo de informação possível antes de começar qualquer coisa, até mesmo um concurso público sem objetivo definido acaba por desmotivar muitos candidatos que possuem um alto potencial, porém mal organizados no momento de estudar.

O melhor investimento será sempre naquilo em que você tem prazer em fazer e sabe que isso poderá levá-lo aonde quer chegar. Aplique seus recursos em seu conhecimento, informe-se, leia, aprimore, pratique, mantenha bons relacionamentos, não se isole, faça sempre o melhor, até mesmo nas coisas mais simples, pois isso se tornará um hábito e a excelência será uma rotina em sua vida.

Congratulações a você que não se incomoda com o que os outros dizem e faz o melhor investimento no seu caráter, profissionalismo, lazer e não abre mão de estar com as pessoas que ama.

Seja feliz e jamais desista de seus sonhos.

Telmo Oliveira

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mudança contábil amplia dividendos e lucro da Petrobras

A perspectiva de lucro mais robusto com a mudança nos mecanismos de contabilização de hedge pela Petrobras animou os investidores. As ações ordinárias (com direito a voto) da estatal registraram forte alta de 7,25%, cotadas a R$ 14,80, enquanto as preferenciais (sem direito a voto) subiram 3,88%, a R$ 15,80.

Especialistas em contabilidade consultados pelo Valor afirmaram que a mudança é positiva, na medida em que tende a reduzir os altos e baixos do resultado e trazer um retrato mais fiel da situação operacional nas demonstrações financeiras.

A regra, que passará a ser adotada pela companhia nos resultados do segundo trimestre, é opcional, de acordo com as normas contabilidade adotadas no Brasil, e ainda pouco utilizada.

Mas, apesar do entusiasmo do mercado, não foram poucas as críticas quanto ao momento de sua implementação - anunciada na quarta-feira à noite, terão impacto nos resultados a ser divulgados em 9 de agosto.

Como o lucro maior tende a aumentar a distribuição de dividendos, diversos analistas pontuaram que a iniciativa tem viés político e visa favorecer a formação de superávit primário pelo governo - o principal beneficiado, na posição de controlador.

"Um resultado fraco na última linha do balanço reduziria os dividendos a serem pagos ao governo, detentor da maior parte das ações ordinárias, que não são protegidas pela regra de dividendos mínimos como os papéis preferenciais", afirmou a analista Paula Kovarsky, do Itaú BBA, para quem a mudança limita a transparência e marca mais um capítulo da "contabilidade criativa" do governo federal.

Com o mecanismo anunciado, na prática, a Petrobras utilizará um mecanismo contábil de compensação de parte de suas dívidas atreladas em dólar e suas receitas com exportação. A lógica é que, no caso de dólar mais caro em relação ao real, a dívida em moeda estrangeira sobe, mas o faturamento com embarques também, e vice-versa, o que não comprometeria fluxos de caixa e a capacidade de pagamento da empresa - é o chamado "hedge econômico", oferecido pelo próprio perfil de negócios e que não envolve derivativos.

"A vantagem é que estratégia de proteção financeira que a companhia já implementa seja refletida da melhor forma nas demonstrações financeiras", afirma Rogério Lopes Mota, sócio de auditoria da Deloitte.

Sem a contabilização de hedge, os passivos em dólar são ajustados sempre de acordo com a cotação de fechamento do último dia útil do trimestre e a variação é contabilizada como perda ou ganho financeiro no balanço. Apesar de não implicar um desembolso imediato de caixa - o que só ocorreria de fato no vencimento -, há redução na última linha do balanço.

Com a contabilização de hedge, parte dessas perdas não transita imediatamente na demonstração e resultados e vão para balanço patrimonial. As perdas ou ganhos com a variação do passivo vão sendo diferidas do patrimônio líquido e essa diferença passar a integrar a demonstração de resultados apenas quando as exportações que servem de contrapartida na operação são de fato contabilizadas. Como o impacto da variação cambial da dívida e das exportações tem sinal contrário, o efeito sobre o lucro é nulo.

De acordo com a Petrobras, a variação cambial de 70% de sua dívida líquida em dólar para os próximos sete anos serviria para "proteger" 20% de suas exportações previstas para o mesmo período. "A empresa faz um histórico das receitas com exportações nos últimos anos e, com uma série de estudos, calcula um percentual desse faturamento que seria confortável de se esperar no futuro e que serviria como proteção", explica César Ramos, autor do livro "Derivativos, riscos e contabilidade de hedge" e consultor de empresas que pretendem utilizar a prática.

Ele ressalta que a utilização do mecanismo não implica que a Petrobras não sofrerá mais com a instabilidade do câmbio, já que envolve apenas uma parte das dívidas e das exportações, o que não exclui efeitos de variação da moeda americana sobre importações, custos e sobre a parte do passivo e dos embarques que não estariam protegidos.

A mudança contábil terá forte impacto já sobre o lucro do segundo trimestre, quando o dólar Ptax teve valorização de 10% em relação ao real. Sob o modelo anterior, analistas estimavam perdas financeiras de R$ 10 bilhões com a remarcação de dívidas, número que deve cair agora para a casa dos R$ 3 bilhões. Com o novo mecanismo, o Itaú BBA, que antes previa que a companhia encerraria o período no zero a zero, sem lucro, nem prejuízo, passou a projetar ganhos de R$ 4,7 bilhões. Já o Barclays aumentou sua expectativa de lucro por ação entre abril e junho em 15%, de US$ 0,49 para US$ 0,56.

Procurada, a Petrobras preferiu não se pronunciar.

Fonte: Valor Econômico