Bem vindo!

"...É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a Fracassos e Derrotas, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, pois vivem em uma penumbra cinzenta tão grande que não conhece vitória nem derrota...."

(..Theodore Roosevelt..)

Que Deus nos abençoe!

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”

(Abraham Lincoln)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Governo define diretrizes para pente-fino de energia

Após a sequência de apagões nos últimos 40 dias, que o próprio governo definiu como "anormal", o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU) uma extensa lista de diretrizes para o "pente fino" que será passado nos sistemas de proteção das instalações da Rede Básica do Sistema Interligado Nacional.

Relatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostraram que motivos diferentes levaram a problemas semelhantes na proteção primária das linhas que causaram os blecautes das últimas semanas. Além de falhas nos próprios equipamentos, foram detectados erros de projetos - que deixaram pontos cegos não protegidos nas linhas - e erros de procedimento que não detectaram falhas humanas, como a não reativação da chave de proteção após manutenção.

Conforme explicou nesta quarta-feira (31) o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, as equipes de verificação serão formadas por técnicos de uma companhia diferente da avaliada, em um sistema de auditoria paralela semelhante ao utilizado mundialmente no setor de geração de energia nuclear.

Os trabalhos serão supervisionados pelo órgão regulador e os relatórios produzidos deverão ser encaminhados ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), presidido pelo ministro de Minas de Energia. Ao fim do processo, cada empresa avaliada terá que elaborar um plano de ação para atender às recomendações feitas pelo grupo.

Fonte: Agência Estado

Preço de eletrônicos pode subir até 12%

O preço de computadores, notebooks, tablets, celulares e smartphones pode subir entre 10% e 12% a partir desta quinta-feira. A informação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, atribuindo o reajuste a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Barbato, o aumento decorre recente resolução do ministro do STF Celso de Mello, que suspendeu os incentivos fiscais dados pelo Estado de São Paulo às empresas que produzissem esses produtos em seu território. A liminar foi concedida na última segunda-feira (29), após o Estado do Amazonas ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra um decreto paulista, sob o argumento de que a iniciativa prejudicava a Zona Franca de Manaus.

Como o Estado de São Paulo é responsável por mais de 50% da produção nacional dos equipamentos, a maioria dos produtos deve ter seus preços reajustados. A decisão ainda precisa ser confirmada pelo plenário do Supremo, mas terá efeito a partir desta quinta-feira. "O aumento é imediato, a partir de amanhã", afirmou Barbato.

De acordo com Barbato, a guerra fiscal travada entre os Estados impede investimentos na área de tecnologia da informação e comunicação. "A guerra fiscal está paralisando todo o investimento nessa área devido às Adins colocadas pelo Amazonas e demais Estados contra outros na concessão de benefícios de ICMS", afirmou. "Hoje o investidor não sabe onde deve investir. Esse é um problema grave na área de decisão de investimentos."

O presidente da Abinee disse que a liminar também afeta os preços dos produtos de infraestrutura de telecomunicações, como estações radiobase. Barbato esteve à tarde no Ministério da Fazenda para participar de reunião do Grupo de Avanço da Competitividade. Ele cobrou uma intervenção oficial. "Há necessidade de o governo federal intervir de uma forma muito severa junto aos governadores no sentido de que possamos vencer essa guerra fiscal. Do contrário, infelizmente, o caos está instalado."

Fonte: Agência Estado

10 erros financeiros que podem gerar conflitos no casamento

Não é novidade que o dinheiro pode ser um motivo de alegria, mas também de problemas, dependendo da situação.

Quando falamos de casamento, fica ainda mais evidente que problemas financeiros podem gerar transtornos, como crises no relacionamento e até separação.

Elaborada pelo Yahoo Finance, uma lista com 10 erros financeiros que podem acabar com o casamento pode ajudar os casais a evitarem problemas no futuro por causa de dinheiro. Conheça a lista:

1. Não conversar sobre as finanças: os casais costumam falar de todos os assuntos possíveis, porém, quando precisam falar de dinheiro, acabam tendo dificuldades para encontrarem o momento certo para falarem de dinheiro.
Uma dica é combinar com o parceiro ou parceira, a hora certa de falar sobre as finanças. Em alguns casos é possível combinar um valor limite de gastos, caso seja necessário ultrapassar esse valor, chegou a hora de sentar e falar sobre as finanças. Falar sobre dinheiro entre o casal pode não ser a melhor maneira de passarem um tempo juntos, mas pode ser essencial para evitar atritos no futuro.

2. Tentativa de comprar o amor: se você acha que esbanjar dinheiro com um anel de diamante ou um carro de luxo vai ajudar a melhorar o seu casamento, reveja seus conceitos. Um estudo da Universidade de Brigham Young encontrou casais em que os dois eram materialistas sem limites, neste caso, a união não era feliz. Por outro lado, os casais que afirmavam que o dinheiro não era o mais importante para eles, conseguiam ter mais sorte no relacionamento.
Segundo a pesquisa, os casais que se importavam mais com o dinheiro, admitiram que este era o maior motivo de conflito entre eles.

3. Ignorar hábitos conflitantes: estudiosos das univesidades da Pensilvânia, Michigan e Northwestern descobriram que consumidores irresponsáveis costumam se casar com outros consumidores com maus hábitos em relação ao dinheiro. O problema é que, segundo o estudo, a probabilidade de divórcio nestes casais é muito maior do que em qualquer outro casal, pois essas semelhaças acabam se tornando problemas no futuro. A solução é tentar entrar num acordo para manterem as finanças sob controle.

4. Não concordar em como dividir o dinheiro: não importa se a conta-corrente é conjunta ou separada. O que realmente importa é o que fazer para que o plano financeiro dê certo e os conflitos não existam. Se um dos dois se estressa facilmente com os hábitos de consumo do outro, a melhor maneira de evitar conflitos é colocar a renda em contas separadas. Já aqueles casais que conseguem trabalhar facilmente em dupla, podem ter conta conjunta para facilitar a organização das finanças.

5. Excesso de dívidas: nos Estados Unidos, por exemplo, 76% dos americanos admitem que o dinheiro é uma fonte significativa de estresse por causa das dívidas. Por isso, o casal deve tentar quitar as dívidas juntos, assim fica mais fácil de eliminar o problema.

6. Esconder compras ou dívidas: uma pesquisa feita nos Estados Unidos revela que 80% das pessoas casadas escondem dívidas ou compras do cônjuge. De acordo com o levantamento, os cônjuges julgam a infidelidade financeira tão prejudicial no relacionamento como a infidelidade sexual. Um dos problemas maiores citados pelas pessoas casadas, é que muitas vezes o cônjuge prefere falar sobre o gasto ou dívida com amigos, em vez de buscar ajuda do parceiro.

7. Pedir empréstimo aos sogros: um dos maiores erros das pessoas casadas é pedir dinheiro emprestado para os pais do cônjuge, pois qualquer problema na hora de pagar o empréstimo pode gerar conflitos no relacionamento. Caso não haja outra possibilidade de conseguir o dinheiro necessário para quitar as dívidas, é importante elaborar um documento com cópia para todos os envolvidos, com todos os detalhes do pagamento. Para evitar qualquer tipo de conflito, é indispensável evitar gastos desnecessários enquanto existe uma dívida com um membro da família.

8. Dividir as responsabilidades de forma tradicional: levando em consideração a forma tradicional de organizar as finanças, as mulheres sempre foram responsáveis por gerenciar as finanças do dia-a-dia e os homens pelo planejamento financeiro. Apesar de antiga, essa fórmula pode não ser a melhor. O ideal é dividir as tarefas financeiras por igual e de acordo com os pontos fortes de cada um.

9. Não reconhecer o peso emocional do dinheiro: um estudo revela que comparando divergências financeiras com qualquer outro tema, as financeiras duram mais, são mais nocivas para os casais e podem até gerar conflitos negativos, como agressões verbais. Segundo a pesquisa, os homens tendem a serem mais afetados com os problemas financeiros, uma vez que se veem como provedores do lar. Por isso, na hora em que começarem a aparecer os problemas financeiros, o casal deve manter a calma para resolverem juntos o problema.

10. Não gastar juntos o que ganham: muitos casais se esquecem de gastar juntos o dinheiro. Uma viagem ou um passeio qualquer que os dois possam colaborar financeiramente, pode ser uma forma de ter experiências prazerosas com o dinheiro e também de esquecer o estresse que cuidar das finanças pode causar.

Fonte: Infomoney

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Aumento no consumo de energia nas residências brasileiras.


Com as recentes medidas do governo no setor de energia, é notório que no período de verão o consumo aumenta. Então fica a questão, é um bom momento para investir no setor?

O consumo de energia nas residências brasileiras subiu 2,2% no nono mês do ano, ante o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29) pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). 

Por região, no mesmo período, o destaque ficou com o Norte, com crescimento de 6,3%. As regiões Centro-Oeste (5,8%), Nordeste (2,7%) e Sudeste (1,4%) aparecem em seguida, enquanto a região Sul foi a que apresentou menor crescimento do consumo residencial de energia do país, de 1,1%.

 Em setembro, no geral, o consumo de energia elétrica nas residências brasileiras foi de 9.736 GWh (Gigawatts-hora).

Geral
Considerando, além do consumo residencial, o industrial, o comercial e outros, o consumo de energia elétrica no Brasil  totalizou 37,6mil GWh no mês passado, um aumento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2011.

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Trabalhadores poderão usar conta de FGTS para construir, ampliar ou reformar moradia


A partir do dia 1 de novembro, trabalhadores beneficiários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão utilizar recursos do fundo para financiar a compra de materiais de construção para imóveis rurais e urbanos. 

A nova linha de crédito poderá ser usada para construção, reforma ou ampliação de unidade habitacional e instalação de hidrômetro e sistema de aquecimento solar para residências. O limite dos empréstimos será de 20.000 reais e serão cobrados juros de 8,5% ao ano, além de uma taxa de risco de até 0,8% ao ano. O pagamento do financiamento poderá ser feito em um prazo de até dez anos.

O crédito será concedido apenas a titulares de conta vinculada ao FGTS, que não sejam donos de imóveis no município onde residem ou trabalham. Os recursos devem ser destinados a construção ou reforma de um imóvel cujo valor máximo seja de 500.000 reais, segundo as condições de financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Apesar de a aprovação do empréstimo não depender de renda familiar, as concessões darão prioridade para famílias com renda de até 5.400 reais, compras de materiais para imóveis de até 90.000 reais, além de idosos, pessoas com deficiência e mulheres chefes de família.

Para obter os recursos, o beneficiário do FGTS deve enviar ao Programa Financiamento de Material de Construção (Fimac) do FGTS uma proposta que se encaixe dentro dos seguintes requisitos: compatibilidade entre os valores do financiamento solicitado e a capacidade de pagamento do Fundo; comprovação da idoneidade dos responsáveis pela construção e pela autorização do projeto técnico por entidade competente; compatibilidade com as diretrizes do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP), do Ministério das Cidades; imóvel situado em local residencial adequado; e comprovação da regularização da mão de obra usada na execução da obra quando o valor pleiteado for acima de 10.000 reais. 

Outras regras sobre a concessão do crédito estipulam ainda que é preciso ser beneficiário do FGTS por no mínimo três anos (na mesma empresa ou em locais diferentes), ter contrato de trabalho ativo equivalente a, no mínimo, 10% do valor contratado, não ter outros financiamentos do SFH e não ser proprietário de imóvel no município onde reside ou exerce a atividade profissional principal.

Fontes: Jornal diário do aço, contato.net, exame.com

É possível perder dinheiro na renda fixa.


Os investimentos em renda fixa, que permitem ao investidor saber qual será a sua remuneração no momento da aplicação, são reconhecidos por terem um risco de volatilidade menor do que a renda variável, na qual não é possível saber qual será a rentabilidade futura. Apesar desta característica conservadora, os investimentos em renda fixa - até mesmo a poupança - envolvem outros riscos, que podem levar o investidor a perder o poder de compra ou efetivamente perder o principal investido.

A seguir, veja como é possível perder dinheiro em cada aplicação de renda fixa:

Poupança

A poupança é erroneamente considerada a aplicação mais segura que existe. Isso porque o dinheiro investido na caderneta está sujeito ao mesmo risco de crédito que muitas outras aplicações de renda fixa privada. Se o banco onde a quantia foi depositada quebrar, apenas são garantidos no máximo 70.000 reais, que é a quantia coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O que ultrapassar este valor será perdido.

Está certo que a chance de um grande banco brasileiro quebrar é pequena. Mas há outra maneira de "perder" dinheiro ao aplicar na poupança: ganhar menos que a inflação. Neste caso, não se perde o principal investido e até se ganha uma rentabilidade, mas se perde em poder de compra. Até a mudanças das regras da remuneração da caderneta em maio, as chances de perder para a inflação eram pequenas. Mas agora que a poupança está rendendo 70% da Selic mais TR quando a Selic é menor ou igual a 8,5% ao ano, os redimentos frequentemente ficam abaixo da inflação.

Tesouro Direto 

Os títulos públicos têm risco de crédito mínimo, uma vez que hoje em dia é remota a possibilidade de o governo quebrar e não honrar suas dívidas. Por isso, os títulos são de fato a aplicação mais segura existente no Brasil atualmente. Ocorre que, mesmo assim, existe o risco de mercado.

Letra do Tesouro Nacional (LTN) e Nota do Tesouro Nacional-série F

As Letras do Tesouro Nacional (LTN) e as Notas do Tesouro Nacional-série F são títulos prefixados, cuja rentabilidade é definida no momento da compra. Se levados ao vencimento, os títulos pagarão o principal mais os juros previamente acordados, sem erro. Contudo, se o investidor vender os títulos antes do vencimento, pode perder não só a rentabilidade, como também parte do dinheiro investido.

Os títulos prefixados ganham valor quando a Selic cai, e perdem valor quando a Selic aumenta. Assim, se hoje o investidor compra uma LTN que pagará 7% ao ano e a Selic subir para 8% ao ano, o papel vai se desvalorizar. Com a Selic a 8% ao ano certamente serão ofertados no mercado papéis com uma taxa prefixada mais atraente que 7% ao ano. Assim, se esta LTN for vendida antes do vencimento, o investidor perderá dinheiro, pois comprou na alta e vendeu na baixa. “Na LTN, o investidor tem o risco de oscilação da taxa de juros. E quanto mais longo o prazo, maior o risco de haver oscilações no mercado”, explica Gabriel Matos, que é consultor de investimentos da Geração Futuro e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner) .

O consultor financeiro Beto Veiga, autor dos livros "O essencial sobre o Tesouro Direto" e "Case com seu banco com separação de bens", explica o mecanismo. O preço de um título prefixado é determinado da seguinte forma: quanto ele deve custar hoje para que, com a taxa de juros do mercado, seu valor atinja 1.000 reais no vencimento? Num exemplo hipotético, se a taxa de juros do mercado totalizar 20% ao final do período do investimento, o investidor terá que pagar 833,33 reais para que a LTN atinja 1.000 reais no vencimento. Se amanhã a taxa de juros subir para 30%, o preço daquele título cairá para 700 reais, já que a taxa acordada no prefixado não pode mudar.

O sujeito que comprar o papel por 800 reais e vendê-lo depois que a taxa de juros subir vai perder 100 reais. Como os juros da LTN só são pagos no vencimento, nesta negociação o investidor só recebe 700 reais mesmo. Porém, se ele levar o título ao vencimento, ganhará 1.000 reais - o principal de 800 reais mais 20% de rentabilidade, conforme o acordado.

Além disso, se a inflação subir acima do juro prefixado, ainda existe o risco de o investidor perder poder de compra, ainda que carregue o título até o vencimento.

Nota do Tesouro Nacional-série B

A Nota do Tesouro Nacional-série B (NTN-B) paga uma taxa de juros prefixada mais a variação da inflação medida pelo IPCA. Se o título for levado ao vencimento, independentemente do que ocorrer no mercado, o investidor receberá o valor do papel mais os juros fixados no início da aplicação.

Por ser um título pré e pós-fixado, a NTN-B corre o mesmo risco da LTN e da NTN-F de sofrer uma desvalorização no seu preço de mercado. A situação é análoga: a parte prefixada de sua remuneração pode ser baixa em relação aos juros do mercado, o que leva a essa queda no preço do papel.

Diferentemente dos papéis prefixados, porém, a NTN-B tem a vantagem de sempre apresentar rentabilidade real, isto é, acima da inflação, quando carregada ao vencimento.

Letra Financeira do Tesouro (LFT)

A Letra Financeira do Tesouro (LFT) é um título pós-fixado atrelado à Selic. É o título mais conservador que existe. Como sua remuneração oscila de acordo com a taxa de juros, praticamente inexiste o risco de mercado. O investidor receberá os juros do período, não importando se vai ficar com o papel até o vencimento ou vendê-lo antes disso.

Segundo Beto Veiga, há apenas duas situações atípicas em que o investidor poderia perder dinheiro ao vender uma LFT antes do vencimento. A primeira delas seria um descasamento entre a política monetária e o mercado. “Em casos raros, o mercado pode não compactuar com a decisão do Banco Central sobre a taxa Selic. Com isso, o mercado poderia colocar um deságio na LFT para compensar o descolamento da remuneração do título em relação aos juros praticados no mercado. Se o investidor precisar vender o titulo nesse momento, ele pagará o preço de mercado, que viria com esse deságio”, explica Veiga.

A outra situação decorre de uma repentina elevação da inflação. "Nesse caso, haveria uma perda em relação à inflação na hora da venda do título antes do vencimento. Mas também é algo muito raro. Precisa acontecer algo como uma crise internacional aguda. Mesmo assim, a Selic seria corrigida rapidamente. Seria uma perda se o investimento fosse de curtíssimo prazo, como 45 dias, entre uma e outra decisão do Banco Central sobre os juros", diz Veiga.

Certificado de Depósitos Bancários (CDB)

O principal risco dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) é o risco de crédito. Isto é, de o banco emissor quebrar e não conseguir remunerar quem investiu em seus papéis. Esse risco é maior no caso dos CDBs dos bancos médios, que por isso mesmo pagam remunerações mais elevadas que os CDBs de grandes bancos. Enquanto nestes é difícil obter 100% do CDI em um CDB pós-fixado, nos bancos menores essa é a remuneração oferecida para qualquer aporte e com liquidez diária.

Os CDBs também são garantidos pelo FGC até 70.000 reais por CPF, por instituição financeira. No caso de um banco quebrar, como ocorreu recentemente com os bancos BVA e Cruzeiro do Sul, os investidores que possuem menos de 70.000 reais investidos em CDBs receberão o valor de seu investimento de volta. Mas tudo que exceder este valor, para um mesmo investidor, será perdido.

O mais comum é que os CDBs sejam pós-fixados ao CDI, taxa de juros próxima à Selic que baliza as operações interbancárias. Mas eles também podem ser prefixados ou indexados à inflação, nos moldes das LTNs e NTN-Bs, respectivamente. Nestes dois casos - e em alguns casos de pós-fixados com remuneração mais alta - os CDBs costumam ter uma carência, isto é, não têm liquidez diária.

Nos casos em que os bancos se dispõem a fazer o resgate de CDBs com carência antes do vencimento, geralmente há sacrifício da rentabilidade. Contudo, o investidor não chega a perder dinheiro. Existem regras como uma remuneração prefixada de 7% ao ano para um vencimento em seis meses, permitindo resgate antecipado mediante o pagamento de apenas 80% do CDI. O problema disso é que o percentual do CDI pago no resgate antecipado pode ser tão baixo que a rentabilidade líquida de IR acaba sendo menor que a da poupança.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é emitida por instituições financeiras ou outras empresas autorizadas para captação de recursos, tem lastro no crédito imobiliário, é isenta de imposto de renda e invariavelmente possui um período de carência. Seu funcionamento, porém, é muito semelhante ao dos CDBs, inclusive na cobertura pelo FGC e no fato de poderem ser pós-fixadas ao DI ou prefixadas. Seus riscos, portanto, são os mesmos dos CDBs, citados no item anterior.

Debêntures 

Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas não financeiras. Ao comprar uma debênture, o investidor está emprestando dinheiro a uma empresa sob a promessa de receber juros. "A Petrobras não pode emitir um CDB, mas pode emitir uma debênture. Este títuo segue o mesmo regime de pagamento prefixado ou pós-fixado dos CDBs", explica Gabriel Matos.

A hipótese de perder dinheiro, neste caso, ocorre se a empresa emissora do papel não puder pagar seus investidores. O risco de crédito pode, portanto, ser mais devastador do que o risco de mercado de uma ação. Isso porque, no caso das ações, o investidor pode perder apenas parte do capital investido. No caso das debêntures, LCIs e CDBs de bancos médios, o pagamento pode simplesmente não ser honrado, perdendo-se tudo.

Felizmente, são raros os defaults de empresas que emitem debêntures no Brasil. O que não significa que eles não possam ocorrer. De qualquer forma, ao investir em um papel como esse, é preciso prestar atenção na solidez das contas do emissor e em sua classificação de risco.

Fundos de renda fixa 

O primeiro risco de perda em um fundo de renda fixa é o de perder para a inflação após a incidência da taxa de administração e do IR. Esse risco é especialmente alto nos fundos DI, os mais conservadores e que investem, no mínimo, 95% de seu patrimônio em papéis pós-fixados, assemelhando-se à caderneta de poupança em segurança e rentabilidade. O risco de perder para a inflação ficou especialmente alto depois que a Selic começou a cair, mas a inflação manteve-se elevada.

Gabriel Matos, da Geração Futuro, orienta a observar o histórico de rentabilidade de um fundo DI antes de investir, pois as rentabilidades já são líquidas de taxa de administração, mas não de IR. "Se a taxa for muito alta, nem que a gestão faça milagre", diz Matos. Descontando-se o IR da rentabilidade do fundo dá para perceber se, ao longo de seu histórico, ele tem batido ou não a inflação.

Outra coisa que pode acarretar perdas - e perdas de fato - é a má gestão do fundo, notadamente nos fundos de renda fixa que aplicam em outros ativos que não apenas títulos públicos pós-fixados. Como já foi mostrado anteriormente, é possível perder dinheiro de fato ao especular com títulos prefixados e indexados à inflação ou aplicar em maus papéis de crédito privado. "É importante avaliar a gestão do fundo, porque muitas vezes os cotistas deixam o dinheiro no fundo achando que ali está tudo bem. Está tudo bem só se o gestor não fizer uma grande besteira", diz Beto Veiga.

Ele comenta ainda que o cuidado ao investir em fundos de bancos deve ser redobrado. Isto porque estas instituições podem preferir investir nos seus próprios CDBs, mesmo que essa não seja a opção mais rentável. Pior: a alta concentração da carteira pode se revelar perigosa se o banco tiver problemas financeiros. Mesmo o fundo tendo um CNPJ próprio e mantendo seu patrimônio separado do patrimônio do banco, se este não conseguir arcar com suas obrigações será o credor - o fundo - quem pagará o pato.

Lembrando que nos fundos as garantias do FGC são para o fundo (o CNPJ), e não para cada cotista. Assim, se o fundo tiver mais de 70.000 reais aplicados em CDBs de uma única instituição - e certamente terá, pois este valor é muito baixo para um investidor tão grande -, nem todo o valor será coberto em caso de default.

Fonte: Exame.com

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Dicas para garantir os resultados do seu negócio neste ano


Antes de começar a elaborar o planejamento de 2013, vale a pena focar em melhorias para faturar nestes últimos meses do ano. “A dica fundamental é que tem uma ingestão de dinheiro no mercado e é preciso estar focado em tirar proveito desta sobra”, opina Mário Rodrigues, diretor do IBVendas.

Para começar a recuperar o ritmo de vendas, é bom entender porque o resultado até agora não foi como esperado. É hora de realizar uma correção de rota e analisar se foi por preço ou atendimento que os clientes não compraram. “É importante que o empreendedor tenha um olhar para dentro de forma crítica e saiba por que os clientes não compraram. Pode ser porque o cliente não chegou até a loja, e precisa melhorar a propaganda, ou ele chegou mas fechou com o concorrente”, diz Rodrigues.

Vá para a rua

Quando as vendas estão em baixa, a figura do empreendedor se torna ainda mais necessária no negócio. Ir para a frente de vendas e conversar com os clientes é fundamental. “Eu acho que tem algumas coisas que são fundamentais e nem todas as empresas praticam. Uma delas é a liderança estar na rua para valer, entender o que o cliente quer, tomando a dianteira para recuperar o negócio”, diz Tatiana Vidal, consultora e fundadora da Go Ahead. Segundo ela, ter a direção da empresa conversando com os clientes ajuda muito a trazer resultados rápidos em momentos de crise.

Prepare os vendedores

Nesta época do ano, muitos empresários começam a buscar vendedores temporários para aumentar a equipe. “Eles precisam estar preparados para atender bem esse cliente”, afirma Galhardo.

A preparação deve envolver novos e antigos funcionários e passar por padrões de atendimento, informações sobre os produtos e técnicas para aumentar o ticket médio. “A principal dica para qualquer vendedor é perguntar mais. Quando vem um cliente, entender o motivo efetivo de ele querer conhecer aquele produto”, diz Rodrigues.

Divulgue a marca

Invista em táticas de divulgação do seu negócio a partir de agora para garantir que a clientela vai chegar. “Não espere a demanda vir bater na porta. Pode começar um trabalho de marketing e publicidade, para divulgação do produto e da marca”, diz Galhardo. O consultor lembra que não adianta esperar a primeira semana de dezembro para divulgar a empresa. “Até o final do mês a campanha tem que estar pronta para começar em novembro”, sugere.

Para Tatiana, esta é a hora de ter certeza que você tem a melhor vitrine. “Não colocar na vitrine só o que o cliente sabe que você tem, mas o mix completo e através da vitrine atrair outros públicos”, diz a consultora.

Garanta o estoque

Não adianta atrair o cliente e ter um atendimento impecável se o estoque não estiver preparado para a demanda. Até o final do mês, a maioria das empresas já vai ter feito os pedidos para as vendas do Natal. “De acordo com as expectativas, a empresa se prepara em questão de estoque e logística. Em dezembro, não consegue repor estoque na maioria dos negócios. Quando você perceber, os concorrentes já correram no fabricante para pedir mais produto”, alerta Galhardo. Por isso, a preparação envolve não só na equipe, mas também a estrutura.

Envolva todas as áreas

Quando as coisas não vão bem, todas as áreas da empresa costumam dar palpites. Para Tatiana, este momento é de fazer parcerias. “Precisa envolver todo mundo para entender o que o cliente precisa. Cada um fazendo a sua parte para agregar valores e ser relevante para o cliente”, sugere.

Fonte: Exame.com