Bem vindo!

"...É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a Fracassos e Derrotas, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, pois vivem em uma penumbra cinzenta tão grande que não conhece vitória nem derrota...."

(..Theodore Roosevelt..)

Que Deus nos abençoe!

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”

(Abraham Lincoln)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Distribuição de lucros aos acionistas cresceu 29% em relação a 2010


Para compensar o mau desempenho da bolsa em 2011, as empresas de capital aberto decidiram engordar o caixa dos acionistas com dividendos generosos. No ano passado, elas repassaram aos investidores R$ 94 bilhões dos lucros, valor 29% superior ao de 2010. Isso significa R$ 21,13 bilhões a mais que no ano anterior, segundo levantamento da empresa de informação financeira Economática, com 294 companhias.

Trata-se o maior volume de dividendos desde 2008. Antes disso, as empresas não eram obrigadas a divulgar os valores.

Vale e Petrobrás lideraram o ranking dos maiores dividendos no ano passado. Juntas, elas repassaram para seus acionistas R$ 25,8 bilhões. De acordo com o levantamento, a maior distribuição foi feita pela mineradora, que elevou em 183% o valor em relação a 2010. Já a Petrobrás aumentou em apenas 13% seus dividendos. Além disso, a taxa de retorno da mineradora (yield) é maior que o da estatal.

Entre os setores, os bancos são os campeões na distribuição de lucros (R$ 19,7 bilhões), seguido pelo setor elétrico (R$ 12,5 bilhões), que tradicionalmente oferece a maior taxa de retorno para os acionistas. No ano passado, as empresas de telecomunicação também apareceram como boas pagadoras de dividendos (R$ 7,9 bilhões), mas o retorno ainda é um pouco menor. As perspectivas, no entanto, são boas para essas companhias, afirma a analista da Ativa Corretora, Mônica Araújo.

Segundo ela, a geração de caixa do setor é significativa. A Telefônica já é historicamente uma boa pagadora de dividendos. Pelo levantamento da Economática, a empresa fez a quarta maior distribuição de 2011, atrás apenas de Vale, Petrobrás e Ambev. "Agora também temos perspectiva positiva para a Oi, com o processo de reestruturação da empresa. Acreditamos que ela entre logo no ranking dos melhores pagadores", avalia a analista.

Revisão

Por outro lado, Mônica teme pelo futuro do setor elétrico, que passa por um processo delicado de revisão tarifária. "Os últimos resultado foram negativos para as empresas, com redução das tarifas praticadas no mercado. A medida tem provocado insegurança sobre o pagamento de dividendos futuros, especialmente no caso das distribuidoras." As empresas mistas, que atuam na geração, transmissão e distribuição de energia, devem ser menos prejudicadas, avalia a analista. Afinal uma área pode compensar a outra.

Segundo o professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV/SP), Ernesto Lozardo, 2011 foi um ano atípico. Até então, as empresas vinham limitando os dividendos por causa da necessidade de investimentos. Mas, com as incertezas em relação a atividade econômica em 2012 e com o momento menos favorável para o mercado acionário, as companhias colocaram o pé no freio em relação às expansões da produção.

Do outro lado, tomaram a decisão estratégica de distribuir mais os lucros para segurar os investidores em suas ações. "Esse tipo de iniciativa tem um efeito muito positivo para conquistar o acionista. Cria uma certa lealdade do investidor com uma determinada ação", afirma o professor.

Ele acrescenta que esse tipo de papel é bastante procurado pelo investidor mais conservador. "Quem é mais especulativo vai procurar ações com grandes oscilações."

Fonte: Agência Estado

terça-feira, 1 de maio de 2012

Confira as melhores e piores performances de abril

Com dois meses iniciais de 2012 bastante positivos para o Ibovespa, e mesmo com queda em março, o benchmark da bolsa acumulou alta de 13,67% nos três primeiros meses desse ano, obtendo o melhor primeiro trimestre desde 1999. Entretanto, o principal índice da bolsa intensificou as perdas em abril, em meio a temores sobre a situação na Europa, principalmente em relação à economia espanhola. 

No fim dos 30 dias, o benchmark nacional recuou 4,17%, depois de subir 11,13% e 4,34% em janeiro e fevereiro, respectivamente e ter uma queda de 1,98% em março. Mesmo com o desempenho negativo nos últimos dois meses, no acumulado do ano a performance do benchmark está positiva em 8,93%.

O mês foi marcado, além dos dados econômicos na Europa, pelos indicadores dos Estados Unidos e da China, que trouxeram mau humor aos investidores. O Relatório de Emprego norte-americano, por exemplo, revelou uma criação de vagas menor do que o esperado, enquanto o PIB do país teve avanço de 2,2% no primeiro trimestre, decepcionando o mercado.

O PIB trimestral divulgado pela China também trouxe pessimismo, mostrando avanço de 8,1%, seu pior nível desde 2009, enquanto a balança comercial revelou menores importações e acentuou a percepção por uma desaceleração na atividade econômica do país. Enquanto isso, no Velho Continente, a economia espanhola indicou contração de 0,4% no primeiro trimestre e, com o Banco Central espanhol avisando que os bancos do país podem precisar de mais capital, os CDS (Credit Default Swaps) espanhóis bateram níveis recordes e acentuaram o pessimismo com relação ao país.

Ibovespa X Média das Carteiras Recomendadas em 2012
JaneiroFevereiroMarçoAbrilAcum. 2012
Ibovespa11,13%4,34%-1,98%-4,17%8,93%
Média das7,44%6,74%0,90%0,13%16,81%
Carteiras
Diferença-3,69 p.p.+2,40 p.p.+2,88 p.p.+4,30%+7,88 p.p.


Corretoras têm desempenho bem superior ao Ibovespa
Se o principal índice brasileiro caiu no período, as corretoras conseguiram ter rentabilidade superior, em sua maioria. A média das 23 carteiras compiladas pelo Portal InfoMoney foi de avanço em 0,13%, ficando 4,30 pontos percentuais acima do Ibovespa.

Figuraram no topo do ranking as casas de análise que diversificaram suas escolhas em algumas empresas voltadas ao setor de consumo interno e as que se mantiveram longe do segmento bancário. Com o anúncio de corte de juros pelos bancos no início de abril, o que pode levar a possíveis reduções de margens, os papéis das instituições financeiras sofreram bastante no mês.

As corretoras que montaram seus portfólios com as grandes empresas do setor imobiliário, por sua vez, viram fortes desvalorizações em suas carteiras, devido ao fraco desempenho do setor no mês. Algumas elétricas, que no mês passado tinham se mostrado como uma boa escolha para os investidores, decepcionaram este mês e tiveram forte desvalorização, como no caso da Eletropaulo (ELPL4), que caiu 15,30% no período. Entretanto, ações de outras empresas do setor, como as preferenciais "classe B" da Copel (CPLE6) tiveram forte desempenho positivo. 


Melhores e Piores Performances Mensais de
2012
Mês Melhor Performance Pior Performance
Corretora Rent. Corretora Rent.
Janeiro Planner 14,26% SLW (moderado) -0,32%
Fevereiro Bradesco 12,74% Omar Camargo 3,03%
Março Souza Barros 9,81% Planner -3,93%
Abril Geral 4,23% Planner -3,34%


Geral Investimentos lidera ranking do mês
A Geral Investimentos liderou o ranking do Portal Infomoney durante abril, com rentabilidade de 4,23%, 8,40% p.p. acima do Ibovespa. A próxima na lista foi a carteira Itaú Top 5, com 3,88%. As duas carteiras tiveram os papéis da Telefônica Brasil (VIVT4, R$ 54,50, -0,57%) em comum no portfólio, mas eles não são capazes de explicar o bom desempenho delas, já que os ativos tiveram leve queda no período. 
Os ativos da Cemig (CMIG4, R$ 37,78, +12,71%) e principalmente da Valid  (VLID3, R$ 29,76, +12,85%) impulsionaram o bom retorno da seleção da campeã no mês, assim como a Cielo (CIEL3, R$ 57,20, 10,91%). No caso da carteira do Itaú, as ações da Raia Drogasil (RADL3, R$ 20,54, +15,72%) e da Multiplan (MULT3, R$ 44,72, +5,51%) levaram ao bom desempenho no período. 

Já o pior desempenho foi o da carteira da Planner, que incluía maiores apostas na atividade interna, com importante alocação no setor de energia, bancário e imobiliário. No entanto, as ações PN da Eletropaulo (R$ 29,16, -15,30%), do Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 30,00, -14,08%) e os papeís ON da OGX Petróleo (OGXP3, R$ 13,23, -12,38%) decepcionaram com fortes baixas.

Souza Barros na liderança anual
Com a forte rentabilidade apresentada pelo portfólio da Souza Barros e apresentando o terceiro lugar no portfólio do mês (+3,14%), a corretora alcançou o topo do ranking anual do Portal InfoMoney. No acumulado dos quatro meses, a alta chega a 33,87%, 24,94 p.p. a mais do que o Ibovespa. Com a liderança alcançada em abril, a Geral Investimentos se firmou no segundo lugar em 2012, com rentabilidade acumulada de 30,53%, 21,60 p.p. acima do benchmark da bolsa.

Comparando o acumulado das seleções neste ano, nenhuma casa de research entregou resultado negativo, mas duas delas desempenharam abaixo do benchmark brasileiro. Os menores retornos foram apresentados, até agora, pela Socopa, com 7,87% de avanço, 1,06 p.p. menor que o Ibovespa; e pelo BB Investimentos, com 8,01% - desempenho 0,92 p.p. abaixo do benchmark.

Desempenho acumulado das carteiras recomendadas pelas corretoras em 2012
Posição Banco/Corretora* Rentabilidade  Diferença sobre
acumulada em 2012 o Ibovespa
Souza Barros 33,87% +24,94 p.p.
Geral Investimentos 30,53% +21,60 p.p.
Itaú (Top 5) 26,30% +17,37 p.p.
Coinvalores 22,40% +13,47 p.p.
WinTrade 21,35% +12,42 p.p.
XP Investimentos 21,11% +12,18 p.p.
Octo 19,33% +10,40 p.p.
PAX 18,18% +9,25 p.p.
Bradesco 18,03% +9,10 p.p.
10º Gradual 17,59% +8,66 p.p.
11º Omar Camargo 17,11% +8,18 p.p.
12º SLW (Arrojado) 17,05% +8,12 p.p.
13º Um Investimentos 16,26% +7,33 p.p.
14º Geração Futuro 16,15% +7,22 p.p.
15º Planner 15,33% +6,40 p.p.
16º Amaril Franklin 13,98% +5,05 p.p.
17º Inva Capital 13,44% +4,51 p.p.
18º BTG Pactual 12,62% +3,69 p.p.
19º Banco Fator Corretora 10,90% +1,97 p.p.
20º Ativa Corretora 10,13% +1,20 p.p.
21º HSBC 9,49% +0.56 p.p.
22º BB Investimentos 8,01% -0,92 p.p.
23º Socopa 7,87% -1,06 p.p.

Fonte: Infomoney

Lucro líquido da Sul América cresce 10,6% no 1º trimestre


A Sul América (SULA11) apresentou lucro líquido  de R$ 112,8 milhões nos três primeiros meses de 2012, alta de 10,6% sobre o mesmo período do ano anterior. A seguradora teve os números impulsionados pelo segmento de saúde, especialmente por conta dos produtos voltados à pequenas e médias empresas e odontológicos.

Os beneficiários de seguro odontológico cresceram 98%, para 467 mil, enquanto planos de saúde aumentaram em 5,5% seus cadastrados, para 1,96 bilhão. Somando os dois segmentos, o aumento foi de 15,9% sobre o primeiro trimestre de 2011, para 2,43 bilhões de beneficiários. 

Os prêmios de seguro saúde para grupos cresceram 26,2% no trimestre. Já o segmento de automóveis, com um ambiente de mais concorrência, foi impactado pelo aumento de roubos e furtos e faturou R$ 527,1 milhões, aumento de 2,3% sobre o mesmo quarto de 2011. No total, incluindo saúde, automóveis, ramos elementares e pessoas, os prêmios de seguros cresceram 14,5% na comparação de base anual, com total de R$ 2,5 bilhões.

Fonte: Infomoney

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O princípio da transparência tributária existe?

Talvez nem todos saibam, mas a Constituição Federal contempla o Princípio da Transparência Tributária.

De acordo com o artigo 150, § 5º, da Constituição Federal, deveriam ser determinadas medidas para que os consumidores fossem esclarecidos acerca dos tributos que incidam sobre mercadorias e serviços.

Decorridos praticamente 24 anos da promulgação da nova Constituição Federal (1988), tal disposição simplesmente é ignorada pelos legisladores e administradores públicos.

Acreditem! Como se fosse uma regra geral, não há interesse no esclarecimento da população.

Penso que nossos governantes e legisladores acham mais fácil “administrar” quando a sociedade está alienada a esses fatores, caso contrário seria enorme a pressão popular em busca de melhorias condizentes com os valores que são retirados diariamente dos nossos bolsos.

Você sabe o quanto tem de imposto embutido em um pacote de arroz, feijão ou biscoito? E em uma caixa de bombons ou numa latinha de refrigerante?

Claro que não, isto não nos é informado.

E nem seria tarefa fácil determinar o quanto de imposto estaria embutido em uma determinada mercadoria ou serviço. Atualmente no Brasil há mais de 80 impostos, taxas e contribuições, que incidem sobre a industrialização de um produto (IPI), sobre a circulação desse produto (ICMS), duas vezes sobre o faturamento desse produto (PIS e Cofins), duas vezes sobre o lucro gerado por esse produto (IRPJ e CSLL) e mais uma porção de situações que geram outras dezenas de tributos.

Por princípio, nós contribuintes teríamos o direito de saber o que estamos pagando e saber identificar o acréscimo causado pelos tributos contidos no valor das mercadorias e serviços que adquirimos.

O povo tem que ter plena consciência de que a escola pública, a saúde pública, a assistência social pública, a segurança pública e outros serviços públicos não são gratuitos, todos pagam, alguns mais outros menos, mas no fim TODOS dividem essa despesa, mesmo aqueles que não se utilizam diretamente desses serviços.

Garanto que se todos os brasileiros soubessem e se conscientizassem em relação ao quanto pagam de imposto nossa realidade como sociedade seria outra.

Estamos sob um estado democrático de direito, assim torço para que nas próximas décadas consigamos evoluir com as questões de transparência e justiça fiscal, por um país mais próspero, desenvolvido e organizado socialmente.

Façamos nossa parte plantando e debatendo discussões desse gênero, com vistas a despertar o interesse da população em geral.

Por Mauricio Alvarez da Silva

Fonte: Portal Tributário

segunda-feira, 23 de abril de 2012

3 perguntas que todo empreendedor deve fazer


Quando se fala em montar um negócio, há quem mire setores aquecidos dos quais se espera um bom retorno financeiro. Alguns acreditam que observar a concorrência, avaliar o mercado, e traçar estratégias, enfim, elaborar um bom plano de negócios basta.

Especialistas ouvidos por Exame.com desaprovam esse tipo de postura e são categóricos: sucesso não é dinheiro. Uma série de questões antes e durante o funcionamento da empresa, em parceria com um bom planejamento e muita determinação, moldam um empreendedor com tudo para dar certo. “A principal característica de um empreendedor é a obstinação com que ele lida com as dificuldades encontradas para atingir seu objetivo”, destaca o sócio da Rizzo Franchise, Marcos Rizzo.

Na visão do especialista, um empresário promissor é facilmente identificado. “Ele transparece toda a crença, o amor e a certeza no que faz”. A boa notícia é que características empreendedoras são adquiríveis e não somente parte da personalidade da pessoa. Sendo assim, comece já a mudar seu pensamento. Incorporar algumas perguntas ao seu dia a dia pode ajudar na subida rumo ao sucesso.

1. O que me deixa motivado e feliz?

Como destaca o consultor Batista Gigliotti, a primeira etapa em qualquer negócio é o auto conhecimento. Segundo ele, o que cansa em um trabalho é menos a quantidade e mais a insatisfação. “O brilho nos olhos, que é o que vai convencer as pessoas sobre o sucesso do seu negócio, surge quando se tem afinidade com aquilo e não está fazendo só por dinheiro”. Portanto, antes mesmo de começar é preciso saber exatamente onde se está entrando. “Auto conhecimento é difícil, mas fundamental.”

2. Estou disposto a resistir ao fracasso?

O consultor Marcelo Cherto ressalta as frustrações constantes com que o empreendedor, para ter sucesso, deve aprender a lidar. “Em toda história de sucesso, há muito erro por trás”. De acordo com o sócio do Grupo Cherto, os problemas e caminhos equivocados não devem ser encarados como uma coisa ruim.

Para ele, o importante é errar, mas sempre com a intenção de acertar. “Não vale errar de propósito, por desleixo, negligência ou inconsequência. O que não dá certo, mas foi feito da melhor forma possível, preparado, pesquisado e planejado, vale como aprendizado.”

3. Quem tem um problema que eu posso resolver?

“Um negócio só existe quando houver uma questão a ser resolvida e as pessoas estiverem dispostas a pagar pela solução mais do que ela custa para ser entregue”, afirma Cherto. Ele diz ser comum empreendedores se apaixonarem por uma ideia e esquecerem de pensar se ela resolve e, pior, sem pensar se há consumidores potenciais para o produto ou serviço. “Não se pode ter um negócio para então procurar clientes, e, sim, o contrário.”

Identificar a oportunidade certa é ideal, segundo Batista Gigliotti. Ele destaca algumas formas de conseguir realizar esta tarefa. “Tudo o que te incomoda no dia a dia ou coisas que você percebe que podem ser aprimoradas, além de tendências no setor podem guardar ótimas chances de negócios”, destaca o consultor. 

Fonte: Exame.com

5 dicas para se destacar globalmente


O mundo está olhando para o Brasil de maneira diferente e os interessados em dar uma guinada profissional de maneira global precisam ter um perfil adequado ao mercado de trabalho.

“As economias dos Estados Unidos e da Europa estão estagnadas e, por isso, a estratégia deles é olhar para fora das fronteiras. O mercado pode ser aqui, mas o perfil é global”, afirma Michael Getchell, sócio e diretor executivo para a América Latina na DHR International.

Em entrevista a EXAME.com, Getchell diz que se sente um brasileiro apesar de sua origem norte-americana. E, afirma que os norte-americanos e os europeus estão satisfeitos com a qualidade dos executivos brasileiros.

“O executivo brasileiro já teve que trabalhar numa época de hiperinflação e por ser criativo, flexível, ter jogo de cintura, ele se adapta a diferentes cenários”, explica. Para ele, hoje, na atual economia, este tipo de atitude é um diferencial.

Confira as recomendações do headhunter:

1. Faça seu dever de casa

Um bom curso de graduação, se manter constantemente atualizado, e investir na carreira desde a época do estágio. Para Getchell, fazer cursos é indispensável e um MBA continua sendo tão importante quanto.

“Faz sentido fazer um curso de MBA em faculdades tradicionais clássicas e de calibre como a Harvard, Standford e Insead”, afirma.

2. Busque experiência profissional no exterior

Getchell recomenda que os profissionais procurem vivenciar outras culturas e se a empresa em que trabalha proporciona a oportunidade de fazer uma job rotation é preciso correr atrás.

“A experiência é riquíssima, porque além de aprender outro modelo de negócios, o profissional vivenciará outra cultura”, conta.

3. Invista no inglês

Para Getchell, a dificuldade do domínio da língua inglesa pode sim limitar as chances de obter um cargo ou projeto. Ele explica que 80% de seus clientes são multinacionais e o idioma do mundo dos negócios é o inglês. “É business english, são termos e conceitos complexos. As pessoas não têm paciência se você não souber”, explica.

De acordo com ele, o espanhol é outro idioma essencial para os interessados em trabalhar em multinacionais devido ao foco destas empresas no mercado da América Latina.

4. Pense fora da caixa

Algumas empresas conservadoras buscam profissionais que tenham um plano de carreira bem linear, entretanto para o diretor executivo da DHR International, buscar soluções inovadoras e ter um espírito empreendedor são habilidades importantes.

Getchell explica que, às vezes, é preciso recuar no seu plano de carreira para depois crescer. Enquanto, para outros profissionais, é preciso vivenciar a rotina de um ambiente corporativo.

5. Recicle-se

“Os profissionais que permanecem, crescem nas empresas e agregam valor, são pessoas que vão sempre perpetuar sua carreira acadêmica também”, resume Getchell.

Por isso, para ele, é preciso fazer cursos sim, e sempre se reciclar, buscar novos conhecimentos alinhado com o que está acontecendo no mundo.

Fonte: Exame.com

Dicas: Para se Tornar um Empreendedor de Alto Impacto


O texto abaixo é baseado em um estudo realizado pelo Endeavor’s Center for High-Impact Entrepreneurship (C-HIE) sobre estratégias chave para o sucesso das startups. O estudo é baseado em entrevistas com 55 Empreendedores de Alto Impacto de 11 países.

As melhores ideias de negócios costumam estar bem debaixo do seu nariz. Quando for começar um empresa, ao invés de ficar procurando uma ideia extremamente inovadora, comece com aquilo que você sabe. Os empreendedores podem identificar vantagens competitivas em uma indústria e receber feedbacks mais rápido quando eles já conhecem essa indústria e os potenciais consumidores. Muitos empreendedores se tornaram bem sucedidos criando empresas em áreas em que já tinham experiência.

A guru da maquiagem Bobbi Brown compartilhou seu insight sobre o que “Começar com o que você conhece” significa para ela.

“Eu tive um amor de vida inteira com a maquiagem. Quando era uma garotinha, eu costumava pegar a maquiagem da minha mãe e pintar todas as minhas bonecas, até pintei o cachorro uma vez! Foi só na faculdade, quando tentava decidir o que fazer da minha vida, que minha mãe me perguntou “Finja que é seu aniversário e você pode fazer qualquer coisa que quiser, o que seria?”. Eu disse para ela que gostaria de ir a uma loja da Marshall Fields e brincar com maquiagem. Ela disse ‘então você deveria se tornar uma artista de maquiagem’. E foi o que eu fiz. Eu estava frustrada com a falta de opções encantadoras de maquiagem para mulheres. As cores disponíveis na época  faziam parecer que as mulheres estavam usando maquiagem – então você reparava na maquiagem antes de reparar na mulher.  Não existia nada no mercado que realçasse a beleza natural da mulher. Quando eu comecei a fazer maquiagem, não queria necessariamente abrir uma empresa. Só queria fazer um batom que parecesse um lábio, só que melhor. Esse primeiro batom se tornou o Marrom nº 4 e era de um marrom rosado. Eu percebi que nem toda mulher gosta de tons nus, então criei mais nove tons de batom inspirados em diferentes mulheres que eu conhecia. Lancei essas 10 cores na Bergdorf Goodman em 1991 – e esse foi essencialmente o começo da Bobbi Brown Cosméticos.”

Vinte anos depois, os cosméticos da Bobbi Brown são vendidos em 56 países em 988 lojas no mundo todo. Como dá para perceber, começar com o que ela conhecia foi a chave para o sucesso da Bobbi.

Dados do Centro de Empreendedorismo de Alto Impacto da Endeavor sugerem que a maioria dos empreendedores de alto impacto começam o que conhecem.

Entre os melhores Empreendedores Endeavor – aqueles cujas empresas cresceram em média 20% ao ano nos últimos 3 anos – 94% começaram negócios que tinham três fatores:

1. O negócio estava em um mercado ou indústria em que o empreendedor já tinha alguma experiência;

2. O negócio usava habilidades que o empreendedor já tinha adquirido; e,

3. O empreendedor tinha proximidade o suficiente com os consumidores para engajá-los muito cedo e com frequência.

Uma cabeleireira se transformou em Empreendedora de Alto Impacto começando com que ela conhecia: cabelo.

Quando Heloísa Helena Assis (a Zica) descobriu que mulheres com cabelo crespo (como ela) não tinham acesso a produtos de qualidade para seus cabelos no Brasil, ela decidiu aproveitar sua experiência como cabeleireira para desenvolver um produto patenteado que controla e amacia os cachos. Pouco tempo depois, Heloísa e seus sócios Rogério, Leila e Jair abriram o primeiro salão do Instituto Beleza Natural em 1993. Sucesso imediato, o Instituto rapidamente cresceu para 26 salões franqueados no Rio de Janeiro e em São Paulo, e hoje emprega mais de 1000 pessoas. Cada franquia atende até 1000 clientes por dia, com até 40 atendimentos simultâneos através do seu processo de sete passos. Claramente, porque ela era representante do seu próprio público-alvo, Heloísa conseguiu desenvolver um produto que atendesse as necessidades dos consumidores por muitos anos e, assim, proporcionar a base para o sucesso do Beleza Natural.

Fonte: EndeavorBrasil