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"...É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a Fracassos e Derrotas, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, pois vivem em uma penumbra cinzenta tão grande que não conhece vitória nem derrota...."

(..Theodore Roosevelt..)

Que Deus nos abençoe!

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”

(Abraham Lincoln)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

BB investe em micro e pequenas empresas e estima crescer até 35%


O Banco do Brasil espera crescimento de 25% a 35% em maio nas linhas de crédito para micro e pequenas empresas em que reduziu os juros, na comparação com os desembolsos de março, quando as taxas não haviam sido cortadas, de acordo com o diretor do segmento no BB, Adilson Anísio.

Em abril, primeiro mês de juros menores, as linhas de crédito para micro e pequenas empresas com cortes tiveram desembolsos 20% a 25% maiores ante março. O BB já desembolsou R$ 4,4 bilhões nas linhas em que houve corte de juros, que incluem capital de giro, cheque especial, desconto de cheques e cartão de crédito.

O vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Osmar Fernandes Dias, disse que a instituição tem 2,1 milhões de empresas de menor porte como clientes e a meta desse programa de corte de juros e outros incentivos é aumentar essa fatia. O BB tem 28% das pequenas empresas existentes no País como clientes. No banco, uma companhia é considerada de menor porte quando fatura até R$ 25 milhões por ano.

Dentro de incentivos oferecidos para empresas que querem levar suas dívidas de outros bancos para o BB, Dias diz que já foram atraídas 6,582 mil pequenas empresas, em operações de empréstimo que somam R$ 400 milhões. Algumas destas operações são da portabilidade (transferência da dívida para outro banco) e outras são companhias que tomam empréstimo no BB com juro menor e quitam a dívida anterior.

O Banco do Brasil acaba de iniciar no Mato Grosso do Sul uma estratégia que prevê a abertura de agências bancárias exclusivas para micro e pequenas empresas. A primeira unidade foi inaugurada na capital, Campo Grande, e o banco prevê abrir mais sete agências em outras regiões do País, de acordo com o vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do BB, Osmar Fernandes Dias.

Dias diz que o BB quer ser mais agressivo no segmento. Por isso, além do corte de juros, anunciou outros incentivos para o segmento. Entre eles, está um desconto nos juros para as empresas que durante este mês anteciparem os valores das vendas do Dia das Mães. Os recebíveis (cheques pré-datados, duplicatas ou cartões de crédito) poderão ser convertidos em capital de giro com juros a partir de 1% ao mês, ante uma taxa média de 1,3% ao mês. Já os clientes com operações nas linhas de capital de giro contarão com carência no pagamento de até três parcelas nas novas liberações.

"Queremos ser conhecidos como o banco da micro e pequena empresa", disse o vice-presidente. Desde o lançamento do Bompratodos foram realizadas 490 mil liberações de crédito.

Fonte: DCI

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Fundamentos apontam Banco do Brasil em alta no futuro, afirma HSBC


Os investidores devem seguir com um sentimento negativo sobre as ações do Banco do Brasil no curto prazo. Os fundamentos, porém, são positivos e indicam valorização das ações, aponta análise do HSBC.

Em relatório distribuído para clientes, os analistas Victor Galliano e Mariel Santiago elevaram o preço-alvo do papel de R$ 29 para R$ 30, um potencial de valorização de 32,4%. A recomendação para os papéis é de overweight (alocação sugerida acima da média de mercado).

Segundo os analistas, um dos motivos de preocupação dos investidores é a contínua redução de juros no banco dentro do programa Bompratodos. "A nosso ver, o programa Bompratodos é um meio de o BB conquistar novos clientes no varejo e PMEs", afirmam.

Para eles, não deve haver uma mudança muito forte nas contas de poupança depois das mudanças das regras por parte do governo. "Não prevemos alterações relevantes nas fontes de captação ou saídas de fluxos em fundos mútuos e acreditamos que o BB tem capital suficiente para financiar seu crescimento do crédito até 2014", dizem.

Os analistas também esperam que a melhoria das projeções para provisões feitas pelo banco também podem ter efeito positivo sobre o lucro do BB a partir do ano que vem.

Como riscos para a classificação e estimativas do HSBC sobre o Banco do Brasil, os analistas destacam a possibilidade de ativos de qualidade pior que o esperado, causando aumento das provisões e queda nos lucros. Eles também destacam a chance de pressões políticas e crescimento do crédito mais fraco do que o esperado.

Ainda sobre os juros, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) iniciará uma campanha contra as altas dos cartões de crédito. O primeiro ato de protesto será realizado amanhã na capital paulista, quando a central pretende levar cerca de 2 mil afiliados para a frente da sede de uma operadora de cartão de crédito na Avenida Brigadeiro Faria Lima. Os manifestantes vão montar uma guilhotina, símbolo, segundo o presidente da UGT, Ricardo Patah, da ameaça constante que paira sobre os endividados no cartão de crédito.

A iniciativa ocorre na esteira de decisões recentes da presidente Dilma Rousseff para tornar viável uma grande queda de juros no País. Aproveitando os cortes dos juros básicos (Selic) promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), as duas maiores instituições financeiras públicas, Banco do Brasil e Caixa, reduziram taxas e foram seguidas por bancos privados. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou também um novo cálculo de rendimento das cadernetas de poupança para, de acordo com o governo, permitir uma queda maior da Selic, hoje em 9% ao ano.

Fonte: DCI

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Bovespa Mais terá até 3 novas companhias no segundo semestre


O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, espera a listagem de 3 novas companhias no segmento de pequenas e médias empresas Bovespa Mais até o início do segundo semestre. "O Bovespa Mais deve funcionar como um aquário para empresas, um espaço para que elas possam se desenvolver", disse Edemir, logo depois da inauguração do Centro de Treinamento do Clube de Atletismo da BM&FBovespa, realizada na última sexta-feira.

Atualmente, o segmento de pequenas e médias empresas é representado por duas companhias listadas, a Nutriplant Indústria e Comércio e a Desenvix Energias Renováveis. "Queremos criar um ambiente favorável para pequenas e médias empresas captarem recursos na Bolsa de Valores", afirma.

"Teremos road-shows na segunda quinzena de junho, e seguramente veremos outros IPOs [aberturas de capital] em breve", assegurou.

Edemir contou que a Bolsa deve incentivar a divulgação e a comunicação da política de dividendos das companhias abertas. De acordo com ele, as pessoas precisam perceber melhor outras oportunidades de ganhos em renda variável, e uma delas, é a distribuição de dividendos aos acionistas.

Para 2013, o Conselho de Administração da BM&FBovespa também deve discutir uma política definitiva de dividendos. "A BM&FBovespa distribui 80% de seu lucro societário", disse. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição financeira, na prática, a distribuição de dividendos da BM&FBovespa é trimestral, mas não há nada no estatuto que defina esse pagamento de três em três meses. "Há casos de empresas que adotam uma política de pagamento de dividendos mensais", exemplificou Edemir.

Sobre a perspectiva de queda de juros, Edemir diz que as mudanças recentes implantadas pelo governo devem trazer benefícios. "Não só para o mercado de ações, mas também para o mercado de dívidas", disse, referindo-se à possibilidade de as companhias abertas aproveitarem a queda da taxa de juros para emitirem títulos de dívida privada, as debêntures.

"O governo vai colocar os juros reais em patamares históricos, 2,5% ao ano. É positivo", avaliou o executivo ao referir-se a determinação da presidente da República, Dilma Roussef, em incentivar a queda da taxa básica de juros.

Fonte: DCI

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Mudança na Poupança, entenda o novo cálculo.


O rendimento da caderneta de poupança ganha cara nova a partir desta sexta-feira. O ganho da aplicação financeira mais popular do País passará a ser um porcentual da taxa básica de juros e não mais um valor fixo. A mudança não afetará as poupanças antigas, apenas as que forem abertas agora ou novos depósitos nas contas já existentes. A medida abrirá espaço para o Banco Central continuar a reduzir os juros como defende a presidente Dilma Rousseff.

Pela nova regra de remuneração, o dinheiro depositado na poupança será corrigido mensalmente pelo equivalente a 70% da taxa básica de juros mais a variação da Taxa Referencial (TR). Isso valerá sempre que a Selic estiver em 8,50% ao ano ou em patamar menor. Se a taxa estiver acima disso, o rendimento continuará sendo o atual: 0,5% ao mês mais a variação da TR.

A nova fórmula de remuneração das cadernetas foi aprovada ontem pela presidente Dilma, depois de uma longa reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Palácio da Alvorada.

Na avaliação do titular da Fazenda, a mudança na caderneta deve ser entendida como uma "reforma estruturante", que irá reduzir os entraves para a queda da taxa básica de juros. Como a remuneração atual da poupança é fixa, o juro pago ao poupador acaba servindo como um piso para a Selic, que atualmente está em 9% ao ano. Pelas regras vigentes, a poupança paga hoje o equivalente a 6,17% por ano.

Entraves

"O Estado brasileiro está num processo de mudança, para que se tenha um desenvolvimento sustentável. Os alicerces estão sólidos: inflação sob controle, solidez fiscal, redução da dívida publica, segurança jurídica dos contratos", disse Mantega, ao receber o Estado em seu gabinete para explicar a medida. "Precisávamos reduzir os entraves para a queda da taxa básica de juros", acrescentou.

Uma das preocupações do governo, que justificam a mudança nas regras de remuneração da caderneta, é o efeito que a manutenção de um ganho fixo para essa aplicação teria sobre os fundos de investimento, que pagam, normalmente, índices próximos a Selic. Sem alterações na caderneta e com a continuação dos cortes da taxa básica, poderia haver uma grande migração de recursos dos fundos para a poupança.

O próprio governo poderia ser um dos prejudicados com esse movimento, uma vez que os fundos de investimentos são grandes compradores de títulos públicos, ou seja, o Tesouro Nacional teria dificuldades de financiar sua dívida.

Data de corte

Todos os depósitos em caderneta efetuados até o final do expediente bancário desta quinta-feira seguirão a regra de remuneração antiga. Mas a partir desta sexta-feira, o dinheiro que for colocado na caderneta passará a seguir a nova fórmula. Segundo Mantega, os bancos indicarão no extrato das cadernetas o volume de recursos que seguirão as regras antigas e o dinheiro que será corrigido pelo novo modelo. O ministro fez questão de frisar que o governo continuará isentando os depósitos em caderneta do pagamento do imposto de renda.

A decisão de fixar em 70% a fatia da Selic que servirá de base para corrigir os saldos das cadernetas não foi aleatório. Segundo Mantega, o rendimento da poupança nunca foi superior a esse patamar, por isso, a equipe econômica considerou acertado manter esse teto.

A taxa de juros que servirá de referência para remuneração da poupança é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Composto pelos diretores do BC, o grupo tem reuniões de 45 em 45 dias, quando avaliam as projeções para a inflação e definem qual deve ser o patamar de juros que irá garantir que os preços sigam dentro da meta definida pelo governo.

A próxima reunião do Copom acontecerá nos dias 29 e 30 de maio. Analistas do mercado financeiro estimam que a taxa básica pode ser reduzida novamente. Desde agosto do ano passado, os diretores do BC iniciaram um ciclo de corte da Selic, que caiu neste período de 12,5% para 9% ao ano.


Os principais pontos da mudança no cálculo da poupança:

1. Como é a remuneração da poupança hoje?

O dinheiro depositado nas cadernetas é corrigido mensalmente pela variação da Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês de juros. Criada em 1991, a TR é calculada a partir da remuneração mensal média de impostos, depósitos a prazo dos bancos e títulos públicos. Um depósito feito em 3 de maio de 2011 rendeu 7,47% nos últimos 12 meses.

2.Qual é a nova regra de remuneração?

A remuneração de novos depósitos ou novas cadernetas seguirá a variação da taxa básica de juros (Selic), definida pelo Banco Central. Se a Selic cair para 8,50% ou menos, o saldo da poupança será corrigido por 70% da taxa básica, acrescida da variação da TR.

3. O que acontece se a Selic ficar acima de 8,50%?

Se a taxa básica de juros ficar acima de 8,50%, o rendimento da poupança segue a regra atual de correção: 0,50% ao mês, mais a variação da TR. Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. O mercado acredita que o juro pode cair para 8,50% em maio ou julho.

4. A nova regra afeta as cadernetas antigas?

Não. Somente os novos depósitos ou cadernetas abertas a partir do dia 4 de maio (sexta-feira). Os saldos registrados até o final do expediente bancário desta quinta-feira seguem sendo corrigidos pela regra antiga.

5. A nova remuneração vale a partir de quando?

A partir desta sexta-feira, todos os depósitos ou cadernetas abertas já estarão sujeitos à nova regra de remuneração.

6. A caderneta deixará de ser isenta do Imposto de Renda?

Não. A isenção do imposto continua valendo na nova regra.

7. Por que o governo definiu que a remuneração da caderneta será equivalente a 70% da taxa básica?

Historicamente, a caderneta de poupança nunca pagou mais do que o equivalente a 70% da taxa básica de juros.

8. Quem define a taxa básica de juros?

A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O porcentual definido na reunião servirá de baliza para a remuneração da poupança no dia seguinte ao da decisão. O Copom se reúne de 45 em 45 dias. São oito encontros por ano.

9. A liquidez da caderneta será alterada?

Não. A liquidez diária continua valendo dentro da nova regra de remuneração.


Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 2,5 bi e anuncia novo corte de juros


Ao final do primeiro trimestre de 2012, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,502 bilhões, o que corresponde a uma queda de 14,7% na comparação com o mesmo período do ano passado e redução de 15,8% ante o quarto trimestre. Em ativos, o total foi de R$ 1 trilhão, tornando-se o primeiro banco a atingir esta meta na América Latina. O patrimônio líquido chegou a R$ 60,051 bilhões e o Índice de Basileia a 14,1%.

Com alta de 19% no ano e de 1,7% no trimestre, a carteira de crédito ampliada somou R$ 473,111 bilhões. O destaque ficou com a carteira de pessoa jurídica, com evolução de 17,8% em relação ao período de janeiro a março de 2011, de R$ 179,391 bilhões para R$ 211,380 bilhões. O saldo de empréstimos para micro e pequenas empresas evoluiu 24,3% no mesmo período, para R$ 70,242 bilhões. Já nas médias e grandes companhias, o saldo foi de R$ 122,891 bilhões para R$ 141,138 bilhões, acréscimo de 14,8%.

No crédito para pessoa física, os empréstimos com desconto direto na folha de pagamento, consignado, expandiram 14,3% no ano. E o financiamento de veículos pulou 7,5%, de R$ 28,613 bilhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 30,771 bilhões.

Durante a divulgação dos resultados, o vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores do Banco do Brasil, Ivan Monteiro, destacou o volume de ativos, R$ 1 trilhão. “Acompanhamos o crescimento da economia. Dobramos de tamanho nos últimos quatro anos com o consignado, crédito para o comércio exterior, agronegócios e desembolsos do BNDES”.

Taxas de juros

Também durante a divulgação do balanço referente ao primeiro trimestre, o vice-presidente de negócios de varejo, Alexandre Abreu, revelou que o Banco do Brasil anunciará nessa sexta-feira, 4/05, novos cortes de juros no crédito para pessoa física dentro do programa BompraTodos. Lançado em 8 de abril, o programa elevou em R$ 43,1 bilhões os limites de financiamento para o consumo e micro e pequenas empresas. No segmento de pessoa física, a taxa de juros mínima para o financiamento de veículos ficou em 0,95% ao mês, e no consignado para aposentados e pensionistas do INSS atingiu taxas a partir de 0,79% a.m. Em cheque especial, cartão de crédito e automático as taxas podem chegar a mínima de 1,38%, 2,94% e 1,99% a.m, respectivamente.

Fonte: DCI

Crédito livre se equilibrará com o direcionado após 2013


O saldo de empréstimos com recursos direcionados atinge R$ 742,553 bilhões nos três primeiros meses de 2012, segundo dados do Banco Central. O volume é 22% superior ao registrado em março de 2011 e cresce em ritmo mais acelerado do que o crédito livre, de 15,9%, e que o total do sistema financeiro, que avançou 18%. Do total, 58,91% corresponde aos financiamentos para empresas, de R$ 437,471 bilhões, acréscimo de 15,8% no ano e de 0,4% ante o quarto trimestre do último ano. Já as pessoas físicas ficam com o restante, 41,09%, com o estoque de R$ 305,082 bilhões, alta de 32,2% em 12 meses e de 5,3% na comparação trimestral.

Para especialistas, a expansão tende a continuar superior este ano, mas o cenário de redução das taxas de juros deve estimular o crédito livre, diminuindo o desequilíbrio entre os modelos no próximo ano. "O direcionado vai continuar à frente devido seus diferenciais [juros subsidiados e longo prazo]. Mas com a redução da taxa de juros não haverá uma diferença tão grande, porque haverá um aumento do saldo de financiamentos com recursos livres", explica Osmar Visibelli, professor da Anhembi Morumbi.

Os financiamentos direcionados possuem destino específico e taxas de juros subsidiadas, como investimentos de empresas por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), rural e habitacional, nos quais 65% da poupança possuem este destino. Já o livre segue a estratégia de cada instituição financeira.

O gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi, detalha que a expansão do crédito direcionado vem acima do livre desde 2009, puxada pelos empréstimos por meio do BNDES e habitacional. "Em 2012 essa tendência deve continuar com o aporte adicional do governo no BNDES e o imobiliário, que avança em ritmo forte."

Com o saldo de R$ 421,206 bilhões, os financiamentos realizados com recursos do BNDES cresceram 15,8% no ano. Do total, R$ 214,544 bilhões foram concedidos diretamente pelo banco, com alta de 20,1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. "Em 2011 vimos uma crise internacional e fica mais difícil para a grande empresa captar recursos no mercado externo, recorrendo às operações diretas do BNDES", detalha Rabi.

Já as pequenas e médias empresas têm acesso aos recursos financeiros do BNDES por meio dos bancos públicos e privados, que repassam o valor por meio do programa Finame ou cartão BNDES. "O spread é muito pequeno no repasse e há uma seletividade maior para pegar o crédito, com análise mais rigorosa por parte dos bancos", diz o especialista da Serasa Experian. Os repasses somaram R$ 206,662 bilhões até março deste ano, o que corresponde a um crescimento de 11,6% no mesmo período.

Segundo Rabi, o cenário para as empresas de menor porte muda com a melhora do cenário internacional - já que as grandes companhias voltam ao mercado externo - e com baixas dos índices de inadimplência, que devem ocorrer no segundo semestre.

O professor Wilson Motta Miceli, do curso de especialização em Gestão de Operações e Serviços Bancários da Fundação Vanzolini, concorda com que o financiamento direcionado está concentrado nas grandes companhias e que as pequenas e médias acessam o crédito tradicional dos bancos, como antecipação de recebíveis ou capital de giro. "Ficam com o crédito mais caro. Por enquanto, os bancos públicos, que têm 45% do sistema nacional, fizeram os cortes nos juros, mas os privados os estão reduzindo vagarosamente."

O presidente do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef-SP), Keyler Carvalho Rocha, diz que o crédito do BNDES é mais atrativo devido ao custo baixo, já que a taxa de juros a longo prazo (TJLP) está em 6% ao ano, mas acredita que a ampliação deve ocorrer somente com estímulos do Governo Federal para o crescimento doméstico, como o controle do câmbio para a exportação. "Como o Brasil está crescendo, o BNDES tem financiado, mas deve diminuir porque o mundo está em crise e não é muito estimulante para as empresas o investimento. Mas o governo quer incentivar o câmbio, então pode reverter com a volta da exportação."

Os empréstimos para a compra e construção de imóveis totalizaram saldo de R$ 201,393 bilhões ao fim do terceiro trimestre de 2012, alta de 41,7% no ano e de 8% em relação ao quarto trimestre de 2011. E o segmento rural obteve evolução de 17,1% ante março do ano passado, para R$ 103,689 bilhões.

Fonte: DCI

Emissão de debêntures cresce e alcança R$ 9 bilhões no mês

A emissão de títulos de dívida privada, as conhecidas debêntures, praticamente dobrou de R$ 4,99 bilhões em março para R$ 9,474 bilhões em abril, de acordo com dados preliminares da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

"A perspectiva de redução da taxa básica de juros está incentivando as companhias a refinanciarem suas dívidas e captarem recursos para seus projetos de expansão", avaliou o professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Eduardo Coutinho.

Ao confirmar o novo recorde de emissões no primeiro quadrimestre de 2012, R$ 20,57 bilhões, o professor considerou que as companhias brasileiras ainda dão preferência ao financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. "O BNDES é a primeira fonte das empresas; a segunda, restrita às grandes empresas é o mercado externo com capital mais barato que o local; a captação doméstica por emissão de debêntures aparece em terceiro lugar na preferência das companhias", diz.

Em abril, o BNDESPar liderou a captação doméstica por meio de uma oferta pública em três séries que totalizaram R$ 2 bilhões, mesmo valor captado pela Redecard em 4 séries coordenadas pelo Banco do Brasil Banco de Investimentos (BB Investimentos), seguido pela emissão de R$ 1,5 bilhão da Camargo Corrêa Cimentos em duas séries por meio da oferta por esforços restritos de colocação nos moldes da Instrução n. 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"As empresas de capital fechado dos setores de serviços e da indústria, tanto para fazer o alongamento de seus prazos de financiamento como para renovar seus ativos imobilizados estão solicitando operações para emissões de debêntures em 2012", disse o sócio diretor da divisão de auditoria da BDO, Jairo Soares. Segundo o diretor, o prazo médio de financiamento via debêntures está na faixa entre 5 e 7 anos.

De fato, além do BNDESPar, da Redecard e da Camargo Corrêa Cimentos, outras 16 empresas conseguiram acessar o mercado de emissão de títulos privados no mês passado, sendo duas por ofertas públicas e 14 por esforços restritos de colocação.

A MRV Engenharia e Participações emitiu duas séries em oferta pública coordenada pelo Banco do Brasil Banco de Investimentos (BB Investimentos), no total de R$ 500 milhões, e a Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo (Via Oeste) também captou R$ 750 milhões por meio de uma oferta pública coordenada pelo Banco BTG Pactual.

Por meio de esforços restritos, o Bradesco BBI coordenou ofertas para a Prosegur Holding em R$ 100 milhões; Prosegur Activa Alarmes em R$ 120 milhões; e duas séries de R$ 230 milhões cada para a Prosegur Transportadora de Valores e Segurança, num total de R$ 680 milhões ao grupo.

Na mesma modalidade, o Banco Fator coordenou a operação da Companhia Paulista de Securitização em R$ 611,72 milhões, volume superior aos R$ 500 milhões que a Telemar Participações captou com a coordenação da Caixa Econômica Federal.

Em operação coordenada pelo Itaú BBA, a Brazil Pharma captou R$ 250 milhões em duas séries, e na sequência o BES Investimentos coordenou a operação de R$ 128,1 milhões para a Nsospe empreendimentos e Participações.

A Engenharia e Sistemas de Energia (Energest), do grupo EDP Brasil, exibiu operação de R$ 120 milhões, coordenada pelo Bradesco BBI, instituição financeira que também trabalhou na captação de R$ 100 milhões da Nova Pontocom, e na operação de R$ 60 milhões da Abimex Importação e Exportação.

O Credit Suisse coordenou duas ofertas por esforços restritos; a primeira, de R$ 100 milhões foi para a Omni Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, e a segunda, de R$ 50 milhões para a Montreal Empreendimentos Comércio e Indústria, empresa que já teve o registro de companhia aberta cancelado pela CVM por falta de atualização de dados em 2010.

Entre as estruturas realizadas com valor inferior a R$ 50 milhões, foram realizadas quatro ofertas por esforços restritos de colocação. O Pine Investimentos DTVM coordenou duas; a primeira de R$ 40 milhões para a Cipasa Desenvolvimento Urbano, e a segunda, de R$ 25 milhões para a RB Capital Realty IX Empreendimentos Imobiliários.

O Banco ABC Brasil entregou em abril, a captação de R$ 30 milhões para a Oceanic Incorporações e Administração, e com o mesmo montante, o Banco Votorantim coordenou a emissão de debêntures da Trisul.

Fonte: DCI