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"...É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a Fracassos e Derrotas, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, pois vivem em uma penumbra cinzenta tão grande que não conhece vitória nem derrota...."

(..Theodore Roosevelt..)

Que Deus nos abençoe!

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”

(Abraham Lincoln)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 2,5 bi e anuncia novo corte de juros


Ao final do primeiro trimestre de 2012, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,502 bilhões, o que corresponde a uma queda de 14,7% na comparação com o mesmo período do ano passado e redução de 15,8% ante o quarto trimestre. Em ativos, o total foi de R$ 1 trilhão, tornando-se o primeiro banco a atingir esta meta na América Latina. O patrimônio líquido chegou a R$ 60,051 bilhões e o Índice de Basileia a 14,1%.

Com alta de 19% no ano e de 1,7% no trimestre, a carteira de crédito ampliada somou R$ 473,111 bilhões. O destaque ficou com a carteira de pessoa jurídica, com evolução de 17,8% em relação ao período de janeiro a março de 2011, de R$ 179,391 bilhões para R$ 211,380 bilhões. O saldo de empréstimos para micro e pequenas empresas evoluiu 24,3% no mesmo período, para R$ 70,242 bilhões. Já nas médias e grandes companhias, o saldo foi de R$ 122,891 bilhões para R$ 141,138 bilhões, acréscimo de 14,8%.

No crédito para pessoa física, os empréstimos com desconto direto na folha de pagamento, consignado, expandiram 14,3% no ano. E o financiamento de veículos pulou 7,5%, de R$ 28,613 bilhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 30,771 bilhões.

Durante a divulgação dos resultados, o vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores do Banco do Brasil, Ivan Monteiro, destacou o volume de ativos, R$ 1 trilhão. “Acompanhamos o crescimento da economia. Dobramos de tamanho nos últimos quatro anos com o consignado, crédito para o comércio exterior, agronegócios e desembolsos do BNDES”.

Taxas de juros

Também durante a divulgação do balanço referente ao primeiro trimestre, o vice-presidente de negócios de varejo, Alexandre Abreu, revelou que o Banco do Brasil anunciará nessa sexta-feira, 4/05, novos cortes de juros no crédito para pessoa física dentro do programa BompraTodos. Lançado em 8 de abril, o programa elevou em R$ 43,1 bilhões os limites de financiamento para o consumo e micro e pequenas empresas. No segmento de pessoa física, a taxa de juros mínima para o financiamento de veículos ficou em 0,95% ao mês, e no consignado para aposentados e pensionistas do INSS atingiu taxas a partir de 0,79% a.m. Em cheque especial, cartão de crédito e automático as taxas podem chegar a mínima de 1,38%, 2,94% e 1,99% a.m, respectivamente.

Fonte: DCI

Crédito livre se equilibrará com o direcionado após 2013


O saldo de empréstimos com recursos direcionados atinge R$ 742,553 bilhões nos três primeiros meses de 2012, segundo dados do Banco Central. O volume é 22% superior ao registrado em março de 2011 e cresce em ritmo mais acelerado do que o crédito livre, de 15,9%, e que o total do sistema financeiro, que avançou 18%. Do total, 58,91% corresponde aos financiamentos para empresas, de R$ 437,471 bilhões, acréscimo de 15,8% no ano e de 0,4% ante o quarto trimestre do último ano. Já as pessoas físicas ficam com o restante, 41,09%, com o estoque de R$ 305,082 bilhões, alta de 32,2% em 12 meses e de 5,3% na comparação trimestral.

Para especialistas, a expansão tende a continuar superior este ano, mas o cenário de redução das taxas de juros deve estimular o crédito livre, diminuindo o desequilíbrio entre os modelos no próximo ano. "O direcionado vai continuar à frente devido seus diferenciais [juros subsidiados e longo prazo]. Mas com a redução da taxa de juros não haverá uma diferença tão grande, porque haverá um aumento do saldo de financiamentos com recursos livres", explica Osmar Visibelli, professor da Anhembi Morumbi.

Os financiamentos direcionados possuem destino específico e taxas de juros subsidiadas, como investimentos de empresas por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), rural e habitacional, nos quais 65% da poupança possuem este destino. Já o livre segue a estratégia de cada instituição financeira.

O gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi, detalha que a expansão do crédito direcionado vem acima do livre desde 2009, puxada pelos empréstimos por meio do BNDES e habitacional. "Em 2012 essa tendência deve continuar com o aporte adicional do governo no BNDES e o imobiliário, que avança em ritmo forte."

Com o saldo de R$ 421,206 bilhões, os financiamentos realizados com recursos do BNDES cresceram 15,8% no ano. Do total, R$ 214,544 bilhões foram concedidos diretamente pelo banco, com alta de 20,1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. "Em 2011 vimos uma crise internacional e fica mais difícil para a grande empresa captar recursos no mercado externo, recorrendo às operações diretas do BNDES", detalha Rabi.

Já as pequenas e médias empresas têm acesso aos recursos financeiros do BNDES por meio dos bancos públicos e privados, que repassam o valor por meio do programa Finame ou cartão BNDES. "O spread é muito pequeno no repasse e há uma seletividade maior para pegar o crédito, com análise mais rigorosa por parte dos bancos", diz o especialista da Serasa Experian. Os repasses somaram R$ 206,662 bilhões até março deste ano, o que corresponde a um crescimento de 11,6% no mesmo período.

Segundo Rabi, o cenário para as empresas de menor porte muda com a melhora do cenário internacional - já que as grandes companhias voltam ao mercado externo - e com baixas dos índices de inadimplência, que devem ocorrer no segundo semestre.

O professor Wilson Motta Miceli, do curso de especialização em Gestão de Operações e Serviços Bancários da Fundação Vanzolini, concorda com que o financiamento direcionado está concentrado nas grandes companhias e que as pequenas e médias acessam o crédito tradicional dos bancos, como antecipação de recebíveis ou capital de giro. "Ficam com o crédito mais caro. Por enquanto, os bancos públicos, que têm 45% do sistema nacional, fizeram os cortes nos juros, mas os privados os estão reduzindo vagarosamente."

O presidente do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef-SP), Keyler Carvalho Rocha, diz que o crédito do BNDES é mais atrativo devido ao custo baixo, já que a taxa de juros a longo prazo (TJLP) está em 6% ao ano, mas acredita que a ampliação deve ocorrer somente com estímulos do Governo Federal para o crescimento doméstico, como o controle do câmbio para a exportação. "Como o Brasil está crescendo, o BNDES tem financiado, mas deve diminuir porque o mundo está em crise e não é muito estimulante para as empresas o investimento. Mas o governo quer incentivar o câmbio, então pode reverter com a volta da exportação."

Os empréstimos para a compra e construção de imóveis totalizaram saldo de R$ 201,393 bilhões ao fim do terceiro trimestre de 2012, alta de 41,7% no ano e de 8% em relação ao quarto trimestre de 2011. E o segmento rural obteve evolução de 17,1% ante março do ano passado, para R$ 103,689 bilhões.

Fonte: DCI

Emissão de debêntures cresce e alcança R$ 9 bilhões no mês

A emissão de títulos de dívida privada, as conhecidas debêntures, praticamente dobrou de R$ 4,99 bilhões em março para R$ 9,474 bilhões em abril, de acordo com dados preliminares da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

"A perspectiva de redução da taxa básica de juros está incentivando as companhias a refinanciarem suas dívidas e captarem recursos para seus projetos de expansão", avaliou o professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Eduardo Coutinho.

Ao confirmar o novo recorde de emissões no primeiro quadrimestre de 2012, R$ 20,57 bilhões, o professor considerou que as companhias brasileiras ainda dão preferência ao financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. "O BNDES é a primeira fonte das empresas; a segunda, restrita às grandes empresas é o mercado externo com capital mais barato que o local; a captação doméstica por emissão de debêntures aparece em terceiro lugar na preferência das companhias", diz.

Em abril, o BNDESPar liderou a captação doméstica por meio de uma oferta pública em três séries que totalizaram R$ 2 bilhões, mesmo valor captado pela Redecard em 4 séries coordenadas pelo Banco do Brasil Banco de Investimentos (BB Investimentos), seguido pela emissão de R$ 1,5 bilhão da Camargo Corrêa Cimentos em duas séries por meio da oferta por esforços restritos de colocação nos moldes da Instrução n. 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"As empresas de capital fechado dos setores de serviços e da indústria, tanto para fazer o alongamento de seus prazos de financiamento como para renovar seus ativos imobilizados estão solicitando operações para emissões de debêntures em 2012", disse o sócio diretor da divisão de auditoria da BDO, Jairo Soares. Segundo o diretor, o prazo médio de financiamento via debêntures está na faixa entre 5 e 7 anos.

De fato, além do BNDESPar, da Redecard e da Camargo Corrêa Cimentos, outras 16 empresas conseguiram acessar o mercado de emissão de títulos privados no mês passado, sendo duas por ofertas públicas e 14 por esforços restritos de colocação.

A MRV Engenharia e Participações emitiu duas séries em oferta pública coordenada pelo Banco do Brasil Banco de Investimentos (BB Investimentos), no total de R$ 500 milhões, e a Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo (Via Oeste) também captou R$ 750 milhões por meio de uma oferta pública coordenada pelo Banco BTG Pactual.

Por meio de esforços restritos, o Bradesco BBI coordenou ofertas para a Prosegur Holding em R$ 100 milhões; Prosegur Activa Alarmes em R$ 120 milhões; e duas séries de R$ 230 milhões cada para a Prosegur Transportadora de Valores e Segurança, num total de R$ 680 milhões ao grupo.

Na mesma modalidade, o Banco Fator coordenou a operação da Companhia Paulista de Securitização em R$ 611,72 milhões, volume superior aos R$ 500 milhões que a Telemar Participações captou com a coordenação da Caixa Econômica Federal.

Em operação coordenada pelo Itaú BBA, a Brazil Pharma captou R$ 250 milhões em duas séries, e na sequência o BES Investimentos coordenou a operação de R$ 128,1 milhões para a Nsospe empreendimentos e Participações.

A Engenharia e Sistemas de Energia (Energest), do grupo EDP Brasil, exibiu operação de R$ 120 milhões, coordenada pelo Bradesco BBI, instituição financeira que também trabalhou na captação de R$ 100 milhões da Nova Pontocom, e na operação de R$ 60 milhões da Abimex Importação e Exportação.

O Credit Suisse coordenou duas ofertas por esforços restritos; a primeira, de R$ 100 milhões foi para a Omni Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, e a segunda, de R$ 50 milhões para a Montreal Empreendimentos Comércio e Indústria, empresa que já teve o registro de companhia aberta cancelado pela CVM por falta de atualização de dados em 2010.

Entre as estruturas realizadas com valor inferior a R$ 50 milhões, foram realizadas quatro ofertas por esforços restritos de colocação. O Pine Investimentos DTVM coordenou duas; a primeira de R$ 40 milhões para a Cipasa Desenvolvimento Urbano, e a segunda, de R$ 25 milhões para a RB Capital Realty IX Empreendimentos Imobiliários.

O Banco ABC Brasil entregou em abril, a captação de R$ 30 milhões para a Oceanic Incorporações e Administração, e com o mesmo montante, o Banco Votorantim coordenou a emissão de debêntures da Trisul.

Fonte: DCI

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ponto de atenção: Caixa corta taxa de juros em linha com recursos do - BNDES


Os juros da linha de crédito para capital de giro BNDES Progeren praticado pela Caixa Econômica Federal serão reduzidos hoje. O banco estatal informou nesta segunda-feira que a taxa mínima vai cair dos atuais  0,96% ao mês para 0,89% ao mês. Isso representa um corte de quase um ponto percentual ao ano. De acordo com a Caixa, a mudança "acompanha a redução do custo da operação de 0,5% ao ano comunicada pelo BNDES". Essa linha é um das que tiveram suas taxas reduzidas no início do mês, dentro da nova fase do Plano Brasil Maior. Em nota, o diretor executivo de Pessoa Jurídica da Caixa, Roberto Derziê, diz que "o banco reafirma seu posicionamento de oferecer as melhores taxas de mercado e facilitar o acesso ao crédito para as empresas, ampliando o leque de opções de capital de giro".

Fonte: DCI

Conquistando mais espaço: MasterCard fecha parceria com a Vivo em pagamentos móveis


A bandeira MasterCard e a empresa de telefonia Vivo devem iniciar, no segundo semestre, as operações da joint venture que anunciaram no final de 2011 para operar no pagamento com celular. "Estamos na fase de estruturação da nova empresa", disse a jornalistas o presidente da MasterCard, Gilberto Caldart. O objetivo é ter um primeiro produto no mercado até o final do ano.

A empresa, ainda sem nome definido, será 50% controlada pela Vivo e 50% pela bandeira. O foco é desenvolver soluções para o pagamento com celular. Caldart destaca que o objetivo é criar soluções que possam ser usadas por qualquer operadora de telefonia e não apenas pela Vivo.

A MasterCard resolveu criar duas empresas diferentes para o pagamento com celular. Uma para 12 países da América Latina, em parceria com a Telefónica, que já está operacional em países como a Argentina e recebeu o nome de Wanda. A outra é só para o mercado brasileiro. A região é uma das que mais crescem dentro das operações da bandeira americana no mundo.

Caldart avalia que o mercado de cartões brasileiro pode dobrar de tamanho. Atualmente, aproximadamente 25% do consumo privado é pago com meios eletrônicos de pagamento, ante média bem maior, na casa dos 45% a 50%, em países desenvolvidos. "Podemos atingir esse percentual em alguns anos", afirmou.

No Brasil, um dos segmentos em que a MasterCard aposta é o de cartões pré-pagos, que são carregados em dinheiro e podem ser usados em toda a rede que aceita plásticos de crédito e débito. Recentemente, a bandeira lançou um produto, em parceria com a Ticket e o Itaú, para o pagamento de fretes por caminhoneiros. O motorista recebe o valor do frete no cartão e usa o plástico nas estradas, em postos de combustível, oficinas e restaurantes.

"O mercado de cartões pré-pagos ainda é inexplorado no Brasil", destacou Caldart. No entanto, tem crescido acima da média nos últimos anos.

Fonte: DCI

Itaú, Bradesco e Santander somam R$ 11,594 bi em tarifas


Juntos, os três maiores bancos privados no Brasil obtiveram R$ 11,594 bilhões em receitas com a prestação de serviços e tarifas bancárias durante os três primeiros meses de 2012. No Bradesco, o crescimento foi de 17,3% na comparação com o primeiro trimestre do último ano, de R$ 3,510 bilhões para R$ 4,118 bilhões. O Santander Brasil expandiu 15,5% no mesmo período, de R$ 2,142 bilhões para R$ 2,473 bilhões. Já o Itaú Unibanco ampliou em 12%, para R$ 5,003 bilhões.

Os números já refletem uma nova tendência entre as instituições financeiras de ganhos além do crédito, apontou o educador financeiro Reinaldo Domingos. "Sabendo da maior tendência de baixa dos juros, os bancos já começaram a migrar os ganhos para os serviços. Há uma necessidade de transferir as margens do spread, mas é um reflexo ainda pequeno perto do que virá no próximo trimestre".

Domingos detalhou que as receitas de prestação de serviços serviam para balancear as despesas das agências, principalmente com funcionários, mas que o cenário agora é de lucratividade, já que as quedas nas taxas de juros tendem a reduzir os ganhos com o crédito. "Baixa com o spread e vai buscar em outro lugar. Ainda há a tecnologia, que deixa os custos destes serviços muito baixos."

Em seus resultados, o Bradesco já demonstrou dependência menor do crédito. Do total, 27% correspondem à área de financiamentos, 25% de serviços, 9% de títulos e valores mobiliários e 7% das captações. Até março de 2011, a proporção era de 30%, 25%, 10% e 7%, respectivamente.

A maior expansão, de 20,3% no acumulado de 12 meses, ocorreu nas rendas de cartão, para R$ 1,389 bilhão. Com alta de 19%, as receitas da administração de consórcios cresceram para R$ 144 milhões. Já com conta corrente, o Bradesco faturou R$ 748 milhões no período, acréscimo de 15,3%. "Alta com receita de serviços com a entrada de 2 milhões de novos correntistas e 12 milhões de novos cartões", explicou Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo do banco, durante divulgação do balanço.

O economista da consultoria Lopes Filho, João Augusto Salles, disse que o aumento nas receitas com a prestação de serviços está relacionado a entrada de novos clientes, tarifas, sinergia operacional e novos produtos. "32% do resultado do Bradesco veio com seguros e ainda há a área de cobrança, administração de carteiras. O fee é muito elevado".

Salles concordou sobre as reduções de gastos. "A receita com serviços fica ombreando com despesas de pessoal. Enxugam gastos e maximizam ganhos".

Na divulgação do balanço do primeiro trimestre deste ano, Marcial Portela, presidente do Santander Brasil, destacou os bons rendimentos com o ramo de tesouraria e serviços. "Significa que o banco está em uma boa colocação com a queda dos juros".

Ao todo, a instituição obteve R$ 2,473 bilhões em receitas de prestação de serviços e tarifas. Em relação ao período de janeiro a março de 2011, cartões acumulou crescimento de 36,7%, de R$ 473 milhões para R$ 646 milhões. Portela creditou a alta aos serviços de credenciamento de estabelecimentos comerciais para o uso de meios eletrônicos de pagamento, em parceria com a GetNet. "A adquirente tem uma ampla oferta de serviços para pessoa jurídica, que está crescendo e ajuda nas receitas de cartões".

Em seguida, a renda com operações de crédito ampliou 23,4%, para R$ 272 milhões, e serviços de recebimento teve acréscimo de 17,2% ante o primeiro trimestre de 2011, para R$ 146 milhões.

Já o Itaú Unibanco obteve expansão da renda com prestação de serviços e tarifas de 12% no ano, para R$ 5,003 bilhões. Os destaques, segundo Rogério Calderón, diretor Corporativo e de Controladoria do Itaú, ficam com o aumento no número de clientes, gestão de fundos e cartões.

Os serviços de conta corrente expandiram 30,3% no período, para R$ 750 milhões. O faturamento com a administração de recursos evoluiu 11%, para R$ 707 milhões, e com cartões de crédito subiu 20,1%, para R$ 2,031 bilhões. "O maior uso de cartões permitiu o crescimento anualizado de 20%", disse Calderón.

Fonte: DCI

Fique ligado: Isenção de parte de IR sobre PLR


Nas festas de comemoração deste 1º de Maio em São Paulo, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, anunciou que o governo aceitou discutir com as centrais sindicais a concessão de isenção de parte do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

"Falta a gente chegar, essa semana ainda, a um número para o acordo entre o governo e as centrais sindicais", disse o ministro. A presidente Dilma Rousseff deve se reunir com as centrais nesta quinta-feira, 3, para tentar chegar a um acordo sobre a proposta, mas Carvalho adiantou que não haverá isenção completa de imposto sobre a PLR. "Não chegaremos ao que as centrais querem, mas chegaremos a um número médio", avisou o ministro.

De acordo com Carvalho, a presidente Dilma Rousseff está convencida de que a medida pode ajudar a aquecer a economia interna. "Sabemos que este dinheiro, no bolso do trabalhador, é uma injeção na veia do mercado", afirmou.

O ministro repetiu o discurso no evento organizado pela Força Sindical, na manhã desta terça-feira na praça Campos de Bagatelle, e na comemoração promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale do Anhangabaú. Gilberto Carvalho destacou que o Brasil vive uma situação diferente do resto do mundo. "Aqui nós celebramos o pleno emprego", disse.

Ao apresentar o futuro ministro do Trabalho, deputado federal Brizola Neto, na festa da CUT, Carvalho reiterou a disposição do governo com a isenção do imposto de renda sobre a participação nos lucros. "É dessa forma, negociando, que construímos um País democrático", disse.

O encontro da presidente com as centrais sindicais vai acontecer no mesmo dia da posse de Brizola Neto no Ministério do Trabalho.

Entenda a cobrança de IR sobre a PLR e o que pode mudar


Sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à Força Sindical reivindicam a alteração das alíquotas do Imposto de Renda que incide sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) paga pelas empresas aos trabalhadores.

A PLR foi tributada em 2011 a partir de um ganho mensal de R$ 1.566,62 e os trabalhadores propõem que a cobrança incida a partir de um rendimento de R$ 8.000,01. As alíquotas vão de 7,5% a 27,5% (veja a tabela abaixo).



Um empregado, por exemplo, que tenha recebido da empresa, em outubro de 2011, R$ 3 mil de PLR será tributado a uma alíquota de 15% e terá uma  retenção de R$ 156,42.

Durante o ano, o imposto retido na fonte da PLR é calculado de forma separada dos salários e das férias. No ajuste anual, contudo, os ganhos são somados. “(Essa somatória) às vezes faz o contribuinte ter imposto a pagar em vez de restituição a receber”, explica o consultor tributário da IOB Folhamatic Antônio Bacalhau.

PLR X dividendos

De acordo com os sindicalistas, a atual alíquota incidente sobre a PLR retira o poder de compra dos trabalhadores e a sua isenção injetaria cerca de R$ 1,8 bilhão na economia. Os representantes alegam que a participação nos lucros possui a mesma característica dos dividendos de acionistas de empresas, que não são tributadas no IR.

Para Bacalhau, porém, a comparação não é válida. “O empregado não é sócio e os dividendos e a PLR não têm a mesma natureza”, diz. Segundo o consultor, o sócio aplica capital no negócio, o que gera emprego, e por isso a isenção se justifica. Ele ressalta que qualquer mudança na tributação exigiria uma alteração na lei, uma vez que as regras estão previstas na Legislação.

A campanha dos sindicatos pretende atuar em duas frentes: uma em apoio aos projetos dos deputados federais Vicentinho (PT-SP) e Ricardo Berzoini (PT-SP), que pretendem zerar a cobrança do imposto sobre a PLR, e outra para conseguir uma mudança imediata nas alíquotas por meio de decretos ou Medida Provisória (MP).

O projeto será encaminhado junto com um abaixoassinado ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e ao Secretário-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.


Fonte: Agência Estado