Bem vindo!

"...É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a Fracassos e Derrotas, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, pois vivem em uma penumbra cinzenta tão grande que não conhece vitória nem derrota...."

(..Theodore Roosevelt..)

Que Deus nos abençoe!

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”

(Abraham Lincoln)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Um ano melhor, ainda somos capazes de viver!


Sabe-se que de uns tempos para cá, a falta de tempo acaba por roubar o tempo de nossa vida, o excesso de trabalho, as muitas responsabilidades, o desejo de conquistar coisas melhores, status, promoções, mais dinheiro, títulos etc... Apesar de vivermos a era da informação da rapidez proporcionada pelo conforto tecnológico, outrora um notebook era algo magnífico, agora temos “smartphone”, “tablet” entre outras mais avançados, objetos esses que cabem na palma da mão e podem acessar qualquer tipo de informação como, conta corrente, materiais de estudo, aplicações financeiras, vídeos, notícias, informação do trânsito, de qualquer lugar, a fim de facilitar a vida das pessoas e fazer com que elas tenham mais tempo para se encherem de outras mil responsabilidades!

A realidade humana em certos momentos parece utopia. Desejamos fazer e realizar tantas coisas que esquecemos que possuímos limitações físicas, psicológicas, emocionais e precisamos uns dos outros para aprender, crescer e conquistar o sonho.

De fato 2018 não foi um ano fácil, contudo não foi ruim ao extremo, pois chegamos ao final dele e estamos de pé!

Agora deixo a seguinte mensagem de ano novo a você meu amigo(a) 2019 não será fácil, e nem difícil, isso dependerá de como iremos encará-lo. Não deixemos que a era da informação e facilidade roubem o nosso contato, um almoço, um lanche, um café, ou simplesmente uma troca de ideias entre nós pode fazer toda a diferença para vivermos um ano ainda melhor do que foi 2018 e termos mais tempo para as coisas mais bacanas e simples da vida.

FELIZ 2019 A VOCÊ E TODA A SUA FAMÍLIA!!!

FAÇAMOS A DIFERENÇA!!!

"Certa vez o mestre Jesus disse em uma de suas parábolas o seguinte: se os teus olhos forem maus, todo o seu corpo será trevas. Porém se os teus olhos forem bons todo o teu corpo será luz. Essa passagem é interessante em sua aplicação prática. Já se perguntou o que Jesus quis dizer com isso? Bem, então vamos lá. O que faz a diferença na vida do ser humano é a forma como ele vê as coisas, quer um exemplo?

Imagine se Bill Gates no momento em que recebeu um não dá IBM ao tentar vender a sua ideia desistisse de seu projeto, hoje não existiria a Microsoft. Ele simplesmente viu aquela dificuldade com bons olhos, percebem a relação com o que Jesus disse? Então se você está em alguma situação aparentemente sem condições de resolver no momento, não foque no problema em si, mas em todas as possibilidades de que tem nas mãos para resolvê-lo.

Lembre - se, se os teus olhos forem bons o seu caminho será luz!"

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e o conhecimento do Santo é prudência”(Provérbios 9:10).

"A busca pela sabedoria jamais pode ser separada da busca por Deus. Se a nossa filosofia não é controlado por uma teologia firme, enfrenta uma barreira impossível de superar."

"Não importa quantas vezes você caia. O que fará toda a diferença é quantas vezes você será capaz de ergue-se novamente." (Davi Donizeti)

"A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas." (Horácio)


Autor: Telmo Oliveira

terça-feira, 14 de agosto de 2018

NÃO HÁ TEMPO PARA DESCANSAR

Apesar de toda a dificuldade que a vida possa apresentar, sempre há os pequenos detalhes que passam na maioria dos casos despercebidos. E são justamente estes "pequenos detalhes" que muitas das vezes nos fazem desistir, chutar o pau da barraca, e não querer saber mais daquilo em que se acreditava. Isso faz toda a diferença, pois em anos de estudo, trabalho, luta e esforço, ao olhar para trás existe a sensação de que nada aconteceu. Em alguns casos isso será uma ilusão de ótica, pois só o fato de que hoje você deseja comparar onde estava e onde chegou, por si só já é uma evolução, pois em um passado, foi traçado um alvo, em que hoje é avaliado um resultado de onde foi possível chegar.

"Mantenha o foco em seu sonho. Faça o que for preciso para continuar no encalço dele. Você tem o poder de mudar as circunstâncias." Nick Vujicic

Se o problema foi família, não disponibilizou tempo suficiente para estar com filhos, esposa, marido, parentes e amigos, pergunte-se: Qual a razão de não fazer isso hoje?

Se foi estudos, crescimento profissional, responda a si mesmo por que não começar agora?

Se foi algum projeto que não teve coragem de iniciar, o que lhe impede de fazer hoje?

Se não se planejou para aposentadoria, o que lhe impede de executar no tempo presente?

Só você tem essas respostas, se não consegue sozinho, busque ajuda. Entenda, Deus ajuda quem ajuda a si mesmo.

Telmo C de O Junior

terça-feira, 8 de março de 2016

ENTENDIMENTO BÁSICO DO FLUXO CAMBIAL

Prezado amigo leitor, por acaso você já teve a curiosidade de saber o motivo de em certos momentos da economia o dólar está tão alto? Ou o que de fato impacta nos constantes altos e baixos da moeda estrangeira no Brasil?

O entendimento a esta questão é bem simples e direto. Esta simples colocação tornará fácil a compreensão da entrada e saída de moeda estrangeira no Brasil e seu impacto sobre o real.

ENTRADA DE DÓLAR DO BRASIL
Supondo que alguns investidores venham fazer suas aplicações no país, teremos o seguinte movimento:
a)    Venda de Dólar = Entrada da moeda no país;
b)    Compra do Real = Valorização do câmbio interno;
Esse movimento faz com que a moeda “Dólar” fique depreciada perante o real, pois teremos uma maior quantidade desta moeda “Dólar” em circulação no país (excesso de moeda estrangeira).

SAÍDA DE DÓLAR DO BRASIL
Supondo que alguns investidores desfaçam suas aplicações no país, teremos o seguinte:
a)    Compra de Dólar = saída da moeda do país;
b)    Venda de Real = Desvalorização do câmbio interno;
Esse movimento faz com que a moeda “Dólar” fique valorizada no país, pois haverá escassez da mesma. E isso trará uma sobre de Real, ou seja, uma oferta de Real maior que a demanda.

PONTOS

1. Na bolsa de valores (IBOVESPA) quando vemos o aumento da moeda "DÓLAR FUTURO" esse correlação acima atende?

No mercado futuro, a relação está parcialmente correta. Seriam entradas e saídas de dólares na economia brasileira, para períodos futuros. No entanto, é mais fácil especular no mercado futuro do que no spot (mercado à vista), isso ocorre porque, como só é necessário a margem de garantia do depósito de uma parte do contrato, é possível comprar ou vender muito mais dólares do que se conseguiria no mercado spot. O próprio governo, através do Banco central, quando quer influenciar a cotação de dólares, tem operado via contratos futuros na BM&F.

2. No caso da alta ou baixa da moeda há também empresas internas que se utilizam do "hedge" não sendo apenas o fluxo estrangeiro, (embora este seja maior).

Mas, ocorre menos na BM&F e mais na Cetip, via contratos de NDFs. Um exemplo, se uma empresa importadora compra o equivalente a um milhão de dólares a ser pagos em duas parcelas, ambas de 500 mil dólares. Essa empresa pode ligar para seu gerente, no banco onde tem conta, e negociar com ele a data, o valor e a conta corrente em que ele quer que se faça a conversão dos reais em sua conta para os dólares na conta do seu fornecedor. Para isso ele acerta uma taxa de câmbio e registra o contrato na Cetip (tanto ele quanto o banco são obrigados a registrar o contrato na Cetip): isso é uma operação de mercado a termo.
Assim, o importador, já sabe hoje o custo que terá com os insumos que contratou. Assim, pode saber o custo de produção dos insumos em reais, hoje, antes mesmo da data de pagamento, e, consequentemente, saber a margem de lucro que terá com a venda do produto.

3. Há outros fatores básicos a serem considerados para este tipo de entendimento?

O Banco Central, quando quer influenciar a cotação do câmbio (câmbio flutuante "sujo"), tem agido via contratos futuros, na BM&F.

Telmo C de O Junior
Márcio P Nunes

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Um ano melhor, ainda somos capazes de viver!

Sabe-se que de uns tempos para cá, a falta de tempo acaba por roubar o tempo de nossa vida, o excesso de trabalho, as muitas responsabilidades, o desejo de conquistar coisas melhores, status, promoções, mais dinheiro, títulos etc... Apesar de vivermos a era da informação da rapidez proporcionada pelo conforto tecnológico, outrora um notebook era algo magnífico, agora temos “smartphone”, “tablet”, objetos esses que cabem na palma da mão e podem acessar qualquer tipo de informação como, conta corrente, materiais de estudo, aplicações financeiras, vídeos, notícias, informação do trânsito, de qualquer lugar, a fim de facilitar a vida das pessoas e fazer com que elas tenham mais tempo para se encherem de outras mil responsabilidades!

A realidade humana em certos momentos parece utopia. Desejamos fazer e realizar tantas coisas que esquecemos que possuímos limitações físicas, psicológicas, emocionais e precisamos uns dos outros para aprender, crescer e conquistar o sonho.

De fato 2015 não foi um ano fácil, contudo não foi ruim ao extremo, pois chegamos ao final dele e estamos de pé!

Agora deixo a seguinte mensagem de ano novo a você meu amigo(a) 2016 não será fácil, e nem difícil, isso dependerá de como iremos encará-lo. Não deixemos que a era da informação e facilidade roubem o nosso contato, um almoço, um lanche, um café, ou simplesmente uma troca de ideias entre nós pode fazer toda a diferença para vivermos um ano ainda melhor do que foi 2015 e termos mais tempo para as coisas mais bacanas e simples da vida.

FELIZ 2016 A VOCÊ E TODA A SUA FAMÍLIA!!!

FAÇAMOS A DIFERENÇA!!!

"Certa vez o mestre Jesus disse em uma de suas parábolas o seguinte: se os teus olhos forem maus, todo o seu corpo será trevas. Porém se os teus olhos forem bons todo o teu corpo será luz. Essa passagem é interessante em sua aplicação prática. Já se perguntou o que Jesus quis dizer com isso? Bem, então vamos lá. O que faz a diferença na vida do ser humano é a forma como ele vê as coisas, quer um exemplo?

Imagine se Bill Gates no momento em que recebeu um não dá IBM ao tentar vender a sua ideia desistisse de seu projeto, hoje não existiria a Microsoft. Ele simplesmente viu aquela dificuldade com bons olhos, percebem a relação com o que Jesus disse? Então se você está em alguma situação aparentemente sem condições de resolver no momento, não foque no problema em si, mas em todas as possibilidades de que tem nas mãos para resolvê-lo.

Lembre - se, se os teus olhos forem bons o seu caminho será luz!"

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e o conhecimento do Santo é prudência”(Provérbios 9:10).

"A busca pela sabedoria jamais pode ser separada da busca por Deus. Se a nossa filosofia não é controlado por uma teologia firme, enfrenta uma barreira impossível de superar."

"Não importa quantas vezes você caia. O que fará toda a diferença é quantas vezes você será capaz de ergue-se novamente." (Davi Donizeti)

"A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas." (Horácio)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Investimentos de curto e longo prazos, entendendo seu funcionamento.

Não é de hoje que converso com algumas pessoas e amigos a repeito de investimentos, apesar de tanta informação disponível na internet, tem muita gente batendo cabeça quando o assunto é dinheiro. Percebe-se muito medo, desinteresse no assunto e até mesmo a total falta de conhecimento da matéria.

Usarei aqui conceitos básicos, sem interesse em termos técnicos de mercado. Apenas para de alguma forma ajudar a esclarece algo que parece tão difícil e na verdade é simples, só requer um pouco de dedicação ao assunto.

Aproveito para esclarecer o conceito usado RENDA FIXA/MULTIMERCADO_os fundos Multimercados são aqueles cujos gestores têm maior liberdade na alocação de sua carteira, podendo atuar em diversas modalidades de investimento disponíveis no mercado nacional.

Entendi que para aplicar algum recurso em qualquer modalidade de investimento (seja ela qual for, imóveis, ações em bolsa, renda fixa, títulos do governo etc..), além de ter um objetivo em mente de onde se quer chegar, é necessário entender como alguns investimentos funcionam e o seu temo de maturação.

Afim de elucidar, descreverei da seguinte forma:

MODALIDADE

RENDA FIXA/MULTIMERCADO_ Este tipo de investimento tem o objetivo de gerar retorno ao investidor no médio/longo prazo, por se tratar de um investimento no qual o gestor rapidamente pode assumir posições variadas no mercado e ao longo do tempo dar bons rendimentos. A gestão não se limita a uma única estratégia, ela tem maior flexibilidade em acompanhar tendências e segui-las, ou traçar estratégias quando o mercado vai mal, e obter proveito de situações ruins. Tem característica conservadora, exposição ao risco moderada, não está diretamente exposto ao mercado de ações. Traduz a ideia de uma renda fixa mais "arrojada". Busca a proteção do capital com rendimentos interessantes ao longo do tempo.

RENDA VARIÁVEL (DIVIDENDOS)_  Busca oferecer retornos ao investidor  sobre o capital aplicado no longo prazo. Esta modalidade tem caráter de LONGO PRAZO, pois tem como foco a aquisição de ativos de empresas sólidas e boas pagadoras de dividendos, e até mesmo de empresas pequenas, aquelas não muito expressivas na bolsa e que possuem um foco na gestão e política de remuneração de investidores. Os bons resultados desta modalidade geralmente é a partir do 3 ano. Caso o investidor saia antes deste período de tempo, corre o risco de perder parte do capital aplicado.

RENDA VARIÁVEL (ARROJADOS)_ Estes investimentos tendem a buscar e maximizar o capital aplicado, na valorização da cota de papeis de empresas sólidas e com tendência de valorização em curto prazo, geralmente entre 1 e 3 anos. A ideia desta modalidade de investimento é rentabilizar o capital aplicado com ganhos mais elevados, porém o risco é maior, por se tratar de operações com prazo menor de tempo (estratégias curtas).

O QUE FAZER?

Diversificar da melhor forma possível estes investimentos, abrindo algumas posições da seguinte forma:

OPÇÃO 1
Objetivo: Curto prazo, buscando ganhos mais elevados e com "maior" exposição ao risco.
Melhor opção: RENDA VARIÁVEL (ARROJADOS)
Período: 1 a 3 anos (podendo chegar a 4 anos)
Forma de aplicação: sugere-se mensal.

OPÇÃO 2
Objetivo: Longo prazo, com exposição moderada ao risco e buscando uma maior rentabilidade ao longo do tempo (ideia da aposentadoria).
Melhor opção: RENDA VARIÁVEL (DIVIDENDOS)
Período: Superior a 3 anos
Forma de aplicação: Interessante é adquirir mais cotas em períodos ruins de mercado, pois geralmente as empresas investidas possuem poder de melhora em longo prazo (sugere-se aplicações mensais).

OPÇÃO 3
Objetivo: Médio/longo prazo, com baixa exposição ao risco e buscando uma rentabilidade com liquidez (ideia da acumulação).
Melhor opção: RENDA FIXA/MULTIMERCADO
Período: Começa a ficar interessante após 2 anos, devido a alíquota regressiva do IR, e o capital pode ser retirado a qualquer tempo, investimentos com alta liquidez.
Forma de aplicação: A ideia é acumulação de capital, o interessante é a aplicação mensal. Porém, por apresentar baixo risco, sempre que possível é bom comprar mais cotas, o resto os juros compostos fazem.

NA PRÁTICA

Uma ótica muito boa é a de acumulação do capital de forma a uma menor exposição ao risco e sem perder rentabilidade, com isso temos a RENDA FIXA/MULTIMERCADO. E sempre que precisar o capital estará disponível sem risco de perdas no curto prazo.

Dando continuidade a acumulação de capital, com uma média rentabilidade, menor exposição ao risco e liquidez, é interessante buscar uma maior rentabilidade para o capital no médio/longo prazo, logo isso trará uma exposição maior ao risco. Temos RENDA VARIÁVEL (ARROJADOS), neste caso uma retirada em um período curto de tempo implicará em grandes chances de perda de capital.

Com uma coluna de ativos com foco na acumulação de capital no decorrer do tempo e uma rentabilidade média, com baixa exposição ao risco, e uma com foco na maior rentabilidade deste capital em um prazo menor de tempo e com uma maior exposição ao risco, torna-se interessante construir um objetivo de longo prazo, com rentabilidade superior no decorrer do tempo e uma exposição moderada ao risco. Temos RENDA VARIÁVEL (DIVIDENDOS), cujo objetivo é obter maiores ganhos no longo prazo, o que dá sentido as demais estratégias: ACUMULAÇÃO, MAIOR RENTABILIDADE NO CURTO PRAZO e por fim a POTENCIALIZAÇÃO destas sinergias que darão no futuro maior tranquilidade financeira.

ALOCAÇÃO

Em um índice de 100%, acredito que seja interessante:

RENDA FIXA/MULTIMERCADO_ 40% (PORTO SEGURO)

RENDA VARIÁVEL (ARROJADOS)_ 25% (CORRENDO RISCO)

RENDA VARIÁVEL (DIVIDENDOS)_ 35% (MANTENDO OS GANHOS)

Isso não significa dizer que não se deve investir em LCI, LCA, imóveis, consórcios, bolsa de valores etc...

Basta associarmos a natureza do negócio, por exemplo, uma LCI faz parte da renda fixa, e o multimercado também é renda fixa. Os imóveis são negócios mais parecidos com a ótica dos dividendos, pois a rentabilidade se dará no longo prazo, com a valorização da região onde o imóvel está localizado. As ações em bolsa, podem ser tanto arrojadas como aplicadas em empresas pagadoras de dividendos. E por aí vai.

Espero que com estas informações as coisas se tornem mais simples e praticas daqui para frente.

Telmo Oliveira

sexta-feira, 28 de março de 2014

Perigo! Cuidado com a utilização do cheque especial!

Recentemente uma reportagem publicada pela Infomoney chamou minha atenção. 
O fato que 40% dos brasileiros entram no cheque especial no período de um ano. Conforme pesquisa realizada, constatou-se que: "No período de um ano, uma pesquisa realizada pelo portal Meu Bolso Feliz, uma iniciativa do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), revelou que 40% dos brasileiros utilizaram o limite. A pesquisa mostrou ainda que entre os entrevistados, 43% das classes A e B afirmam que já entraram no limite do cheque especial e 34% das classes C, D e E utilizaram o cheque especial no mesmo período." - Infomoney publicado em 27/03/14

O curioso disso é que uma boa parcela de quem utiliza este limite especial é da classe A e B(conforme a pesquisa). 
"Esta categoria de crédito está entre as que possuem as maiores taxas de juros do mercado. No entanto, constatou-se com a pesquisa que um número significativo de pessoas, de todas as classes sociais, incorpora esse limite "extra" oferecido pelo banco no orçamento mensal de forma errada." - Infomoney publicado em 27/03/14

Percebe-se com isso a falta de um planejamento financeiro dentro das reais possibilidades de cada família. Ou seja, o orçamento familiar na maioria destes casos fica em último plano.
O cheque especial é uma modalidade antiga usada pelas instituições financeiras para disponibilizar uma certa quantia aos seus correntistas sem precisar de muita burocracia, basta o indivíduo sacar, transferir e pronto, está feito. Esta modalidade é um tanto perigosa para algumas pessoas. Pois acabam tornando isso parte do seu orçamento, o que não é verdade. Este valor pertence a instituição financeira, e sempre que a pessoa o toma para realizar alguma transação, o banco cobrará juros por isso, mais o IOF. 

A dica nestes casos é evitar fazer algum tipo de dívida cujo o salário (ou rendimentos mensais) sejam insuficientes para cobrir as despesas. Caso isso ocorra e a pessoa for utilizar o recurso extra  por um período maior de tempo, seria interessante viabilizar o CDC (Crédito Direto ao Consumidor), ou o consignado em folha. Estas modalidades tem uma taxa menor, pelo simples fato da instituição financeira ter uma garantia da quitação das parcelas o que fará com que ela diminua o "spred" cobrado neste tipo de transação.

Vale a pena rever o orçamento pessoal afim de evitar certos problemas que podem ser resolvidos sem a necessidade de empréstimos.

terça-feira, 25 de março de 2014

Desafio econômico-financeiro e oportunidades

Não é de hoje que a mídia veicula informações a respeito dos desafios econômicos que estão sendo enfrentados pelo Brasil em decorrência de vários fatores. Entre eles os de maiores repercussão foram as manifestações populares ocorridas em Junho de 2013 que reivindicaram a redução das passagens de transportes coletivos, a copa do mundo devido aos altíssimos gastos para manter o "padrão FIFA", o alto nível de corrupção nas esferas do governo federal, estadual e municipais. Tudo isso indicava que o ano de 2014 não seria um ano fácil para a economia brasileira, muito menos para o crescimento do PIB com solidez. E ainda houve o problema com a escassez de chuvas no período de Jan/14 o que aumentou a pressão sobre o governo para a tomada de medidas afim de equalizar os altos gastos das distribuidoras de energia com a utilização das termelétricas, onde o MWh está na casa dos R$ 822,83. E tem a dificuldade encontrada pelo governo para conter a inflação dentro da meta estipulada e não deixar que o crescimento interno fique estagnado devido ao aumento na taxa de juros, e tudo isso em um ano eleitoral. Bem, aqueles que vem acompanhando as informações divulgadas pela mídia sabem que a tarefa do governo para equilibrar toda essa situação não é fácil, e alguma coisa poderá sair fora do planejado. E 2015 será um ano que possivelmente sofrerá resquícios de todas estas dificuldades enfrentadas em 2014.

PONTOS DE ATENÇÃO
Os reajustes dos preços nos transportes coletivos que não foram repassados transformaram-se em uma "bomba tarifária" que segundo reportagem do Valor - representa uma fatura acima de 1 bilhão para as operadoras de metrôs e trens urbanos nas principais capitais. Existem cidades em que esta modalidade de transporte não sofre reajuste desde Dezembro de 2002 que é o caso de Natal.

A redução das tarifas de energia elétrica em Jan/13 por conta da Lei 12.783/13 que promoveu a renovação das concessões de transmissão e geração de energia elétrica que venciam até 2017. E agora estão pressionadas pela escassez de chuvas e o uso das termelétricas.

Aumento da taxa de juros (SELIC) para a contenção da inflação. Isso faz com que a captação de dinheiro no mercado fique mais cara, o que reduz as linhas de crédito oferecidos a pessoas físicas e jurídicas, e que acarreta no seguinte: Menos investimentos por parte das empresas no país e redução no consumo da pessoa física. 

O QUE FAZER?
Em momentos como este uma das opções é reduzir gastos com tudo aquilo que não seja necessário neste momento. Converter a economia com estes gastos desnecessários em poupança, ou seja, aquilo que se gastaria será agora poupando. Aproveitar oportunidades no mercado de renda fixa, com investimentos atrelados a SELIC. Por exemplo: os CRI, as LCA, as LCI, os CDB indexados à SELIC ou ao CDI, os fundos de renda fixa ou multimercado indexados à Selic ou CDI e os títulos públicos da série LFT.
O momento agora é para fazer caixa, pois as oportunidades aparecem quando menos se espera. E sabe-se que 2015 assim como 2014 não será nada fácil. Porém em momentos de crises e problemas econômicos é que costumam aparecer as melhores oportunidades para aplicações e aquisições com preços muito abaixo do que os que deveriam ser negociados.

Aproveite o momento para refletir no orçamento pessoal e focar em objetivos sejam eles de curto ou longo prazo, pois nenhum problema econômico-financeiro dura para sempre. As coisas tendem a se ajustar em um período de tempo e aqueles que mantiveram o foco e a disciplina colherão as melhores oportunidades.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física - 2014

Fique atento, o prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda 2014 começa em 6 de março e termina em 30 de abril. A partir do dia 6 de março, também estará disponível a modalidade do m-IRPF, por meio da qual as declarações poderão ser elaboradas em Tablets e Smartphones conectados à Internet.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:

Comprovantes de rendimentos (registros de salários recebidos, honorários, alugueis, bancos), gastos com escola (boletos de instituições de ensino e cursos de especializações), despesas com planos de saúde (considera-se também despesas com médicos de qualquer especialidade, exames médicos), aplicações financeiras, pagamentos a empregados domésticos e documentos de aquisições de bens, como carros e imóveis.

Pontos de atenção conforme a IN RFB 1.445  de 17/02/14

QUEM ESTÁ OBRIGADO A DECLARAR?

Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2014, a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2013:

I - recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 25.661,70 (vinte e cinco mil, seiscentos e sessenta e um reais e setenta centavos);

II - recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);

III - obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

IV - relativamente à atividade rural:

a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 128.308,50 (cento e vinte e oito mil, trezentos e oito reais e cinquenta centavos);

b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2013 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio anocalendário de 2013;

V - teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);

VI - passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição encontrava-se em 31 de dezembro; ou

VII - optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

QUEM ESTÁ DISPENSADO DA APRESENTAÇÃO?

Fica dispensada de apresentar a Declaração de Ajuste Anual, a pessoa física que se enquadrar:

I - apenas na hipótese prevista no inciso V do caput e que, na constância da sociedade conjugal ou da união estável, os bens comuns tenham sido declarados pelo outro cônjuge ou companheiro, desde que o valor total dos seus bens privativos não exceda R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); e

II - em pelo menos uma das hipóteses previstas nos incisos I a VII do caput, caso conste como dependente em Declaração de Ajuste Anual apresentada por outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos, caso os possua.


§ 2º A pessoa física, ainda que desobrigada, pode apresentar a Declaração de Ajuste Anual, desde que não tenha constado em outra declaração como dependente.

SE ESTIVER OBRIGADO A DECLARAR E NÃO O FIZER O QUE ACONTECE?

A entrega da Declaração de Ajuste Anual depois do prazo de que trata o caput do art. 7º, ou a sua não apresentação, se obrigatória, sujeita o contribuinte à multa de 1% (um por cento) ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido nela apurado, ainda que integralmente pago.

§ 1º A multa a que se refere este artigo é objeto de lançamento de ofício e tem:

I - como valor mínimo R$ 165,74 (cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos) e como valor máximo 20% (vinte por cento) do Imposto sobre a Renda devido;

II - por termo inicial, o 1º (primeiro) dia subsequente ao término do período fixado para a entrega da Declaração de Ajuste Anual e, por termo final, o mês da entrega ou, no caso de não apresentação, do lançamento de ofício.

§ 2º No caso de declarações com direito a restituição, a multa por atraso na entrega não paga dentro do vencimento estabelecido na notificação de lançamento emitida pelo PGD ou m-IRPF de que tratam, respectivamente, os incisos I e II do caput do art. 4º, com os respectivos acréscimos legais
decorrentes do não pagamento, será deduzida do valor do imposto a ser restituído.

§ 3º A multa mínima aplica-se inclusive no caso de Declaração de Ajuste Anual da qual não resulte imposto devido.

Fonte: http://www.receita.fazenda.gov.br/

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Um ano melhor, ainda somos capazes de viver!

Sabe-se que de uns tempos para cá, a falta de tempo acaba por roubar o tempo de nossa vida, o excesso de trabalho, as muitas responsabilidades, o desejo de conquistar coisas melhores, status, promoções, mais dinheiro, títulos etc... Apesar de vivermos a era da informação da rapidez proporcionada pelo conforto tecnológico, outrora um notebook era algo magnífico, agora temos “smartphone”, “tablet”, objetos esses que cabem na palma da mão e podem acessar qualquer tipo de informação como, conta corrente, materiais de estudo, aplicações financeiras, vídeos, notícias, informação do trânsito, de qualquer lugar, a fim de facilitar a vida das pessoas e fazer com que elas tenham mais tempo para se encherem de outras mil responsabilidades!

A realidade humana em certos momentos parece utopia. Desejamos fazer e realizar tantas coisas que esquecemos que possuímos limitações físicas, psicológicas, emocionais e precisamos uns dos outros para aprender, crescer e conquistar o sonho.

De fato 2013 não foi um ano fácil, contudo não foi ruim ao extremo, pois chegamos ao final dele e estamos de pé!
Agora deixo a seguinte mensagem de ano novo a você meu amigo (a) 2014 não será fácil, e nem difícil isso dependerá de como iremos encará-lo. Não deixemos que a era da informação e facilidade roubem o nosso contato, um almoço, um lanche, um café, ou simplesmente uma troca de ideias entre nós pode fazer toda a diferença para vivermos um ano ainda melhor do que foi 2013 e termos mais tempo para as coisas mais bacanas e simples da vida.

FELIZ 2014 A VOCÊ E TODA A SUA FAMÍLIA!!!
FAÇAMOS A DIFERENÇA!!!

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e o conhecimento do Santo é prudência”
(Provérbios 9:10).


"A busca pela sabedoria jamais pode ser separada da busca por Deus. Se a nossa filosofia não é controlado por uma teologia firme, enfrenta uma barreira impossível de superar."

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Artigo: O melhor Investimento

Ao longo do tempo venho observando as pessoas, no que tange objetivos profissionais, finanças e qualidade de vida. E é bem curioso, pois os discursos se repetem quando o assunto é investimento. O que vem a ser esta palavra muito usada e talvez mal interpretada? O dicionário define da seguinte forma: “1 Ação ou resultado de investir, de aplicar capital ou recursos; 2 Aplicação de dinheiro com a intenção de obter lucros futuros (investimento em ações). 3 Aplicação de esforço, recurso, tempo etc., a fim de atingir algum objetivo.” De fato quando falamos em investir, a primeira definição é unânime. Porem, investir é muito mais do que simplesmente aplicar algum recurso financeiro em uma boa empresa, fundo de investimento, ou ações. Investir é um intento, é abrir mão de alguma coisa para obter outra que satisfaça a vontade/desejo, é dedicar tempo, acompanhar é cuidar.

Uma criança quando nasce, é coberta de investimentos por parte dos pais, na forma de tempo, afeto, amor, recursos financeiros, materiais etc. E ao crescer, em alguns casos esta criança que foi alvo de grandiosos investimentos por parte de seus pais, sequer diz um “obrigado”, que dirá “eu te amo”. Percebe-se com isso a dimensão da palavra investir. Todavia o retorno nem sempre é o esperado. Já parou para pensar em que você tem investido o seu tempo? “FACEBOOK”, “SKYPE”, “WHATSAAP”, ou horas em sites que não vão agregar valor em sua caminha para o sucesso? Quantos livros você lê por ano? Ou qual foi o último livro que você leu? Eis o ponto onde algumas pessoas que convivo me questionam, “a coisa tá feia né?”, “preciso fazer alguma coisa para ganhar um dinheiro”, contudo estas pessoas se quer lêem alguma coisa para que possam aplicar em uma atividade complementar e assim ter um dinheiro extra, e acabam se frustrando, caindo nas mãos dos bancos com altos juros de empréstimos para começarem um negócio que infelizmente não passará de 2 anos. Não estou dizendo para não fazer empréstimo e nem tão pouco deixar de abrir um negócio, contudo alerto sobre a necessidade de um investimento no capital intelectual. Obtenha sempre o máximo de informação possível antes de começar qualquer coisa, até mesmo um concurso público sem objetivo definido acaba por desmotivar muitos candidatos que possuem um alto potencial, porém mal organizados no momento de estudar.

O melhor investimento será sempre naquilo em que você tem prazer em fazer e sabe que isso poderá levá-lo aonde quer chegar. Aplique seus recursos em seu conhecimento, informe-se, leia, aprimore, pratique, mantenha bons relacionamentos, não se isole, faça sempre o melhor, até mesmo nas coisas mais simples, pois isso se tornará um hábito e a excelência será uma rotina em sua vida.

Congratulações a você que não se incomoda com o que os outros dizem e faz o melhor investimento no seu caráter, profissionalismo, lazer e não abre mão de estar com as pessoas que ama.

Seja feliz e jamais desista de seus sonhos.

Telmo Oliveira

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mudança contábil amplia dividendos e lucro da Petrobras

A perspectiva de lucro mais robusto com a mudança nos mecanismos de contabilização de hedge pela Petrobras animou os investidores. As ações ordinárias (com direito a voto) da estatal registraram forte alta de 7,25%, cotadas a R$ 14,80, enquanto as preferenciais (sem direito a voto) subiram 3,88%, a R$ 15,80.

Especialistas em contabilidade consultados pelo Valor afirmaram que a mudança é positiva, na medida em que tende a reduzir os altos e baixos do resultado e trazer um retrato mais fiel da situação operacional nas demonstrações financeiras.

A regra, que passará a ser adotada pela companhia nos resultados do segundo trimestre, é opcional, de acordo com as normas contabilidade adotadas no Brasil, e ainda pouco utilizada.

Mas, apesar do entusiasmo do mercado, não foram poucas as críticas quanto ao momento de sua implementação - anunciada na quarta-feira à noite, terão impacto nos resultados a ser divulgados em 9 de agosto.

Como o lucro maior tende a aumentar a distribuição de dividendos, diversos analistas pontuaram que a iniciativa tem viés político e visa favorecer a formação de superávit primário pelo governo - o principal beneficiado, na posição de controlador.

"Um resultado fraco na última linha do balanço reduziria os dividendos a serem pagos ao governo, detentor da maior parte das ações ordinárias, que não são protegidas pela regra de dividendos mínimos como os papéis preferenciais", afirmou a analista Paula Kovarsky, do Itaú BBA, para quem a mudança limita a transparência e marca mais um capítulo da "contabilidade criativa" do governo federal.

Com o mecanismo anunciado, na prática, a Petrobras utilizará um mecanismo contábil de compensação de parte de suas dívidas atreladas em dólar e suas receitas com exportação. A lógica é que, no caso de dólar mais caro em relação ao real, a dívida em moeda estrangeira sobe, mas o faturamento com embarques também, e vice-versa, o que não comprometeria fluxos de caixa e a capacidade de pagamento da empresa - é o chamado "hedge econômico", oferecido pelo próprio perfil de negócios e que não envolve derivativos.

"A vantagem é que estratégia de proteção financeira que a companhia já implementa seja refletida da melhor forma nas demonstrações financeiras", afirma Rogério Lopes Mota, sócio de auditoria da Deloitte.

Sem a contabilização de hedge, os passivos em dólar são ajustados sempre de acordo com a cotação de fechamento do último dia útil do trimestre e a variação é contabilizada como perda ou ganho financeiro no balanço. Apesar de não implicar um desembolso imediato de caixa - o que só ocorreria de fato no vencimento -, há redução na última linha do balanço.

Com a contabilização de hedge, parte dessas perdas não transita imediatamente na demonstração e resultados e vão para balanço patrimonial. As perdas ou ganhos com a variação do passivo vão sendo diferidas do patrimônio líquido e essa diferença passar a integrar a demonstração de resultados apenas quando as exportações que servem de contrapartida na operação são de fato contabilizadas. Como o impacto da variação cambial da dívida e das exportações tem sinal contrário, o efeito sobre o lucro é nulo.

De acordo com a Petrobras, a variação cambial de 70% de sua dívida líquida em dólar para os próximos sete anos serviria para "proteger" 20% de suas exportações previstas para o mesmo período. "A empresa faz um histórico das receitas com exportações nos últimos anos e, com uma série de estudos, calcula um percentual desse faturamento que seria confortável de se esperar no futuro e que serviria como proteção", explica César Ramos, autor do livro "Derivativos, riscos e contabilidade de hedge" e consultor de empresas que pretendem utilizar a prática.

Ele ressalta que a utilização do mecanismo não implica que a Petrobras não sofrerá mais com a instabilidade do câmbio, já que envolve apenas uma parte das dívidas e das exportações, o que não exclui efeitos de variação da moeda americana sobre importações, custos e sobre a parte do passivo e dos embarques que não estariam protegidos.

A mudança contábil terá forte impacto já sobre o lucro do segundo trimestre, quando o dólar Ptax teve valorização de 10% em relação ao real. Sob o modelo anterior, analistas estimavam perdas financeiras de R$ 10 bilhões com a remarcação de dívidas, número que deve cair agora para a casa dos R$ 3 bilhões. Com o novo mecanismo, o Itaú BBA, que antes previa que a companhia encerraria o período no zero a zero, sem lucro, nem prejuízo, passou a projetar ganhos de R$ 4,7 bilhões. Já o Barclays aumentou sua expectativa de lucro por ação entre abril e junho em 15%, de US$ 0,49 para US$ 0,56.

Procurada, a Petrobras preferiu não se pronunciar.

Fonte: Valor Econômico

Grandes bancos privados têm recursos em excesso

Os clientes dos grandes bancos privados continuam com sobras de recursos e buscam aplicações financeiras. Os bancos, por sua vez, mantêm cautela na concessão de crédito, preocupados em preservar a qualidade de seus ativos diante de uma economia com baixo crescimento. O resultado dessas duas tendências é o acúmulo de recursos nas instituições financeiras, principalmente nas grandes, o que o mercado chama de excesso de liquidez.

Movimento semelhante já havia sido observado em 2012. Ainda não há dados públicos sobre o que ocorre agora em cada banco, mas, segundo executivos de grandes instituições, os balanços do segundo trimestre devem apontar que a sobra de caixa continuou a se ampliar nos últimos meses. O funcionário de um banco privado de grande porte relata que a liquidez da instituição está em um nível recorde. O fenômeno é mais característico dos bancos privados, porque os públicos, por decisão do governo, mantêm uma política de crédito mais agressiva.

Para reduzir o impacto dessa ampliação da liquidez sobre seus balanços, as instituições orientam suas equipes a direcionar o máximo possível dos recursos dos clientes para fundos de investimento. No primeiro semestre, a captação líquida dos fundos foi de R$ 100 bilhões, um volume recorde para o período, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No mesmo período, o estoque de captações por meio de depósitos a prazo e letras somou R$ 1,021 trilhão, com alta de 2,33% na comparação com o saldo de dezembro. Na poupança, segunda principal fonte de funding dos bancos, as instituições também não têm conseguido barrar os ingressos. Até junho, a captação líquida da poupança estava em R$ 28,3 bilhões neste ano, superando os R$ 15,5 bilhões do mesmo período de 2012.

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Emprego formal nos pequenos negócios cresce 120%

Os pequenos negócios foram os principais empregadores no país em abril. Mais de 140 mil pessoas ingressaram no mercado formal de trabalho gerado pelas empresas de micro e pequeno porte, resultando em aumento expressivo de 120% na oferta de vagas, frente ao mês de março. O saldo positivo equivale à geração de mais de 4,6 mil vagas por dia. Com esses resultados, os pequenos negócios responderam por 71% dos empregos criados em abril.

No período, as empresas de Serviços foram as que mais contrataram, totalizando 59,5 mil novos postos de trabalho. Os segmentos de comercialização e administração de imóveis, que responderam por 18,4 mil vagas, e os empreendimentos de transportes e comunicações, que geraram 17,3 mil empregos, somaram as maiores contratações em abril.

“O crescimento do emprego no setor de Serviços é diretamente impulsionado pela alta do consumo, principalmente da classe C, que demanda cada vez mais serviços diferenciados e de qualidade”, analisa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “Também verificamos contratações expressivas na construção civil e na indústria de transformação, reflexo dos investimentos promovidos pelo governo e das medidas de estímulo à produção industrial, como a desoneração da folha de pagamento e a redução da tarifa de energia”, acrescenta.

Os pequenos negócios da Construção Civil registraram o segundo maior saldo na geração de empregos, com quase 32 mil postos ocupados. As micro e pequenas indústrias de transformação contrataram mais de 20 mil trabalhadores formais, com destaque para a indústria têxtil, com 3.642 vagas preenchidas. A análise do Caged também mostrou, em abril, contratação na indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, com a geração de 2,9 mil novos postos de trabalho, e na indústria mecânica, que contratou 2,4 empregados.

O saldo total de empregos gerados em abril - incluindo os postos ocupados nas micro e pequenas, médias e grandes empresas e na administração pública - somou 196.913 vagas. Enquanto nos empreendimentos de micro e pequeno porte o aumento na ocupação de vagas foi de 120%, as empresas médias e grandes registraram um aumento de 25,4%. Entre os pequenos negócios, São Paulo foi o estado que mais contratou, com o ingresso de 43.298 pessoas no mercado formal.

Dono da Multitec Construções, pequena empresa especializada em reformas e manutenção industriais, o engenheiro Ronaldo Guandalin aumentou em 12% o quadro de funcionários no mês de abril. O negócio, que atua em 12 obras no estado de São Paulo, está hoje com 40 empregados. “Tivemos um acréscimo na demanda por serviços e precisamos reforçar o número de funcionários”, conta o empresário.

Fonte: SEBRAE

IOF para aplicações estrangeiras em renda fixa cai de 6% para zero, o que tende a atrair a moeda e baixar cotação

O governo Dilma decidiu zerar a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para investidores estrangeiros que aplicam em títulos de renda fixa, que estava em 6%.

Na prática, a medida atrai mais investimentos em dólar, o que diminui o preço da moeda estrangeira e reduz a pressão sobre a inflação.

O IPCA, índice oficial, acumulou em abril alta de 6,49% em 12 meses, o que levou o BC a subir, na semana passada, a taxa básica de juros de 7,5% para 8% ao ano.

O corte de IOF foi anunciado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), que justificou a decisão alegando não haver mais uma "enxurrada" de entrada de investimentos para esse tipo de aplicação financeira como havia em outubro de 2010, quando o imposto foi elevado duas vezes.

O ministro buscou ainda não vincular a medida a uma preocupação com o impacto sobre a inflação: "Não há nenhum intenção de fazer uma política anti-inflacionária via câmbio. Os instrumentos de política anti-inflacionária são aqueles que o Banco Central utilizou recentemente".

Apesar da negativa do ministro, a Folha apurou que o governo está, sim, preocupado com uma pressão inflacionária da valorização do dólar sobre a inflação, o que já se refletiu na decisão de subir juros para frear o consumo.

Analistas e técnicos do governo trabalhavam com a possibilidade de o valor do dólar em relação ao real subir para a casa de R$ 2,20 nos próximos dias, o que, no médio prazo, teria impacto relevante sobre a inflação.

No final da tarde de ontem, o dólar à vista (referência do mercado financeiro) subiu 0,48% e encerrou a R$ 2,146. No câmbio comercial, usado no comércio exterior, a moeda americana fechou estável (+0,09%) a R$ 2,129.

Mantega observou que a perspectiva de que o Fed, o banco central dos Estados Unidos, retire medidas de estímulo econômico e volte a subir juros no futuro tende a reduzir a quantidade de dólares em circulação no mercado internacional, o que já tem feito a cotação da moeda subir em vários países.

Segundo o ministro, o "câmbio tem caminhado para um equilíbrio mais natural" e, por isso, houve uma redução das intervenções do governo no mercado.

"Não existe um patamar para o câmbio. O câmbio no Brasil é flutuante. O que o governo procura fazer é coibir excessos, pois a volatilidade não é boa para o mercado, importadores, exportadores e investidores", disse.

O ministro disse que não haverá mudanças no IOF cobrado sobre os derivativos cambiais, operações do mercado futuro utilizadas para especulação e para proteção contra variações no câmbio.

DEPRECIAÇÃO

Brasil terá que aceitar câmbio, diz BC

O Brasil terá de conviver com uma taxa de câmbio mais fraca, disse ontem o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes.

Segundo ele, que está em Londres, a depreciação do real está em linha com outras moedas e, por isso, "não há nada que podemos fazer".

ANÁLISE

Especulador estrangeiro volta a ser bem-vindo
Governo Dilma esquece "guerra cambial" e abre as portas para dinheiro em busca de oportunidade de curto prazo

TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
Indesejado até bem pouco tempo atrás, o investidor estrangeiro em busca de oportunidades de curto prazo é novamente bem-vindo.

Foi esse o recado que o governo Dilma Rousseff deu ontem aos mercados internacionais ao revogar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6% para estrangeiros que investem nos juros brasileiros, ainda entre os maiores do mundo.

A mudança de rumo tem o potencial de reverter (ou pelo menos impedir) uma alta ainda maior do dólar no Brasil, diluindo o impacto na inflação (22% dos insumos da indústria são importados) e ajudando a financiar a deterioração nas contas externas.

Isso acontece quando a indústria começava a sair do buraco com a perspectiva de recuperação nas exportações devido ao câmbio favorável.

Por outro lado, uma alta indesejada do dólar teria consequências pesadas para as grandes empresas, que quase duplicaram seu endividamento em moeda estrangeira desde a crise de 2008.

Em dezembro daquele ano, a dívida externa do setor privado era de US$ 131 bilhões; em março deste ano, somava US$ 235 bilhões.

Duas mudanças importantes ocorreram nas últimas semanas para fazer o governo mudar o discurso até então conhecido como "guerra cambial", que condenava as moedas emergentes à eterna valorização ante o dólar.

MAU HUMOR

A primeira foi a lenta, porém constante recuperação da economia americana, a ponto de o presidente do BC dos EUA dizer que os estímulos financeiros poderão ser retirados gradualmente (leia-se: enxugar dinheiro abundante em circulação).

O resultado foi o aumento geral dos juros dos títulos do governo dos EUA, que, no caso dos papéis de dez anos, subiram da casa de 1,6% para 2,1% em quatro semanas.

Esse aumento, que equivale a alta de juros do governo brasileiro de 7,5% para 8% na semana passada, absorve dinheiro de todo o mundo, valorizando o dólar ante as moedas globais, inclusive o real.

Em 30 dias, segundo a Bloomberg, o dólar subiu 5,75% no Brasil. Só perdeu para a alta da moeda americana na África do Sul e no Chile, respectivamente, de 9,27% e 6,56%.

A segunda é o desempenho fraco da economia brasileira, que segura os investimentos e perde força com a corrosão da renda pela inflação.

A fraqueza econômica acentua o mau humor crescente do investidor estrangeiro com a política do governo Dilma no setor privado, considerada intervencionista.

O ponto de virada foi a mexida nas regras de renovação das usinas hidrelétricas, em setembro do ano passado, que impactou perdas nas margens do setor elétrico.

"O estrangeiro está cansado do Brasil em razão dessa incoerência. Qual é o jogo? Quer crescer, controlar a inflação ou o câmbio. Não dá para fazer os três ao mesmo tempo", disse Sidnei Nehme, diretor da corretora NGO, que na véspera adiantara que o governo não teria alternativa a não ser retirar o IOF dos investidores estrangeiros.

Fonte: FENACON

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Planejamento de carreira: um repensar estratégico


A sociedade vem passando por mudanças significativas em diferentes aspectos da modernidade, o que evidencia a necessidade de um novo repensar acerca dos objetivos e das estratégias dos profissionais que buscam ascensão e sucesso em sua carreira.

Entender a situação política e econômica de seu país, como também a evolução de conceitos e procedimentos causados pela globalização, pela tecnologia avançada e pela agressividade do ambiente competitivo influencia na tomada de decisões no que tange a construção estratégica de uma carreira profissional.

Diante dessas constantes mudanças, é exigido cada vez mais do profissional, e muitos se percebem na necessidade de não serem guiados pelas oportunidades oferecidas por esse mercado sem um conhecimento significativo de suas competências, e aplicação destas no exercício profissional.
Ao longo da história, o conceito de carreira foi compreendido como uma ação de total responsabilidade das organizações para com seus profissionais, o que em muitos momentos, devido contexto histórico, limitava o desenvolvimento dos funcionários.

Devido à mudança no modelo de carreira, o profissional se percebe na oportunidade de focar interesses próprios, considerando sua história de vida e a formação de suas competências pessoais e profissionais.
Para o sucesso no exercício profissional, faz-se necessário desenvolver visão de futuro, considerando o contexto atual e as possibilidades de mudança como oportunidade e não ameaça. Dessa forma, é importante que o profissional compreenda a importância de trabalhar suas competências, visando ações de melhoria nas áreas individual e técnica. Com base no exposto, até que ponto um planejamento de carreira contribui para a construção de uma história profissional de sucesso?

Definir missão, valores e ações de responsabilidade social possibilita uma alta performance no exercício profissional e social. A carreira é um processo de troca, se sustentando a partir das demandas sociais. É preciso conhecer a necessidade do contexto e desenvolver estratégias de solução ou contribuição nos diferentes tipos de situações existentes.

Quando o indivíduo percebe e compreende suas características enquanto pessoa, a construção de uma carreira se estabelece mais positivamente. Alguns aspectos devem ser considerados na construção de uma carreira profissional. Dessa forma, o problema deste estudo está delimitado em sustentar a importância da elaboração de um planejamento de carreira como estratégia para melhor aplicação das competências do indivíduo nos diferentes âmbitos da vida, focando um resultado de eficácia profissional.

Os tempos modernos apresentam novas responsabilidades para a construção de uma carreira, o que indica que muitos profissionais se percebem na necessidade de ficarem atentos às possibilidades do mercado e estudos, não se limitando aos interesses da empresa, mas sim aos seus, agregados com a organização.
A carreira exige do profissional a capacidade de aprender com sua história pessoal, aplicando conhecimentos, gerando novas oportunidades de caminhos, considerando as mudanças, desenvolvendo assim, suas competências para o alcance de avanços significativos na área.

O planejamento de carreira deve ser compreendido como uma estratégia que demanda disciplina, organização e foco. Para isso, o profissional precisa estabelecer etapas, investindo no conhecimento geral e principalmente atentar-se para as oportunidades relacionadas à sua área.

Ainda, para cumprir de modo efetivo com esse planejamento, compreende-se como primeiro passo, uma análise do indivíduo sobre suas fraquezas e forças, considerando sua história de vida, realizações e sonhos, objetivando identificar a necessidade de investimento em alguns pontos como ação estratégica para lidar com as ameaças e as oportunidades no mercado de trabalho.

Como segundo passo, o indivíduo precisa definir seus objetivos e suas metas, estruturando e oportunizando os caminhos necessários para o alcance dos fins deliberados. A partir da análise interna de competências e definição de objetivos, as metas devem ser estrategicamente pensadas para que o resultado final seja alcançado com êxito, gerando realização profissional.

Este processo é contínuo e por isso não deve ser compreendido com uma etapa final, pois ele se estende até o momento determinado pelo próprio indivíduo. Dessa forma, a carreira pode ser construída e reconstruída a partir dos interesses de cada pessoa e definição de novos objetivos e metas.

Fonte: Elidiane Melo / rh.com.br 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Empresas adotam gestão apoiada em mérito


O conceito de gestão impulsionada por mérito, conhecida como meritocracia, muito usada na Europa e Estados Unidos, começa agora a ganhar mais espaço no mercado brasileiro. Hoje, empresas como a Ambev, Natura, Novar tis, Microsoft, Magazine Luiza, Todeschini , HP, Johnson & Johnson, Unimed São José do Rio Preto e Itaú já adotaram essa ferramenta de gestão caracterizada, principalmente, pela bonificação por rendimento e desempenho.

A modalidade de gestão, considerada nova por especialistas do setor, acompanha um novo momento das relações entre empregado e empregador.

"Hoje, impulsionada pelas exigências dos novos profissionais e pelo aumento da competitividade entre empresas, o conceito de meritocracia tem sido aplicado em sua essência. Dessa forma, as políticas são claras, assim como as regras de desempenho e de promoções. Ganham bônus, promoções e aumentos os funcionários que se dedicam mais, que têm melhor desempenho. Os que de fato merecem", afirmou Cezar Tegon, presidente da Elancers, empresa de recrutamento on-line.

De acordo com uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PWC), que analisa este mercado, 60% das empresas que usam esse modelo de gestão no Brasil possuem capital estrangeiro. "Nos Estados Unidos e Europa esse sistema é muito usado. Nos países em desenvolvimento, onde ainda se encontra mão de obra barata e abundante, esse conceito é menos difundido. A meritocracia tem relação direta com a maturidade da mão de obra, sua qualificação e a dificuldade em encontrá-la", completa Tegon.

A pesquisa da PWC aponta ainda que entre os principais motivos que levam as empresas a adotarem essa prática destaca-se o reconhecimento do funcionário pela recompensa, desenvolvimento de uma nova cultura empresarial e melhor classificação da mão de obra.

"Posso afirmar que a grande maioria das ´melhores empresas para se trabalhar´ adotam ou se esforçam para praticar a meritocracia, tendo políticas de desempenho e objetivos muito claros, além de premiar quem se destaca", completa ainda o presidente da Elancers.
Empresas familiares
Empresas com caráter familiar, no Brasil, ainda apresentam as principais dificuldades para adotar esse modelo de negócio. Segundo Sérgio Santos, professor de Recursos Humanos da faculdade de administração da USP, a dificuldade em aceitar novos conceitos é uma questão cultural.

"Muitas empresas não se mostram contrárias à meritocracia até perceber que o investimento para esse modelo é até 15% mais alto do que o padrão", disse ele.

Segundo o acadêmico, outro assunto que incomoda as empresas familiares são os funcionários tradicionais. "Algumas empresas contam com funcionários acomodados, que trabalham na mesma função há mais de dez anos e carregam uma série de vícios do grupo, esse tipo de funcionário é o que mais causa problema numa transformação deste modelo dentro de um grupo", diz.

Para Tegon, no entanto, essa cultura pode ser mudada com algum empenho da empresa. "Antes de se comparar com o mercado, os funcionários se comparam com o seus colegas, aqueles ao seu lado, da mesma função ou de funções semelhantes. Se ele sabe que ao trabalhar mais e buscar melhor desempenho será olhado de maneira diferente e será bonificado por ter esse mérito, ele ficará motivado e desempenhará de maneira exemplar sua função".

Para Camila Freitas, coordenadora de RH da Gi Group Brasil, qualquer empresa pode optar por esse formato de gestão desde que queira esse como um valor da empresa. "Claro que uma empresa que nunca trabalhou dessa forma, necessitará desenvolver alguns aspectos da área de Recursos Humanos. Eu acredito que tendo esse modelo bem implementado, torna mais claro ao colaborador o que é esperado dele e como ele pode atingir suas metas" detalha a executiva.

Para Denise Souza, diretora de relacionamento da Holomática, empresa especializada em recursos humanos, uma gestão apoiada em mérito precisa ser inserida dentro de uma empresa com planejamento, para que não gere competição entre os funcionários. "Tudo vai depender de como é conduzida esse formado de gestão, as empresas têm que realmente oferecer oportunidades de aprendizado e isto ocorre por meio de treinamentos, conhecimento claro de suas metas individuais e da equipe. Este é um aspecto que precisa ser fortemente gerenciado sob um modelo de Meritocracia", detalha.

Importância do gestor

O papel do gestor, inclusive, é destacado na pesquisa da PWC como principal impasse dentro deste modelo, já que é fundamental em diversas etapas do processo, desde a contratação de metas de desempenho até a avaliação do feedback. "Este é o ponto fraco desta cadeia e paira, na visão das empresas, entre as principais dificuldades", dizia o estudo.
A explicação para a dificuldade, segundo a PWC, está ligada ao tempo dedicado pelos gestores ao processo de meritocracia. "Segundo a maioria das empresas analisadas, cada integrante da média gerência responde por mais de 20 empregados por ano, em contrapartida, o tempo dedicado por eles ao processo fica abaixo de 40 horas por ano, o que é claramente insuficiente", descrevia a análise.

Homemade tem alta de 10% após novo sistema

Exemplo de empresa familiar brasileira, a Homemade, fabricante de geleias com 45 anos de tradição. também adotou o modelo de meritocracia dentro da empresa. Com o modelo o grupo registrou alta de 10% nas vendas nos últimos anos, desde que adotou a gestão de desempenho dentro de todas as áreas o grupo.

O grupo, que adotou a nova ferramenta de recursos humanos em 2011, implementou o modelo em todos os departamentos, principalmente na área de produção.

Segundo a empresa, o objetivo do grupo é estimular a motivação entre os funcionários, de forma a promover aumento natural da produtividade e agregar qualidade aos produtos.
"Os funcionários recebem treinamento sobre processo de produção, boas práticas de higiene, entre outros, como objetivo de despertar motivação em cada um", detalhou Edoardo Magli, sócio gerente da Homemade.

A iniciativa, apontou ainda a o executivo, dá aos funcionários promoção e/ou a bonificação, que é distribuída de acordo com a responsabilidade, produtividade, dedicação ao trabalho, companheirismo (iniciativa de ajudar o colega nas tarefas quando precisa) além das iniciativas para melhorar a tarefa e a produção de cada funcionário. 

Fonte: DCI – SP

Educação pode ser abatida no IR


Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não julga a discussão sobre o limite de abatimento de gastos com educação no Imposto de Renda (IR), contribuintes têm obtido liminares na Justiça Federal favoráveis à dedução integral das despesas.

No Rio de Janeiro, uma advogada conseguiu, na 11ª Vara Federal da capital, o direito de reduzir o valor a ser pago de IR com o abatimento de todos os gastos com cursos de pós-graduação. Em São Paulo, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) obteve liminar para seus associados no Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região (SP e MS). A decisão, por ter abrangência nacional, beneficia 25 mil sindicalizados, segundo o presidente da entidade, Pedro Delarue. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) já recorreu das decisões.

Antiga, a questão ganhou novamente força com a apresentação pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o teto estabelecido pela União. A entidade argumenta no processo, ajuizado em março, que o limite viola garantias constitucionais, como a dignidade da pessoa humana e o direito de todos à educação. O impacto da causa, segundo a Receita Federal, seria de R$ 1,2 bilhão ao ano.

A entidade decidiu ir ao Supremo depois de os contribuintes obterem um importante precedente no TRF da 3ª Região. Em março de 2012, o Órgão Especial da Corte declarou o limite inconstitucional por violar o direito de acesso à educação previsto na Constituição Federal, além da capacidade contributiva. "Se a Constituição diz que é dever do Estado promover e incentivar a educação, é incompatível vedar ou restringir a dedução de despesas", diz na decisão o relator do caso, desembargador Mairan Maia.

Em 2006, o TRF da 5ª Região também reconheceu o direito aos contribuintes do Ceará por meio de uma ação civil pública do Ministério Público do Estado. A decisão, porém, está suspensa por uma liminar.

Com os precedentes, contribuintes têm obtido entendimentos favoráveis na Justiça. Em decisão liminar de 13 páginas, proferida no dia 29 de abril, a juíza Fabíola Utzig Haselof, substituta na 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, julgou que a advogada Ana Paula Sauders tem o direito de abater integralmente do IR os custos com instrução. Para a magistrada, os limites fixados afrontam "violentamente" os objetivos traçados na Constituição, que no artigo 205 reconhece a educação como "direito de todos e dever do Estado e da família".

A advogada preferiu entrar com a ação agora por temer que o Supremo, caso declare inconstitucional o limite, venha a modular os efeitos da decisão. "Tenho receio da modulação. Minha preocupação é com o mestrado que começarei e me custará R$ 54 mil", diz a tributarista que desembolsou nos últimos anos R$ 17 mil com cursos de pós-graduação em direito tributário e cinema.

Em despacho, a Receita Federal informou que é impossível admitir a declaração manual da contribuinte e, por isso, adotará um procedimento especial para cumprir a decisão: informará o número do CPF dela à Coordenação-Geral de Arrecadação e Cobrança para que a partir da declaração seja reconhecida a dedução total das despesas informadas com instrução.

Os próprios auditores fiscais foram ao Judiciário contra o limite. Ao conceder a liminar, no dia 1º de abril, a desembargadora Consuelo Yoshida, do TRF da 3ª Região, entendeu, com base na jurisprudência da Corte, que a incidência do IR sobre despesas com educação "vulnera o conceito constitucional de renda".

Apesar de ter entrado com a ação para derrubar o limite de dedução, o Sindifisco defende o aumento do teto. Na terça-feira, vai propor um projeto de lei de iniciativa popular para elevar o limite dos atuais R$ 3.375 para R$ 12 mil. "Acabar com o limite cria distorções. O Estado seria obrigado a financiar a educação de uma criança que estuda em uma escola caríssima", diz Pedro Delarue, do Sindifisco. "Com o teto de R$ 12 mil, o contribuinte teria uma redução de R$ 4 mil no imposto, o mesmo valor desembolsado pelo Estado para manter um aluno na escola pública", completa. (BP)

Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Receita institui regras para a prestação de informações relativas a operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros


Por meio da norma em fundamento, a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) estabeleceu as normas para emissão e envio de arquivo em meio magnético contendo dados relativos a operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros e em mercados de balcão organizado, para fins de apuração do Imposto de Renda, e instituiu o Informe de Operações em Mercados Organizados de Valores Mobiliários.
Tais regras são aplicáveis às sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e às sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários autorizadas a operar em bolsa, as quais deverão fornecer a seus clientes, pessoas físicas e jurídicas, informações sobre as respectivas operações realizadas, observando-se que se aplicam também:

a) às demais instituições intermediadoras que receberem diretamente a ordem do cliente para transferência de ações em custódia, ainda que por meio de operações não financeiras (doação, ordem judicial, conversão de ações para Depositary Receipts - DR, ou cancelamento);
b) na hipótese de alienação de ações no mercado à vista em valor igual ou inferior a R$ 20.000,00.
Para esse efeito, foi instituído o Informe de Operações em Mercados Organizados de Valores Mobiliários, compreendendo as bolsas de valores, de mercadorias e de futuros e os mercados de balcão organizado, o qual deverá conter as informações constantes no leiaute especificado no Anexo Único a referida norma.
Ressalta-se que o Informe de Operações em Mercados Organizados de Valores Mobiliários será enviado, em meio digital, ao investidor, mensalmente. De outro lado, as instituições obrigadas à entrega do informe deverão conservar os sistemas utilizados para processamento das movimentações mensais, bem como das bases de dados processadas, de forma a possibilitar a recomposição e comprovação das informações constantes no informe, enquanto perdurar o direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram.
A não apresentação do informe no prazo estabelecido, ou a sua apresentação com incorreções ou omissões, sujeitará a pessoa jurídica obrigada às seguintes multas previstas no art. 57 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001, com a redação dada pela Lei nº 12.766/2012:

a) por apresentação extemporânea:
a.1) R$ 500,00 por mês-calendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro presumido;
a.2) R$ 1.500,00 por mês-calendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro real ou tenham optado pelo autoarbitramento;
b) por não atendimento à intimação da RFB, para apresentar declaração, demonstrativo ou escrituração digital ou para prestar esclarecimentos, nos prazos estipulados pela autoridade fiscal, que nunca serão inferiores a 45 dias: R$ 1.000,00 por mês-calendário;
c) por apresentar declaração, demonstrativo ou escrituração digital com informações inexatas, incompletas ou omitidas: 0,2%, não inferior a R$ 100,00, sobre o faturamento do mês anterior ao da entrega da declaração, do demonstrativo ou da escrituração equivocada, assim entendido como a receita decorrente das vendas de mercadorias e serviços.
A prestação de informações falsas configura hipótese de crime contra a ordem tributária, prevista no art. 2º da Lei nº 8.137/1990, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.
As regras ora instituídas começam a vigorar a partir de 25.07.2013, sendo que o 1º informe deverá ser disponibilizado no ano-calendário de 2013, até o dia 20 do mês seguinte ao do encerramento do período de apuração.
(Instrução Normativa nº 1.349/2013 - DOU 1 de 26.04.2013)

Fonte: Editorial IOB

terça-feira, 26 de março de 2013

Inadimplência cai, mas taxas de juros cobradas pelos bancos sobem


A taxa de inadimplência das famílias caiu pelo quinto mês seguido. Passou de 5,5% para 5,4% em fevereiro. Esse são os dados do novo tipo de cálculo feito pelo Banco Central desde o mês passado. A diferença é a inclusão de todo o tipo de crédito na conta. Antes, o BC calculava o nível de calote da pessoa física apenas sobre os recursos que os bancos tinham liberdade para emprestar como desejavam. O crédito direcionado estava fora dessa proporção. Mesmo com a queda da inadimplência, a taxa de juros cobradas pelos bancos subiu.
Segundo a autoridade monetária, a média dos juros cobrados das famílias subiu pelo segundo mês seguido. Aumentou de 24,7% ao ano para 24,9% ao ano no mês passado. Para o BC, a alta foi sentida principalmente no crédito pessoal e no cheque especial.
No entanto, o percentual de operações com atrasos superiores a noventa dias das empresas ficou estável em 2,3%. A taxa média geral de juros cobrados pelos bancos para as pessoas jurídicas também ficou estável em 14% ao ano, em fevereiro.
O saldo total de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 2,4 trilhões em fevereiro: um aumento de 0,7% no mês e de 16,8% em doze meses. De acordo com a autarquia, o resultado mensal refletiu a maior demanda de recursos pelas empresas. O crescimento dessas operações registraram foi de 0,9%. Já os empréstimos destinados às famílias tiveram um incremento de 0,5%. A relação entre o crédito e o Produto Interno Bruto (PIB) manteve-se estável em fevereiro relativamente ao mês anterior em 53,4%.
Entretanto, as concessões de crédito, que correspondem aos desembolsos realizados no mês, caíram 5,1%. Para o BC, a queda justifica-se por causa do número de dias úteis. Foram assinados novos contratos de crédito que somam R$ 254 bilhões em fevereiro. As concessões a pessoas físicas recuaram 7,9% principalmente nos cartão de crédito à vista e aquisição de veículos. Entre as empresas, a queda foi de 2,1% decorreu vista, principalmente nos desembolsos relativos a financiamentos para investimento com recursos do BNDES.

Fonte: O Globo

A redução da participação da indústria na economia.

A redução da participação da indústria na economia é irreversível. Entender as mazelas no setor de serviços é fundamental para o país

A importância da indústria na economia nunca mais será como antes. Adotar políticas para tentar recuperá-la é lutar contra as forças da "natureza" e contra o inevitável. A maior preocupação deve ser com a produtividade do setor de serviços.

A participação da indústria no PIB no Brasil cresceu de 36% na década de 60 para 45% nos anos 80, quando atingiu o seu ápice. De lá para cá, a sua importância declinou e fechou 2011 com 28%. No mesmo período, o peso da agricultura caiu de 16% para 5% e a estrela em ascensão é o setor de serviços (de 45% para 67%).

Esse processo de transformação estrutural e secular está em sintonia com o verificado na América Latina e no mundo. Ele tende a ocorrer mais tardiamente em países em desenvolvimento, mas com uma velocidade mais rápida.

No caso brasileiro, o ritmo da queda da indústria foi significativo. Do auge dos 80 até o final da década passada, somente 20 países tiveram uma redução no share (participação) da indústria superior a dez pontos percentuais (comparando a média das décadas), sendo o Brasil (-17%) o oitavo da lista. A Bulgária (-30%) lidera. Reino Unido (-14%), África do Sul (-12%) e Austrália (-11%) também estão presentes. O fato é que o Brasil hoje tem um share próximo aos 26% de alguns países ricos.

É pouco provável que ocorra um retrocesso, porque, à medida que a população fica mais rica, ela passa a demandar relativamente mais serviços, em vez de realizá-los por conta própria. E como na indústria o crescimento da produtividade é superior ao dos serviços, é necessária uma fração cada vez menor de trabalhadores empregados no primeiro setor. Os que ficam ociosos são direcionados para o segundo.

De fato, desde a década de 70, somente 21 países registraram um aumento superior a três pontos percentuais da participação da indústria no PIB em uma década -após uma queda na anterior.

Dessa lista, fazem parte nações bem diferentes do Brasil: oito países que, como a Arábia Saudita, têm participação significativa do petróleo na economia e são, por isso, vulneráveis aos preços no mercado internacional; seis países pobres da África, como Serra Leoa, envolvido em conflito interno; e sete países com população igual ou inferior a 1,5 milhões de habitantes, como Suriname. As exceções são México e Peru, cujas indústrias historicamente têm participação de cerca de 30% e registraram aumentos em torno de quatro pontos percentuais na primeira década deste século.

Não seria surpresa, portanto, se o share da indústria brasileira continuasse em torno do atual patamar ou caísse nas próximas décadas na direção do patamar de países desenvolvidos como Grã-Bretanha (24%), Estados Unidos (22%) e França (21%).

Esse processo vem com um custo e um perigo. O custo é decorrente do fato de a produtividade agregada de um país ser o resultado da média ponderada dos três setores da economia. Como a produtividade da indústria é maior do que a de serviços, além de crescer mais rapidamente, a mudança da força de trabalho para o setor de serviços tende a reduzir a produtividade total da economia e, por conseguinte, o seu potencial de crescimento.

Já o perigo consiste em tentativas de frear o processo de transformação setorial, para evitar o potencial custo, e defender a indústria por meio de políticas públicas: proteção tarifária, isenções fiscais, desonerações trabalhistas e juros subsidiados, dentre outras. O tiro tende a sair pela culatra, pois a produtividade agregada termina sendo menor do que poderia ser, dada a dificuldade em saber exatamente quais empresas incentivar. Ademais, lutar contra as forças da "natureza" é inócuo.

O foco deveria estar em soluções para aumentar a produtividade dos serviços. O fato desse setor não ser aberto à competição internacional e ser intensivo em mão de obra, que é pouco qualificada no Brasil, pode explicar parte do atraso. Já que a indústria é passado, então, entender melhor a natureza das mazelas nos serviços é fundamental para o país.

Fonte: Folha de S. Paulo